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quarta-feira, 30 de outubro de 2019

"Amistad" (filme de Steven Spielberg) + "Navio Negreiro" (poema de Castro Alves) -- sobre a parte mais vergonhosa da nossa história: a escravidão

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

    Atualmente estamos estudando sobre o continente Africano por volta dos séculos XV e XVI e, daqui a algumas aulas, estudaremos como se deu a colonização do Brasil por Portugal. Veremos que, dentro do contexto do mercantilismo, a "nossa metrópole" estava disposta a gastar quase nada com a ocupação desse território e a lucrar o máximo possível com a sua exploração, assim como sabemos que, infelizmente, isso se deu às custas do sofrimento brutal de milhões de pessoas ao longo de mais de três séculos. E, se pusermos como foco a  escravidão de pessoas trazidas da África para servirem de mão de obra, veremos que esse sofrimento extrapola o tempo em que a compra e venda, a total objetificação de seres humanos, ocorria perfeitamente dentro da lei, uma vez que suas mazelas se arrastam até o presente sobre seus descendentes (estou me referindo ao racismo, QUE É CRIME!). Enfim, estamos falando sobre a parte mais vergonhosa da nossa história e que, pasmem, em pleno século XXI, muitos ainda teimam em minimizar -- e até negar (!!!).

(Ah, e vale o registro de que as atrocidades cometidas contra os indígenas são outro "capítulo" das aberrações da história deste país.)

   Na época em que a professora Carolina, hoje Diretora Geral e ex-coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre postava o vídeo abaixo para seus alunos. São cenas duras, isso é certo e, mesmo extraídas de uma obra de ficção, saiba que a realidade foi -- e, lamentavelmente, ainda é, em MUITOS casos --  ainda mais absurdamente cruel.

   Abaixo segue o texto da Carol:

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 [quando a escravidão ainda ocorria dentro da lei por aqui, portanto] por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

Sobre o vídeo...

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad, de Steven Spielberge à brilhante narração do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, feita pelo falecido ator (um profissional extraordinário) Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América e que, através do seu sofrimento -- físico, psicológico...--, esse país foi construído.)


Para assistir ao vídeo, basta clicar


quinta-feira, 20 de junho de 2019

SUPERINTERESSANTE: "Maomé – a face oculta do criador do Islã"


"Ele criou uma nação fundamentada em direitos trabalhistasjuros baixos livre concorrência de mercadoTinha uma esposa que ganhava mais do que ele e emancipou as mulheres quando assumiu o poder. Conheça a face realmente oculta do criador do islamismo.
(Por Alexandre Versignassi, SUPERINTERESSANTE, editora Abril)

A maior dor de cabeça dos árabes que controlavam Meca, a cidade sagrada, era um certo Muhammad ibn Abdallah – Maomé, em português. O plano era acabar com ele de uma vez. Aquele “poeta insano”, como eles diziam, tinha virado uma ameaça. Ele vinha angariando partidários fervorosos. Agora era questão de tempo até que o poeta, que se dizia profeta, assumisse o poder na cidade. “Maomé deve morrer” era a ordem. [...]
[Porém, o plano de assassiná-lo] não deu certo, claro, se não este texto não estaria sendo escrito. E não só porque se trata de um artigo sobre a vida dele. Mas porque, sem a religião que ele criou, o mundo seria um lugar bem diferente. E bem pior, como vamos ver mais adiante. Por outro lado, é óbvio: o que motivou este texto foi a violência dos extremistas islâmicos, uma MINORIA estridente que comete crimes em nome de sua religião, sem saber [ou até sabendo...] que outro grande delito que está perpetrando é contra o próprio islamismo e, mais ainda, contra a imagem de Maoméum homem que trabalhou pela civilizaçãoNÃO pela barbárie. Vamos conhecê-lo melhor agora."


Para isso, basta clicar AQUI.

