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sábado, 24 de agosto de 2019

7º ano: Roteiro de estudo para a prova do dia 05 de setembro

Armandinho - Alexandre Beck

Para que não sejam necessários muitos sacrifícios, aí vai, com bastante antecedência, o roteiro do que será avaliado na prova de História...

1. Islã 
o domínio da Península Ibérica pelos muçulmanos – a partir do século VIII

2. Reconquista e formação de Portugal 
- os mouros na Península Ibérica (século VIII ao XV);
- o que foi o movimento da Reconquista;
- de feudo a reino: a formação de Portugal;
- o recém-nascido reino de Portugal: como ficou a situação do rei, da nobreza, da burguesia e a dos trabalhadores do campo e das cidades;
- a crescente importância do comércio como atividade econômica e o monopólio comercial de Gênova e Veneza sobre o Mediterrâneo.

3. Expansão Marítima Europeia (ou Grandes Navegações) 
- os produtos mais valorizados na Europa e o monopólio de Gênova e Veneza sobre a sua comercialização;
- o conhecimento de mundo dos europeus no início do século XV;
- o porquê da expansão marítima;
- o projeto português de caminho marítimo para chegar às Índias – e seus financiadores;
- o porquê do pioneirismo português nas navegações oceânicas – questões geográficas, tecnológicas (destaque para a utilização das caravelas) e políticas;
- o projeto de caminho marítimo para chegar às Índias patrocinado pelos reis espanhóis – quem foi o seu mentor;
- a chegada ao extremo sul da África e Oceano Índico (1488);
- a chegada a um continente até então desconhecido (1492);
- o Tratado de Tordesilhas (1494);
- as consequências da descoberta de um novo caminho para as Índias.

4. A chegada dos europeus nas terras que viriam a ser o Brasil
- os primeiros contatos entre indígenas e europeus
- o comércio do pau-brasil 

Estudar pelos TEXTOS (8 ao 13), EXERCÍCIOS e CADERNO.


BOM ESTUDO E BOA PROVA!

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

2019 – OS 500 ANOS DA 1ª VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO DO PLANETA

Atlas de Battista Agnese
(elpais.com)

      As viagens ultramarinas portuguesas (e, cerca de meio século mais tarde, espanholas) foram as precursoras da primeira globalização – cujo ápice é vivido hoje, 600 anos mais tarde, pela nossa geração. A expansão marítima europeia começou com a descoberta da Ilha da Madeira, próxima à costa noroeste da África, em 1418. Menos de cem anos depois, o pequeno reino português chegaria ao Oriente contornando continente africano – cuja imensa totalidade era na maior parte ainda desconhecida pelos europeus –, desbravando o ainda mais gigantesco e ainda mais desconhecido Oceano Atlântico. 
Também era português o navegador Fernão de Magalhães, mas foi com o patrocínio do monarca espanhol Carlos I que ele conseguiu dar início ao seu objetivo de atingir as Molucas (um arquipélago da Indonésia) pelo Ocidente. Sim, pelo Ocidente: com o mesmo projeto que, anos antes, levara Colombo a chegar até a América achando que aqui fossem as tão cobiçadas Índias, com todas as suas riquezas... Só que, então, já era sabido que, para dar a volta ao mundo pelo Ocidente, era necessário contornar esse imenso novo continente.
Mas veja bem:
até meados do século XV, o conhecimento de mundo que os europeus possuíam limitava-se, praticamente, às terras que compuseram o Antigo Império Romano, cujas conquistas territoriais se deram ainda no período republicano (anterior ao nascimento de Cristo, lembra?): a própria Europa, o norte da África e o Oriente Médio, ou seja, as terras ao redor do Mar Mediterrâneo.
final do século XV, início do XVI, mais precisamente em 1519, iniciava-se a primeira viagem marítima ao redor do pla-ne-ta! Viu quantos conhecimentos foram adquiridos no intervalo de menos de um século???

