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domingo, 21 de junho de 2015

FOLHA DE S. PAULO: No Piauí, Serra da Capivara guarda o maior tesouro arqueológico do Brasil

A Pedra Furada, que tem sua cavidade devido à ação do vento e da chuva


   "Estudos apontam a presença do homem há cerca de 50 mil anos. Os vestígios são resultado de escavações lideradas pela arqueóloga Niède Guidon na década de 70, quando foram encontradas ferramentas que evidenciaram a presença mais antiga do homem nas Américas." RAFAEL MOSNA - ENVIADO ESPECIAL A SÃO RAIMUNDO NONATO (PI)

Para ler a matéria completa, de 09/05/2013, basta clicar AQUI.

Ainda sobre a Serra da Capivara, clique:

E mais:


Site da imagem: www1.folha.uol.com.br

Vídeo: "Niède Guidon e as Origens do Homem Americano (1990)"

  Aqui nessa postagem temos um documentário de 1990 com a arqueóloga Niède Guidon para o programa Globo Ciência,  quando o Museu do Homem Americano ainda nem estava pronto. É um vídeo antigo, mas traz informações muito interessantes acerca do seu trabalho à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí.


A arqueóloga brasileira Niède Guidon e as pesquisas arqueológicas no Brasil - Parque Nacional Serra da Capivara

(fonte: wikimapia.org)
Toca do Boqueirão da Pedra Furada 
(Pintura escolhida para a logomarca do Parque Nacional Serra da Capivara)


   Niède Guidon (na foto à esquerda) à frente da Fundação Museu do Homem Americano (na cidade de São Raimundo Nonato, estado do Piauí). Como não podia deixar de ser, todos ficamos surpresos com os resultados das pesquisas de sua equipe.   
Nas aulas de ontem, também falamos sobre  o trabalho da arqueóloga brasileira 
    
Abaixo, está o link para o site desta fundação.


    Ao entrar no site, explore-o bastante, pois há várias informações interessantes. Não deixe de visitar, por exemplo, a página sobre as pinturas rupestres, ou sobre a megafauna da região (de há mais de 10 mil anos) - nesta, clique em cima do nome científico da espécie e aparecerão  informações e ilustrações  de como era o animal, assim como fotos  de seus restos (dentes, ossos etc.) encontrados no local.

Enfim, divirta-se e aprenda!

Site da imagem: saoraimundo.com/noticias 


E, agora, uma foto da reconstituição do rosto da Luzia que Anna Clara, da 606, enviou aqui para o blog!

  Pois é, a Anna Clara já viu a Luzia de bem pertinho, lá no Museu Nacional...  

  Essa foto aí ao lado, da reconstituição do rosto da Luzia, foi ela mesma quem tirou.

Valeu, Anna! 





Imagem: Anna Clara Alves

Quer saber mais um pouco sobre o povo da Luzia?

   "O filme [abaixo] mostra os sítios arqueológicos de Pedro Leopoldo, na região mineira de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte, onde foi encontrado um crânio de 11 mil anos de idade, chamado informalmente de Luzia

    A área é alvo de um grande projeto de pesquisa sobre a origem do homem nas Américas coordenado pelo arqueólogo 
Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). 

   Produzido pela prefeitura de Pedro Leopoldo e pelo LEEH em 2007, o vídeo foi gentilmente cedido à Pesquisa FAPESP por Walter Neves."


Pedro Leopoldo: O berço de Luzia



Fonte: Canal de vídeos do site da revista Pesquisa FAPESP
publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Enviado em 10/02/2010)

Entrevista com Walter Neves - o "pai" de Luzia



   Nas aulas de ontem, voltamos a falar de Luzia e seu "pai", o Walter Neves, que é coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).  

   Walter Neves "não foi o responsável por ter resgatado esse antigo esqueleto de um sítio pré-histórico, mas foi graças a seus estudos que Luzia, assim batizada por ele, tornou-se o símbolo de sua polêmica teoria de povoamento das Américas: o modelo dos dois componentes biológicos."

   Para ver o quanto você sabe sobre esse "modelo dos dois componentes biológicos", basta ler a entrevista, concedida a Marcos Pivetta e Ricardo Zorzetto, para a página da Pesquisa FAPESP (Edição 195 de maio de 2012), na qual esse arqueólogo e antropólogo conta como formulou sua teoria sobre o povoamento da América. 