VÉUS MUÇULMANOS: a diferença entre burca, niqab, chador, al-amira, khimar, hijab e shaila

   No mundo ocidental, o termo burca se popularizou como uma expressão genérica para se referir às vestes femininas islâmicas que cobrem todo o corpo da mulher. Há, porém, vários tipos dessas vestimentas, dependendo do país ou região. A ampla variedade dificulta a diferenciação, mas alguns termos se consolidaram.

  A burca propriamente dita, em algumas regiões também conhecida como chadri, é uma veste que cobre todo o corpo, com uma rede diante dos olhos para permitir a visão. No Afeganistão era de uso obrigatório durante o regime do grupo extremista Talibã. Hoje não é mais obrigatória, mas ainda usada por mulheres que temem pela sua segurança caso não o façam, principalmente em áreas rurais. A burca também é muito comum no Paquistão, principalmente em territórios da etnia pachto.

  Já o niqab é muito usado na Arábia Saudita, no Iêmen, no Omã e nos Emirados Árabes Unidos. Ele é um véu propriamente dito, cobrindo o rosto e o pescoço, com apenas uma abertura diante dos olhos. O niqab costuma ser usado sobre uma outra vestimenta de corpo inteiro, daí a confusão com a burca.

chador cobre todo o corpo, assim como a burca, mas ao contrário desta deixa o rosto descoberto. É uma espécie de capa para ser usada sobre a roupa, como a palavra persa - que significa tenda - indica. O chador é usado no Irã, apesar de não ser obrigatório, e seu uso está caindo entre as jovens. Nos tempos do xá, ou antes da Revolução Islâmica de 1979, chegou a ser proibido e não era visto com bons olhos pelo governo, que tentava modernizar o país, aproximando-o dos hábitos do Ocidente.

 Já o al-amira é uma variação do hijab, composta de duas partes. A primeira é uma espécie de touca, que cobre a cabeça de forma bem justa, e a segunda é um véu que veste sobre a primeira, cobrindo também o pescoço e frequentemente chegando até os ombros. 







  O khimar é semelhante ao al-amira, porém mais longo, chegando até a cintura, e é às vezes usado com um niqab, que cobre o rosto e deixa apenas os olhos livres. 










     Muitas mulheres muçulmanas usam apenas véus. O mais comum no Ocidente é o hijab, que significa justamente véu ou cobertura. Ele cobre a cabeça e o pescoço, deixando o rosto livre. Hijabs existem nas mais variadas cores e estampas.
 O termo hijab também é frequentemente usado como uma designação genérica para todos os tipos de véus. Hijabs devem ser usados em público ou diante de homens estranhos, e seu uso remete à interpretação de um trecho do Alcorão.

 Por fim, temos a shaila, que é muito popular na região do Golfo Pérsico. É um véu longo e retangular, às vezes transparente, e que é envolto ao redor da cabeça e preso na região dos ombros com alfinetes.








AQUI, OS DIFERENTES VÉUS LADO A LADO







Clique AQUI e vá ao site de onde copiei e adaptei esse texto e veja outras imagens
da burcado niqab,
 do chador (ou xador), do al-amira, do khimar, do hijab, e da shaila (ou shayla). Ah, e ainda há o burquíni.


E clique AQUI para outras informações sobre os diferentes tipos de véus islâmicos.

IMAGENS:
https://noticias.bol.uol (1ª)
http://modestyle.asiab (2ª)
https://lobelog.com (3ª)
https://www.ebay.com (4ª)
https://tudungpeople.com (5ª)
http://rafaelfuentes.me (6ª)
http://diplowife-diplolife.blogspot.com (7ª)
https://brasil.elpais.com (8ª)
https://novaescola.org.br (9ª)
https://montrealgazette.com (10ª)

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Curiorisades sobre o ISLAMISMO

  