Da mesma forma que para chegar ao Oriente saindo da Europa, pelo mar, tomando o rumo Leste é necessário contornar a África; para chegar ao Oriente saindo da Europa, pelo mar, tomando o rumo Oeste é necessário contornar a América.

Dois caminhos opostos levavam ao mesmo local: as Índias e suas tão cobiçadas mercadorias!

Pronto, era início do século XVI e já estava definitivamente comprovada a esfericidade da Terra.


A viagem de circum-navegação, iniciada sob o comando de Fernão de Magalhães e finalizada sob o comando de Sebastián Elcano foi tão espetacular para a época que, hoje, 500 anos após o seu início, Portugal e Espanha disputam o protagonismo desse feito. 

 VEJA OS SITES CRIADOS POR PORTUGAL E ESPANHA PARA A COMEMORAÇÃO DOS 500 ANOS:

O SITE ESPANHOL



O SITE PORTUGUÊS 




 ALGUMAS DAS VIAGENS DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO AO PLANETA PELA MARINHA DO BRASIL...

COMO PARTE DA INSTRUÇÃO DE SEUS FUTUROS OFICIAIS, AO TODO, FORAM 6 VIAGENS:
  Corveta Vital de Oliveira ainda no Brasil Imperial, a primeira viagem de circum-navegação realizada pela Marinha do Brasil, em 1879 CLIQUE AQUI  (veja a p.39)
  Cruzador Almirante Barroso também no século XIX e durante o penúltimo ano do Império, em 1888 – durante a viagem foi proclamada a República CLIQUE AQUI
  Navio-Escola Benjamim Constant primeiro navio de guerra pensado desde o início como um navio-escola (exclusivamente voltado para instrução de futuros oficiais), esse Cruzador em 1908 realizou a terceira viagem de circum-navegação por um navio da Marinha do Brasil CLIQUE AQUI
  Navio-Escola Brasil Incorporado pela Marinha em 1986, fez sua primeira viagem em 1987 e, ao longo desses 33 anos, já realizou três viagens de circum-navegação, nos anos de 1989, 1997 e 2008 CLIQUE AQUI


E A EXPEDIÇÃO DE FERNÃO DE MAGALHÃES TAMBÉM FOI TEMA DA 1ª QUESTÃO DO VESTIBULAR – UERJ 2020!





FONTES

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Roteiro de estudo para as avaliações de 11/12: PI do 7º ano (7 pontos) e prova da CAIS 1 (4 pontos)

Bom, agora, isso só depende de você...

Segue a lista, bem detalhada, de todos os pontos que estarão na avaliação:

1. Idade Média europeia
- Baixa Idade Média → Texto 7 (CAIS 1 
→ Texto 9)
- revigoramento das cidades e do comércio
- crise do feudalismo

 2. Islã, Reconquista e formação de Portugal → Texto 9 
(CAIS 1 → Texto 10)
- o recém-nascido reino de Portugal: como ficou a situação do rei, da nobreza, da burguesia e dos trabalhadores do campo e das cidades
- a crescente importância do comércio como atividade econômica e o monopólio comercial de Gênova e Veneza sobre o Mediterrâneo

3. Expansão marítima europeia e o pioneirismo português → Textos 10 e 11 
(CAIS 1 → Texto 11 e 12)
- os produtos mais valorizados na Europa e o monopólio de Gênova e Veneza sobre a sua comercialização
 - a chegada a um continente até então desconhecido – a América
- as consequências da descoberta de um novo caminho para as Índias
- Ásia, África e América integradas ao sistema comercial europeu
- o etnocentrismo europeu

4. Formação dos Estados Nacionais → Textos 13, 14 e 15 
(CAIS 1, idem → Textos 13, 14 e 15) 
- a política 
- a sociedade 
- a economia – a nova concepção de riqueza 