Para ir até a entrevista, basta clicar AQUI. 


Imagem: pesquisarevista.fapesp.br

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Para saber mais: O CARBONO 14

"O teste do carbono 14 pode ser aplicado em amostras originadas de qualquer tipo de
ser vivo – seres humanos, animais, plantas..." 
(Foto: Catarina Chagas)

    Nas aulas desta terça-feira, alguns alunos ficaram interessados em saber um pouco mais sobre a técnica de datação por carbono 14... Bom, então, para saber mais, é só clicar no link abaixo:


Site da imagem: chc.cienciahoje.uol.com.br

terça-feira, 28 de abril de 2015

Vídeo sobre os primeiros seres humanos e sua chegada à América

Em 2011, procurando na web material a respeito da evolução da nossa espécie, acabei encontrando, no YouTube, uma série do Discovery Channel que trata desde como viviam os primeiros seres humanos até a chegada deles à América: "Homem pré-histórico: Vivendo entre as feras". Como os alunos desde então gostaram bastante, postarei novamente para vocês. Veja a sinopse: 
    
 "Prepare-se para uma viagem na era da pré-história. Entre 12 e 40 mil anos atrás, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Ele convivia com tigres dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Aqui [neste documentário], foram usados os mais modernos recursos tecnológicos e científicos para que se vejam nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando pela sobrevivência da forma mais realista possível."  (Sinopse  junto ao vídeo, no YouTube)





    Se achar o documentário muito longo, assista-o aos poucos. Mas assista... Muito do que estamos estudando está lá. Ele vem dividido em cinco partes e todas são muito boas!


   De acordo com um trecho do final, aqui transcrito e adaptado, você verá como se deu o triunfo da espécie humana, graças à sua inteligencia, ao domínio da linguagem e da comunicação e à sua habilidade em se adaptar a qualquer desafio - qualidades estas que levaram a nossa espécie a todos os cantos do planeta... e além. Enfim, você verá que Homo sapiens sapiens não apenas vivia entre as feras como também as dominou. 



As cinco partes vêm abaixo. 





Site da imagem: blockbusteronline.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Para entender melhor a Evolução das Espécies

Este vídeo de animação sobre a Evolução explora como surgiu toda a diversidade de seres vivos a partir de um antepassado comum. Apresenta a árvore da vida, em que todos os seres vivos são aparentados, e explica o aparecimento de novas espécies. Trata, ainda, da contribuição dos estudos sobre evolução para outras áreas científicas e para a sociedade. 

"Nós, os fantásticos seres vivos: uma breve história da evolução" é uma co-produção do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Portugal.


É MUITO BOM! VALE A PENA ASSISTIR!





Folha de São Paulo: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia"

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 - C6 (versão impressa)


   Svante Pääbo: das suas revelações, "aquela que chamou mais a atenção, sem dúvida, foi a de que Homo sapiens e Homo neanderthalensis legaram ao planeta os frutos de uma inusitada história de amor. Pessoas de etnias europeias ainda carregam no DNA cerca de 3% de ancestralidade neandertal."

           
   Para alguns cientistas, o Homo sapiens (a nossa espécie) teria contribuído para a extinção do Homo neanderthalensis. E essa espécie serviu de tema para uma matéria da Folha de São Paulo no ano passado presente no título dessa postagem: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia".  A matéria é de Rafael Garcia e trata do novo livro do geneticista sueco Svante Pääbo sobre a importância das pesquisas que têm como base a análise do DNA. 
   

Abaixo, seguem algumas das principais realizações desse cientista, assim como outras informações acadêmicas a seu respeito.

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 (versão digital)


E, para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.
  
BOA LEITURA!

segunda-feira, 13 de abril de 2015

A evolução do homem - e ainda o conceito de CULTURA, por Darcy Ribeiro

   Nas nossas próximas aulas, estudaremos sobre os primeiros grupos humanos e veremos que, atualmente, há apenas uma espécie de ser humano habitando o planeta: a nossaHomo sapiensMas já houve outras, algumas que até podem ter convivido entre si (inclusive com a nossa), porém todas já extintas, exceto a nossa, claro. 