Acima, três vistas da Grande Mesquita de Meca 

Também chamada de Mesquita Sagrada (em árabeالمسجد الحرامtransl.: Al-Masjid al-ḤarāmIPA[ʔælˈmæsdʒɪd ælħɑˈrɑːm]) ou Mesquita Alharam, é considerada o maior centro de peregrinação do mundo. Localizada na cidade de Meca, na Arábia Saudita, é o lugar mais sagrado do Islamismo. 
Cerca de 1 bilhão de muçulmanos se voltam para ela cinco vezes ao dia para rezar, obedecendo aos preceitos do Alcorão.
(Adaptado de wikipedia.org)

Acima, a Caaba

A Caaba ou Kaaba (também conhecida como Ka'bah ou Kabah; em árabeالكعبة al-Kaʿbah IPA: [ʔælˈkæʕbɐ], "O Cubo"; ou como al-Kaʿbatu l-Mušarrafah: الكعبة المشرفة, "O Nobre Cubo"; ou al-Baytu l-ʿAtīq: البيت العتيق, "A Casa Primigênia"; ou al-Baytu l-Ḥarām: البيت الحرام, "A Casa Sagrada/Proibida") é uma construção em formato de cubo reverenciada pelos muçulmanos na mesquita sagrada de Grande Mesquita em Meca e é considerada pelos devotos do Islã como o lugar mais sagrado do mundo.
(Adaptado de wikipedia.org)

  Nas últimas aulas -- as primeiras do 2º trimestre --, tratamos do Islamismo, religião monoteísta surgida na Península Arábica no século VII do nosso calendário (o cristão) e uma das religiões com mais seguidores no mundo atualmente.

  Vale reforçar que monoteísmo é a crença em apenas UM deus -- para os monoteístas, Deus -- que, além de ÚNICO, é onipotente (tudo pode), onisciente (tudo sabe) e onipresente (está em todos os lugares). 

E como falamos de religião...
Como até hoje, por incrível que pareça, ainda há quem mate em nome da fé, também vale reforçar o quanto é importante RESPEITAR A RELIGIÃO DOS OUTROS (sim, isso vai além de  simplesmente tolerar)...  



  A logo [acima] é formada pelo intercambiamento dos três símbolos das religiões monoteístas que consideram Abraão como seu patriarca.
→ A letra "C" foi trocada pelo Crescente Islâmico [a lua], símbolo adotado em várias bandeiras de países em que há predominância de muçulmanos na população.
→ O símbolo judaico conhecido como "Estrela de Davi" foi inserido na logo na posição da letra "X". Segundo a tradição judaica, este símbolo era grafado no escudo do exército do reino de Israel desde os tempos do reinado de Davi.
→ A letra "T" foi permutada pelo símbolo maior do cristianismo, a Cruz onde cristo foi crucificado. Esta representa a expiação dos pecados da humanidade por meio do sacrifício de Jesus Cristo na cruz do Calvário.
A união desses símbolos numa só palavra, "Coexista", sugere a idéia de convivência pacífica entre as religiões abraâmicas. Tal convivência pressupõe o respeito às crenças e aos preceitos das outras religiões sem o abandono ou sincretismo dos mesmos.

AGORA, AS CURIOSIDADES...

Muitas curiosidades surgiram durante as aulas, mas praticamente TODOS queriam mais informações sobre a Caaba e a Pedra Negra... 
"O que é a Caaba?"
"Por que os muçulmanos oram em direção à Cabba?"
"O que tem dentro da Caaba?"
"A Caaba é feita de quê???"
"Como é o chão da Caaba?"
(Sim, essa pergunta foi feita! E outras também...)

Assistindo ao vídeo abaixo, você terá respostas para essas e outras perguntas sobre... a CAABA!


AS PERGUNTAS ABAIXO SÃO LINKS.
CLICANDO NELAS, VOCÊ ENCONTRARÁ SUAS RESPOSTAS.






