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quinta-feira, 22 de novembro de 2018

"Amistad" + "Navio Negreiro" -- sobre a parte mais vergonhosa da nossa história

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

    Há algumas aulas, e também nas seguintes, estudamos como se deu a colonização do Brasil por Portugal. Já vimos que a "nossa metrópole" estava disposta a gastar quase nada e a lucrar o máximo possível e sabemos que, infelizmente, isso se deu às custas do sofrimento brutal de milhões de pessoas ao longo de cerca de três séculos. E, se pusermos como foco a  escravidão de pessoas trazidas da África para servirem de mão de obra, veremos que esse sofrimento extrapola o tempo em que a compra e venda, a total objetificação de seres humanos, ocorria perfeitamente dentro da lei, uma vez que suas mazelas se arrastam até o presente sobre seus descendentes. Enfim, estamos falando sobre a parte mais vergonhosa da nossa história e que, pasmem, em pleno século XXI, muitos ainda teimam em minimizar -- e até negar (!!!).

(Ah, e vale o registro de que as atrocidades cometidas contra os indígenas são outro "capítulo" das aberrações da história deste país.)

   Na época em que a professora Carolina, hoje Diretora Geral e ex-coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre postava o vídeo abaixo para seus alunos. São cenas duras, isso é certo e, mesmo extraídas de uma obra de ficção, saiba que a realidade foi -- e, lamentavelmente, ainda é, em MUITOS casos --  ainda mais absurdamente cruel.

   Abaixo segue o texto da Carol:

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 [quando a escravidão ainda ocorria dentro da lei por aqui, portanto] por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad, de Steven Spielberge à brilhante narração do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, feita pelo falecido ator (um profissional extraordinário) Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.)





segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Para quem já quiser entrar no clima das próximas aulas... Filme: "1492 - A Conquista do Paraíso", de Ridley Scott

(Imagem: camminus.com)

   Tudo começa com a grande luta que o navegador Cristóvão Colombo teve que empreender para conseguir o apoio necessário para realizar sua viagem, sofrendo restrições por parte dos religiosos, enfrentando o desdém dos políticos e a indiferença dos comerciantes. Somente com o apoio de um banqueiro e da rainha Isabel da Espanha foi possível reverter sua perspectiva e permitir que ele viesse a escrever seu nome na eternidade.

   O grande mérito do filme reside em nos colocar lado a lado com a trajetória de Cristóvão Colombo, acompanhando-o nas embarcações, sofrendo com ele os reveses de uma viagem longa e desgastante e triunfando com o desembarque em terras americanas em 1492. A sequência da chegada é deslumbrante, os homens se jogando ao chão, os passos de Colombo, as cores das bandeiras e os sons que acompanham esse momento permitem-nos entender como foi grandioso esse acontecimento. (Trecho adaptado do site Planeta Educação)



Trechos que requerem uma atenção especial:
porém com algumas alterações minhas nos textos.)

  • Fé e ciência: um monge informa que a universidade de Salamanca cederá a Colombo uma audiência para que ele tente aprovar sua viagem para Oeste, em busca das Índias (que ficam a Leste). Nessa conversa, fica claro que, embora seja um homem de fé na Igreja Católica, suas convicções científicas diferem das afirmações defendidas pelos clérigos.
  • Negociação: Colombo procura convencer os intelectuais da universidade de Salamanca a aprovarem sua jornada rumo às Índias.
  • Financiamento: Colombo conhece uma pessoa que poderá conseguir uma audiência com a rainha Isabel, da Espanha, e viabilizar sua expedição. Neste trecho, é interessante observar o papel dos banqueiros no contexto das Grandes Navegações.
  • Colombo inicia a viagem: Colombo dá início a sua jornada, em direção ao ocidente, rumo ao extremo oriente, com a nau Santa Maria e as caravelas Pinta e Nina. Durante o trajeto, explica como utiliza as estrelas como guia. Nessa passagem lembre da influência da cultura árabe na península Ibérica que estudamos com a “Reconquista”.
  • América: Colombo e sua frota avistam terra firme e entram em contato com um grupo de nativos. A partir desse recorte, observe como se dá a chegada dos europeus ao “Novo Mundo”.
  • Contato com os nativos: Colombo narra sua percepção do novo mundo com bastante otimismo, ao mesmo tempo em que percebe os perigos desse paraíso na Terra. Pouco tempo depois de sua chegada, consegue estabelecer contato com os nativos, sendo recebido com desconfiança por alguns deles.


1492: Conquest of Paradise 
Drama - França/Espanha/EUA/Inglaterra, 1992 - 155 min 
Direção: Ridley Scott

O filme inteiro, e dublado, encontra-se no YouTube
Basta clicar aqui embaixo e ampliar a tela:




BOM FILME!