   Além do Homo sapiens, existiram outros hominídeos (primatas semelhantes ao ser humano). O primeiro hominídeo bípede conhecido é o Australopithecus (surgiu há cerca de 5,5 milhões de anos). Depois deles surgiram hominídeos do gênero Homo, isto é, com capacidade para fabricar utensílios e  articular uma linguagem e se comunicar

   Podemos dizer, então, que com essas espécies começa a História: 
  • Homo habilis (há cerca de 2,4 milhões de anos); 
  • Homo erectus (há cerca de 1,6 milhão de anos); 
  • Homo neanderthalensis - ou Homo sapiens neanderthalensis...  (há cerca de 200 mil anos) e 
  • Homo sapiens - ou Homo sapiens sapiens... (há cerca de 120 mil anos). 
   É importante reforçar, mais uma vez, que não há prova de evolução direta entre essas espécies. Portanto, uma espécie de Homo não gerou a outra, mas, ao contrário, há evidências de que diferentes espécies de Homo existiram na mesma época, como já disse acima e na folha desta semana.  

   Além disso, desde o momento em que passaram a confeccionar instrumentos e a desenvolver uma linguagem articulada, as espécies dentro do gênero Homo se distinguiram das demais e criaram o mundo da cultura. Principalmente quanto à nossa espécie, Homo sapiens, transformar a natureza e a si próprio por meio do trabalho passou a ser a sua principal característica. A partir de então, a evolução biológica ocorre simultaneamente à evolução cultural. E a nossa capacidade de produzir cultura se deve tanto às características físicas que adquirimos com a evolução biológica quanto às próprias heranças culturais que recebemos de nossos antepassados.

   Bom, já que estamos falando de cultura, que tal entender melhor esse conceito? Para isso, nada melhor que um texto do antropólogo Darcy Ribeiro feito especialmente para pessoas da sua idade. Que tal?


     CULTURA 

   Além dos seres vivos e da matéria cósmica, existem, também, coisas culturais, muitíssimo mais complicadas. Chama-se cultura tudo o que é feito pelos homens, ou resulta do trabalho deles e de seus pensamentos. Por exemplo, uma cadeira está na cara que é cultural porque foi feita por alguém. Mesmo o banquinho mais vagabundo, que mal se põe em pé, é uma coisa cultural. É cultura, também, porque feita pelos homens, uma galinha. Sem a intervenção humana, que criou os bichos domésticos, as galinhas, as vacas, os porcos, os cabritos e as cabras não existiriam. Só haveria animais selvagens. 
   A minhoca criada para produzir humo é cultural, eu compreendo. Mas a lombriga que você tem na barriga é apenas um ser biológico. Ou será, ela também, um ser cultural? Cultural não é, porque ninguém cria lombrigas. Elas é que se criam e se reproduzem nas suas tripas. 
   Uma casa qualquer, ainda que material, é claramente um produto cultural, porque é feita pelos homens. A mesma coisa se pode dizer de um prato de sopa, de um picolé ou de um diário. Mas essas são coisas de cultura material, que se pode ver, medir, pesar. 
   Há, também, para complicar, as coisas da cultura imaterial, impropriamente chamadas de espiritual – muitíssimo mais complicadas. 
   A fala, por exemplo, que se revela quando a gente conversa, e que existe independentemente de qualquer boca falante, é criação cultural. Aliás, a mais importante. Sem a fala, os homens seriam uns macacos, porque não poderiam se entender uns com os outros, para acumular conhecimento e mudar o mundo como temos mudado. A fala está aí, onde existe gente, para qualquer um aprender. Aprende-se, geralmente, a da mãe. Se ela é uma índia, aprende-se a falar a fala dos índios, dos Xavantes, por exemplo. Se ela é uma carioca, professora, moradora da Tijuca, a gente aprende aquele português lá dos tijucanos. Mas, se você trocar a filhinha da índia pela filhinha da professora e criá-la, bem ali, na praça Saens Peña, ela vai crescer como uma menina qualquer, tijucana, dali mesmo. E vice-versa, o mesmo ocorre se a filha da professora for levada para a aldeia Xavante: ela vai crescer lá, como uma xavantinha perfeita – falando a língua dos Xavantes e xavanteando muito bem, sem nem saber que há tijucanos. 
   Além da fala, temos as crenças, as artes, que são criações culturais, porque inventadas pelos homens e transmitidas uns aos outros através das gerações. Elas se tornam visíveis, se manifestam, através de criações artísticas, ou de ritos e práticas – o batizado, o casamento, a missa – em que a gente vê os conceitos e as ideias religiosas ou artísticas se realizarem. Essa separação, de coisas cósmicas, coisas vivas, coisas culturais, ajuda a gente de alguma forma? Sei não. Se não ajuda, diverte. É melhor que decorar um dicionário, ou aprender datas. Você não acha? 