5. Colonização da América Portuguesa → Textos 14, 15, 17 e 18 
(CAIS 1, idem → Texto 14, 15, 17 e 18) 
- a colonização do Brasil no contexto da economia europeia – as práticas mercantilistas:
 → o MERCANTILISMO:  a política econômica do absolutismo
 → o protecionismo e a intervenção do governo na economia
 → o metalismo
 → a balança comercial favorável
 → o colonialismo: a exploração de colônias; o pacto colonial (o monopólio da metrópole sobre o comércio colonial); os conceitos de metrópole e colônia
- o período anterior à colonização de fato (1500-1530)
 → os indígenas e a chegada dos primeiros europeus
 → o comércio do pau-brasil 
- a implantação da lavoura canavieira: o início da colonização

 → características – quanto ao tipo de cultura, à extensão de terra, à mão de obra e ao mercado consumidor 
 → o Brasil Colonial – Brasil e África enriquecem Portugal
 → o pacto colonial  – o monopólio comercial da metrópole sobre a colônia
 → a montagem de um engenho de açúcar
 → a escravização dos indígenas
 → a introdução da mão de obra escrava africana – e os altíssimos lucros dos traficantes de escravos
 → a pecuária, a agricultura do tabaco, a produção de gêneros de subsistência e as trocas entre colonos e indígenas

6. África e a introdução do trabalho escravo no Brasil → Texto 16 
(CAIS 1, idem → Texto 16) (sem se preocupar com os detalhes, porém constatando a pluralidade do continente africano, assim como seus principais reinos e a respectiva ligação com a nossa história: os reinos de Gana, Mali, Ioruba, Benin e Congo) + 18 (verso) e 19 (CAIS 1, idem → + verso da 18  e 19) 
- a África: a diversidade cultural (língua, religiões, costumes etc) e o escravismo africano
- a África e o comércio de escravos
- a vida do escravo no Brasil - o processo de despersonalização, de objetificação de seres humanos
- as formas de resistência dos africanos e afrodescendentes à escravidão

7.  Mineração → Texto 20
 (CAIS 1, idem → Texto 20)
- a descoberta do ouro e o o início da mineração 
- a “corrida do ouro” e a questionável ideia de crescimento demográfico 


NÃO SE ESQUEÇA DE ESTUDAR TAMBÉM PELAS ANOTAÇÕES NO CADERNO!


BOM ESTUDO E, CONSEQUENTEMENTE...
BOA PROVA!



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

"Amistad" + "Navio Negreiro" -- sobre a parte mais vergonhosa da nossa história

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

    Há algumas aulas, e também nas seguintes, estudamos como se deu a colonização do Brasil por Portugal. Já vimos que a "nossa metrópole" estava disposta a gastar quase nada e a lucrar o máximo possível e sabemos que, infelizmente, isso se deu às custas do sofrimento brutal de milhões de pessoas ao longo de cerca de três séculos. E, se pusermos como foco a  escravidão de pessoas trazidas da África para servirem de mão de obra, veremos que esse sofrimento extrapola o tempo em que a compra e venda, a total objetificação de seres humanos, ocorria perfeitamente dentro da lei, uma vez que suas mazelas se arrastam até o presente sobre seus descendentes. Enfim, estamos falando sobre a parte mais vergonhosa da nossa história e que, pasmem, em pleno século XXI, muitos ainda teimam em minimizar -- e até negar (!!!).

(Ah, e vale o registro de que as atrocidades cometidas contra os indígenas são outro "capítulo" das aberrações da história deste país.)

   Na época em que a professora Carolina, hoje Diretora Geral e ex-coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre postava o vídeo abaixo para seus alunos. São cenas duras, isso é certo e, mesmo extraídas de uma obra de ficção, saiba que a realidade foi -- e, lamentavelmente, ainda é, em MUITOS casos --  ainda mais absurdamente cruel.