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Versailles + "Marie-Antoinette", filme de Sofia Coppola

Le Château de Versailles:
700 cômodos, 67 escadarias, 352 chaminés, 1250 lareiras, 2153 janelas e... 9 banheiros

   "Maior e mais célebre palácio da França, Versalhes é o retrato ao mesmo tempo dos exageros delirantes e do requinte extremo da nobreza que mandou no país durante séculos. Também personifica o tamanho do ego de Luís XIV, que em 1682 instalou lá o governo e uma corte de aproximadamente 6 mil pessoas. Louco por luxo, contratou os melhores profissionais de cada área – entre eles o paisagista André Lê Nôtre, responsável pelos imbatíveis jardins do lugar – para que o palácio representasse não só a melhor estética clássica da França, mas também toda a sofisticação de seus mandatários." (viajeaqui.abril.com.br)

Para mais fotos de Versailles, clique AQUI.

Para ir ao site oficial de Versailles (disponível em francês, inglês, espanhol e outras línguas -- menos a nossa), clique AQUI.

Para saber ainda mais sobre Versailles, clique AQUI



AGORA, O FILME!!!


   Quer assistir a um filme (muito bom!) cuja principal locação fora o próprio Palácio de Versailles e mostra todo o luxo e ostentação da corte de Luís XVI? Sabe que filme é esse? Marie-Antoinette, de Sofia Coppola (classificação: 14 anos - fale a respeito com sua família). Veja a sinopse, retirada do AdoroCinema:

 "A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versailles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir." 

Mesmo que não assista ao filme, não perca o trailer... Veja toda a (completamente excessiva) vida de luxo e ostentação da corte francesa em Versailles!

É só clicar aqui embaixo, aumentar a tela e o som!





terça-feira, 20 de setembro de 2016

Especialmente para a 701... "Navio Negreiro"

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

   Apesar de eu ter prometido esse vídeo na aula de hoje para a 701 (e eles sabem muito bem o porquê...), na verdade essa postagem serve para todo o sétimo ano.  

   Na época em que a professora Carolina, hoje coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre fazia essa postagem para seus alunos -- aliás, não tinha como deixar de fazer...

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad e à narração do poema de Castro Alves, feita por Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.) 





segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Blog indica... "Kingdom of Heaven", de Ridley Scott (no Brasil, "Cruzada")



Sinopse do filme no site "Omelete": 

   Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei.

Abaixo, alguns trechos da crítica de Érico Borgo, também do site Omelete, em 05/05/2005.
(Para ler a crítica na íntegra, basta clicar AQUI.)

   O cineasta trata o assunto com a cautela que ele exige. "Eu não quero que o filme seja sobre cavaleiros de armadura se atacando enquanto cortam cabeças com suas espadas. O filme deve ser uma discussão fundamental sobre as duas religiões", comentou há alguns anos o diretor.
   Cruzada cumpre a promessa e Scott e o roteirista estreante William Monahan são incrivelmente bem-sucedidos nesse ponto. Os muçulmanos não são os vilões da história, nem mesmo os cristãos. Os antagonistas são meramente aqueles que deixam a ganância e o desejo por sangue obscurecerem a idéia de uma convivência pacífica. 
  O roteiro de Monahan começa apresentando um simples ferreiro, Balian (Orlando Bloom). Temente a Deus e viúvo recente, ele se surpreende com a revelação de que é filho de um nobre, Godfrey de Ibelin (Liam Neeson, no milésimo papel desse tipo em sua carreira). Levado à Terra Santa - e após alguns percalços -, Balian chega às terras de seu pai, onde é apresentado à nobreza local e começa a fazer inimigos, dentre eles o poderoso Guy de Lusignan (Marton Csokas), provável sucessor do Rei Balduíno IV (Edward Norton, sempre mascarado). Balian rapidamente ascende (mesmo que a contragosto) na corte e um feito de bravura o coloca diretamente nas graças do rei e seu conselheiro Tiberias (Jeremy Irons), mas sua inabalável ética o impede de subir ainda mais. Sua decisão custará o próprio Reino do Paraíso aos cruzados.
   De qualquer forma, apesar de cumprir a tabela do gênero, Cruzada merece uma recomendação. A bem redigida mensagem crítica sobre o mundo e as relações no Oriente Médio justifica cada um dos clichês. E que esta seja uma cruzada para ajudar a acabar com todas as outras.
Não deixe de assistir ao trailer!


Ah, e a quem interessar, o filme está disponível na Netflix.