(RIBEIRO, Darcy. Noções de coisas. São Paulo: FTD, 2000. p. 34.)

Darcy Ribeiro (1922-1997) 
Antropólogo, escritor e político brasileiro, 
conhecido por seu foco em relação aos índios e à educação no país


Imagem: revistaforum.com.br 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

No Fantástico, da Rede Globo: ‘Jornada da Vida’ mostra origem dos brasileiros há 13 mil anos

Fóssil humano mais antigo do Brasil é de Luzia, com 13 mil anos. Ela era negroide e muito parecida com os aborígenes australianos.


Na imagem acima, da esquerda para a direita, 
o crânio e a reconstituição das feições de "Luzia" 
(o mais antigo fóssil encontrado na América, em Lagoa Santa, MG), 
as duas seguintes, o Parque Nacional Serra da Capivara, PI, 
e as duas últimas, pinturas rupestres do mesmo local. 

   "Já parou para pensar como era o Brasil 10 mil anos atrás? O Fantástico [mostrou] como vivia o povo que chegou aqui milhares de anos antes do 'descobrimento'. Esse povo chegou muito antes até do que os índios. Os repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero visitaram os lugares que contam essa história. Uma história que tem rosto e tem nome: Luzia, a primeira brasileira.
  Cavernas, água e vento mudam essas formas lentamente. Trazem a terra que cobre e preserva milhares de anos de uma história aos poucos descoberta. A chegada ao continente americano da espécie que conquistou o planeta: o Homo sapiens.
  Como a humanidade chegou até o local, a milhares de quilômetros de onde a espécie surgiu, na África? Caminhando, sem rumo definido, seguia animais de caça, buscava frutas, raízes. Fugia da seca ou do frio. E como não tinha cidades e nem lavouras, uma vez que avançava também não tinha motivos para voltar para trás. Assim chegou até a América do Sul. A última fronteira da humanidade na incrível jornada da vida."
E aí, ficou curioso para saber o restante da história? Então, é só clicar AQUI para ir até a página do programa com o restante do texto e o vídeo sobre a matéria.
Ah, e dois nossos velhos conhecidos participam da matéria: o Walter Neves e a Niède Guidon...
Imagens: museunacionalufrj.br, img.socioambiental.org, renatogrim.com, wikipedia.org, fumdham.org.br, piauibrasil.com, livrevozdopovo.blogspot.com

sábado, 19 de julho de 2014

"DO MACACO AO HOMEM" - Os principais passos evolutivos da humanidade

EVOLUÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA É TEMA DE MOSTRA EM SÃO PAULO

 FOLHA DE SÃO PAULO: 

"Numa exposição que acaba de ser aberta em São Paulo é possível ficar cara a cara com algumas figuras estranhas de nosso álbum de família."

"O visitante da exposição também poderá ver as semelhanças entre o esqueleto humano e o de seus parentes mais próximos, chimpanzés e gorilas, e entender como alterações da anatomia e do comportamento levaram ao surgimento da nossa espécie."


E sabe quem é o responsável pela mostra???
  O nosso velho conhecido bioantropólogo Walter Neves - ele mesmo, o "pai" da Luzia! - coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP). 
Quer saber mais a respeito da exposição? Basta clicar AQUI!


 Imagem: Folha de São Paulo 


Para ainda mais informações, clique em: Agência FAPESP

terça-feira, 15 de abril de 2014

Quer saber mais sobre a evolução das espécies? Então assista a esse vídeo! "Nós, os fantásticos seres vivos: uma breve história sobre Evolução"



Este vídeo de animação sobre a Evolução explora como surgiu toda a diversidade de seres vivos a partir de um antepassado comum. Apresenta a árvore da vida, em que todos os seres vivos são aparentados, e explica o aparecimento de novas espécies. Fala-se ainda na contribuição dos estudos sobre evolução para outras áreas científicas e para a sociedade. Este vídeo é uma co-produção do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) e do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Portugal.


sábado, 12 de abril de 2014

Quer saber mais um pouco sobre o povo da Luzia?