   Abaixo segue o texto da Carol:

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 [quando a escravidão ainda ocorria dentro da lei por aqui, portanto] por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad, de Steven Spielberge à brilhante narração do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, feita pelo falecido ator (um profissional extraordinário) Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.)





segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Para os que faltaram no sábado: roteiro de estudo para a prova de amanhã


Imagem: historiazine.com

EUROPA OCIDENTAL
1. Baixa Idade Média 
 - período de expansão:
Atenção para o crescimento populacional e o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo:
a charrua;
a coleira acolchoada;
o uso de cavalos como tração;
o sistema de rotação trienal de culturas etc.
- o período de depressão:
as Cruzadas;
o esgotamento do sistema feudal;
a crise agrícola e a fome;
as epidemias – destaque para a peste negra: suas consequências para a população e para a produção agrícola;
guerras internas.

2. Islã 
- o domínio da Península Ibérica pelos muçulmanos – a partir do século VIII

3. Reconquista e formação de Portugal 
- os mouros na Península Ibérica (século VIII ao XV);
- o que foi o movimento da Reconquista;
- de feudo a reino: a formação de Portugal;
- o recém-nascido reino de Portugal: como ficou a situação do rei, da nobreza, da burguesia e a dos trabalhadores do campo e das cidades;
- a crescente importância do comércio como atividade econômica e o monopólio comercial de Gênova e Veneza sobre o Mediterrâneo.

4. Expansão Marítima Europeia (ou Grandes Navegações) 
- os produtos mais valorizados na Europa e o monopólio de Gênova e Veneza sobre a sua comercialização;
- o conhecimento de mundo dos europeus no início do século XV;
- o porquê da expansão marítima;
- o projeto português de caminho marítimo para chegar às Índias – e seus financiadores;
- o porquê do pioneirismo português nas navegações oceânicas – questões geográficas, tecnológicas (destaque para a utilização das caravelas) e políticas;
- o projeto de caminho marítimo para chegar às Índias patrocinado pelos reis espanhóis – quem foi o seu mentor;
- o caminho que atingiu o objetivo (1498);
- a chegada a um continente até então desconhecido (1492);
- o Tratado de Tordesilhas (1494);
- as consequências da descoberta de um novo caminho para as Índias.

ESTUDAR PELOS TEXTOS 6 (segunda parte), 7, 8, 9, 10 e 11.

BOM ESTUDO E BOA PROVA!

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Perguntas sobre o texto 9

Conforme o combinado, eis as perguntas sobre o texto 9: 

A RECONQUISTA E A FORMAÇÃO DE PORTUGAL
1. O que foi a Reconquista?
2. Podemos dizer que a formação do reino de Portugal se deu com o descumprimento dos laços feudais? Por quê?
3. Vimos que o “recém-nascido” reino português já tinha dois inimigos poderosos: os muçulmanos e o rei de Leão e Castela. O que ocorreu, então, em decorrência disso?
4. E em relação à economia, como estava Portugal?
5. E qual a situação da nobreza portuguesa?
6. E a dos trabalhadores rurais?
7. E a da burguesia?

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

O Castelo dos Mouros - Sintra / Portugal

     Nas aulas desta semana, falamos sobre a Reconquista da Península Ibérica pelos cristãos e a formação de Portugal. No trabalho que ficará para corrigir neste sábado, 02/09, aparece um DOC sobre o Castelo dos Mouros
Que tal saber um pouco mais sobre essa construção? 