   "O filme [abaixo] mostra os sítios arqueológicos de Pedro Leopoldo, na região mineira de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte, onde foi encontrado um crânio de 11 mil anos de idade, chamado informalmente de Luzia. A área é alvo de um grande projeto de pesquisa sobre a origem do homem nas Américas coordenado pelo arqueólogo Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). Produzido pela prefeitura de Pedro Leopoldo e pelo LEEH em 2007, o vídeo foi gentilmente cedido à Pesquisa FAPESP por Walter Neves."


Pedro Leopoldo: O berço de Luzia  




Fonte: Canal de vídeos do site da revista Pesquisa FAPESP
publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Enviado em 10/02/2010)

quinta-feira, 20 de março de 2014

Vídeo sobre os primeiros seres humanos e sua chegada à América

Em 2011, no segundo ano deste blog, procurando na web material a respeito da evolução da nossa espécie, encontrei, no YouTube, uma série do Discovery Channel que trata desde como viviam os primeiros seres humanos até sua chegada à América: "Homem Pré-Histórico - Vivendo entre as feras". Como os alunos daquele ano, assim como dos seguintes, gostaram bastante (foi sempre um sucesso...), postarei para vocês também. 


Veja a sinopse: 

    
 "Prepare-se para uma viagem na era da pré-história. Entre 12 e 40 mil anos atrás, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Ele convivia com tigres dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Aqui [neste documentário], foram usados os mais modernos recursos tecnológicos e científicos para que se vejam nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando pela sobrevivência da forma mais realista possível."  (Sinopse  junto ao vídeo, no YouTube)



    


       Nesse vídeo, você verá como se deu o triunfo da espécie humana, graças à sua inteligência, ao domínio da linguagem e da comunicação e à sua habilidade em se adaptar a qualquer desafio - qualidades estas que levaram a nossa espécie a todos os cantos do planeta... e alémEnfim, você verá que Homo sapiens sapiens não apenas vivia entre as feras como também as dominou.  (trecho transcrito e adaptado do próprio vídeo)  


   Se achar o documentário muito longo, assista-o aos poucos. Mas assista... Muito do que estamos estudando está lá. Ele vem dividido em cinco partes e todas são muito boas!



As cinco partes vêm abaixo.




sexta-feira, 14 de março de 2014

Para quem quiser saber mais: "Viagem à evolução do Homem"


   Acabei de encontrar, no site Ciência 2.0 - Conhecimento em Rede (uma publicação da Universidade do Porto, de Portugal), uma matéria a respeito do que estamos estudando no momento. Achei o texto bem interessante para vocês do 6º ano

   Veja esse trecho:  

   "As evidências que permitem reconstituir a história da origem do Homem dividem-se fundamentalmente em dados genéticos e fósseis e arqueológicos. Comparações entre sequências genéticas de humanos e chimpanzés mostram poucas diferenças entre ambos e permitiram estimar o tempo que decorreu desde que humanos e chimpanzés partilharam um ancestral comum: 5 a 7 milhões de anos. Várias descobertas de fósseis com esta idade aproximada e identificados como pertencentes à linhagem do Homem corroboram os resultados obtidos com os dados genéticos."

   O único porém é a respeito das datas em que teriam surgido os Homo sapiens sapiens e os Homo sapiens neanderthalensis. Segundo esse site, a nossa espécie seria mais antiga (teria sugido há 300 mil anos e não há cerca de 120 mil anos, conforme dito em aula e o texto do módulo 1, capítulo 2, do nosso livro didático) que os neanderthais.  

Para ler o texto completo, é só clicar AQUI.


Site da imagem: www.ciencia20.up.pt

sábado, 8 de março de 2014

"A Evolução do Homem" e ainda "Folha de São Paulo: Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia"

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 - C6 (versão impressa)


   Svante Pääbo: das suas revelações, "aquela que chamou mais a atenção, sem dúvida, foi a de que Homo sapiens e Homo neanderthalensis legaram ao planeta os frutos de uma inusitada história de amor. Pessoas de etnias europeias ainda carregam no DNA cerca de 3% de ancestralidade neandertal."

   Nas nossas próximas aulas, estudaremos sobre os primeiros grupos humanos e veremos que, atualmente, há apenas uma espécie de ser humano habitando o planeta: a nossa - Homo sapiens. Mas já houve outras, algumas que até podem ter convivido entre si (inclusive com a nossa), porém todas já extintas (exceto a nossa, claro). Além do Homo sapiens, existiram outros hominídeos (primatas semelhantes ao ser humano). O primeiro hominídeo bípede conhecido é o Australopithecus (surgiu há cerca de 5,5 milhões de anos). Depois deles surgiram hominídeos do gênero Homo, isto é, com capacidade para fabricar utensílios e  articular uma linguagem e se comunicar. Podemos dizer, então, que com essas espécies começa a História: Homo habilis (há cerca de 2,4 milhões de anos), Homo erectus (há cerca de 1,6 milhão de anos), Homo neanderthalensis -ou Homo sapiens neanderthalensis...-  (há cerca de 200 mil anos) e Homo sapiens -ou Homo sapiens sapiens...- (há cerca de 120 mil anos). É importante reforçar, contudo, que não há prova de evolução direta entre essas espécies. Portanto, uma espécie de Homo não gerou a outra, mas, ao contrário, há evidências de que diferentes espécies de Homo existiram na mesma época, como já disse acima.         
   Para alguns cientistas, o Homo sapiens (a nossa espécie) teria contribuído para a extinção do Homo neanderthalensis. E essa espécie foi a que serviu de tema para a matéria da Folha de São Paulo de ontem presente no título dessa postagem: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia".  A matéria é de Rafael Garcia e trata do novo livro do geneticista sueco Svante Pääbo sobre a importância das pesquisas que têm como base a análise do DNA. 
   

Abaixo, seguem algumas das principais realizações desse cientista, assim como outras informações acadêmicas a seu respeito.

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 (versão digital)


E, para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.
  
BOA LEITURA!


sexta-feira, 17 de maio de 2013

Você sabia que o crânio de Luzia está no Museu Nacional?


   Sim, é isso mesmo: ele está bem pertinho de nós, lá no Museu da Quinta da Boa Vista, no setor de Antropologia Biológica.

   Quer saber mais? Vá até o site do Museu Nacional - UFRJ!

Site da imagem:  http://creationsciencenews.wordpress.com

Luzia, a brasileira (e americana) mais antiga


Reconstrução das feições do crânio de Luzia, desenterrado na década de 70 
no sítio da Lapa Vermelha (Lagoa Santa/MG)

   "O crânio mais antigo do continente, com cerca de 12 mil anos, pertencente a uma mulher (batizada de Luzia), teve suas feições reconstituídas. A partir daí, [o bioarqueólogo Walter] Neves demonstrou que elas se assemelhavam mais às dos africanos e aborígenes australianos que às dos índios atuais. Assim, os povos mongoloides - ancestrais dos índios - teriam chegado à América do Sul há cerca de 9 mil anos, substituindo totalmente os 'paleoamericanos', que se refugiaram em áreas remotas do continente até a extinção.(Thaís Fernandes - ICH - jan/2001)

    O trecho acima é parte de uma matéria, publicada em 2001 na revista  Ciência Hoje, logo após os resultados das pesquisas sobre o crânio de Luzia, feitas pelo bioarqueólogo Walter Neves, da USP. Segundo ele, antes da chegada dos grupos mongoloides da Ásia, que deram origem aos ameríndios, a América foi povoada por grupos negroides vindos da África e da Oceania. Para ler a matéria completa, clique no link: Luzia - Instituto Ciência Hoje.  

    Para saber mais, leia ainda Como viviam os primeiros brasileiros (de novembro de 2004), também no site do Instituto Ciência Hoje. Para ter uma ideia do que trata a matéria, veja o trecho abaixo: 

    "Ao supormos que os primeiros povoadores tinham feições negroides, não estamos afirmando que eles tenham vindo da África, do sul da Ásia, ou da Oceania, onde as populações negroides predominavam, e que só os povoadores posteriores tenham vindo do leste da Ásia, hoje predominantemente mongoloide. Todos teriam vindo do continente asiático, pela região do Bering, já biologicamente diferenciados em negroides e mongoloides antes da migração, ou os primeiros humanos teriam chegado à América quando as feições negroides e mongoloides ainda não estavam plenamente definidas, completando-se aqui o processo de caracterização.(Pedro Ignácio Schmitz - Unisinos - nov/2004)


Site da imagem: cienciahoje.uol.com.br