As origens do Castelo dos Mouros – um castelo em ruínas compreendido entre as florestas exuberantes da Serra de Sintra – datam do séc. VIII e da invasão a Península Ibérica pelos muçulmanos do norte de África. Sua construção e localização forneciam uma visão vantajosa sobre o Rio Tejo e oferecia proteção para a cidade de Sintra. Crônicas árabes caracterizaram a região de Sintra como muito rica em campos de cultivo e o Castelo dos Mouros foi um dos mais importantes nesta região, ainda mais que o Castelo de Lisboa.
Uma Cruzada Cristã inicial, liderada pelo Rei Afonso VI de Castela, conseguiu capturar dos mouros o castelo em 1093, mas o pequeno exército foi expulso nos anos seguintes. O castelo prosperou entre a primeira cruzada e a seguinte, tendo suas muralhas reforçadas, mas tal melhoria não foi o bastante para deter a Segunda Cruzada, bem mais forte, em 1147.
Apesar de os primeiros reis portugueses fortalecerem o Castelo dos Mouros e as suas defesas, a corte real se estabeleceu em Lisboa. A importância desse castelo de Sintra foi sendo reduzida ao longo dos séculos, até que no XV os seus únicos habitantes eram colonos judeus. Quando os estes foram expulsos de Portugal em meados do séc. XV, o castelo ficou completamente abandonado. Em 1636 um raio causou um fogo massivo que destruiu a Torre de Menagem (torre central), enquanto que, em 1755, um devastador tremor de terra desmoronou suas paredes e muralhas. (Adaptado de Sintra-Portugal.com)

Seguem fotos, a maioria de minha autoria 😊, do que restou do Castelo dos Mouros.


























Para saber mais, acesse Parques de Sintra.

Imagens: arquivo pessoal

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Especialmente para a 701... "Navio Negreiro"

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

   Apesar de eu ter prometido esse vídeo na aula de hoje para a 701 (e eles sabem muito bem o porquê...), na verdade essa postagem serve para todo o sétimo ano.  

   Na época em que a professora Carolina, hoje coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre fazia essa postagem para seus alunos -- aliás, não tinha como deixar de fazer...

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad e à narração do poema de Castro Alves, feita por Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.) 





quinta-feira, 23 de junho de 2016

A ocupação muçulmana da Península Ibérica: o Castelo dos Mouros

   Postagem um tanto atrasada (em relação ao ponto da matéria em que estamos), mas acreditando no "antes tarde do que nunca", eis o que prometi sobre o Castelo dos Mouros em Sintra, Portugal.

Mas antes das fotos, vai um pouquinho da história desta construção...

As origens do Castelo dos Mouros – um castelo em ruínas compreendido entre as florestas exuberantes da Serra de Sintra – datam do séc. VIII e da invasão a Península Ibérica pelos muçulmanos do norte de África. Sua construção e localização forneciam uma visão vantajosa sobre o Rio Tejo e oferecia proteção para a cidade de Sintra. Crônicas árabes caracterizaram a região de Sintra como muito rica em campos de cultivo e o Castelo dos Mouros foi um dos mais importantes nesta região, ainda mais que o Castelo de Lisboa.
Uma Cruzada Cristã inicial, liderada pelo Rei Afonso VI de Castela, conseguiu capturar dos mouros o castelo em 1093, mas o pequeno exército foi expulso nos anos seguintes. O castelo prosperou entre a primeira cruzada e a seguinte, tendo suas muralhas reforçadas, mas tal melhoria não foi o bastante para deter a Segunda Cruzada, bem mais forte, em 1147.
Apesar de os primeiros reis portugueses fortalecerem o Castelo dos Mouros e as suas defesas, a corte real se estabeleceu em Lisboa. A importância desse castelo de Sintra foi sendo reduzida ao longo dos séculos, até que no XV os seus únicos habitantes eram colonos judeus. Quando os estes foram expulsos de Portugal em meados do séc. XV, o castelo ficou completamente abandonado. Em 1636 um raio causou um fogo massivo que destruiu a Torre de Menagem (torre central), enquanto que, em 1755, um devastador tremor de terra desmoronou suas paredes e muralhas. (Adaptado de Sintra-Portugal.com)

Seguem as fotos do que restou do Castelo dos Mouros.
























Para saber mais, acesse Parques de Sintra.