MAIS IMAGENS DA CAABA...
(Todas retiradas do Pinterest)




  





E DA PEDRA NEGRA
A Pedra Negra da Caaba é provavelmente a rocha (ou fragmentos de rocha) mais sagrada do mundo e continua a ser a peça central da sagrada peregrinação islâmica.


segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A diferença entre burca, niqab, hijab, xador, al-amira, khimar e shaila







Do hijab...





à burca...

   No mundo ocidental, o termo burca se popularizou como uma expressão genérica para se referir às vestes femininas islâmicas que cobrem todo o corpo da mulher. Há, porém, vários tipos dessas vestimentas, dependendo do país ou região. A ampla variedade dificulta a diferenciação, mas alguns termos se consolidaram.

  A burca propriamente dita, em algumas regiões também conhecida como chadri, é uma veste que cobre todo o corpo, com uma rede diante dos olhos para permitir a visão. No Afeganistão era de uso obrigatório durante o regime do grupo extremista Talibã. Hoje não é mais obrigatória, mas ainda usada por mulheres que temem pela sua segurança caso não o façam, principalmente em áreas rurais. A burca também é muito comum no Paquistão, principalmente em territórios da etnia pachto.

  Já o niqab é muito usado na Arábia Saudita, no Iêmen, no Omã e nos Emirados Árabes Unidos. Ele é um véu propriamente dito, cobrindo o rosto e o pescoço, com apenas uma abertura diante dos olhos. O niqab costuma ser usado sobre uma outra vestimenta de corpo inteiro, daí a confusão com a burca.

  O xador cobre todo o corpo, assim como a burca, mas ao contrário desta deixa o rosto descoberto. É uma espécie de capa para ser usada sobre a roupa, como a palavra persa - que significa tenda - indica. O xador é usado no Irã, apesar de não ser obrigatório, e seu uso está caindo entre as jovens. Nos tempos do xá, ou antes da Revolução Islâmica de 1979, chegou a ser proibido e não era visto com bons olhos pelo governo, que tentava modernizar o país, aproximando-o dos hábitos do Ocidente.

  Muitas mulheres muçulmanas usam, porém, apenas véus. O mais comum no Ocidente é o hijab, que significa justamente véu ou cobertura. Ele cobre a cabeça e o pescoço, deixando o rosto livre. Hijabs existem nas mais variadas cores e estampas.

  Já o al-amira é uma variação do hijab, composta de duas partes. A primeira é uma espécie de touca, que cobre a cabeça de forma bem justa, e a segunda é um véu que veste sobre a primeira, cobrindo também o pescoço e frequentemente chegando até os ombros. O khimar é semelhante ao al-amira, porém mais longo, chegando até a cintura, e é às vezes usado com um niqab, que cobre o rosto e deixa apenas os olhos livres. Por fim, a shaila é muito popular na região do Golfo Pérsico. É um véu longo e retangular, às vezes transparente, e que é envolto ao redor da cabeça e preso na região dos ombros com alfinetes.

  O termo hijab também é frequentemente usado como uma designação genérica para todos os tipos de véus. Hijabs devem ser usados em público ou diante de homens estranhos, e seu uso remete à interpretação de um trecho do Alcorão.

Clique AQUI, vá ao site de onde copiei esse texto e veja outras imagens além da burca e do hijab, como a do niqab, do xador (ou chador), do al-amira, do khimar e da shaila (ou shayla). Ah, e ainda do burquíni.

Imagens: http://www.dw.com/pt-br/zeitgeist

SUPERINTERESSANTE: "Maomé – a face oculta do criador do Islã"


"Ele criou uma nação fundamentada em direitos trabalhistas, juros baixos e livre concorrência de mercado. Tinha uma esposa que ganhava mais do que ele e emancipou as mulheres quando assumiu o poder. Conheça a face realmente oculta do criador do islamismo.
(Por Alexandre Versignassi, SUPERINTERESSANTE, editora Abril)

A maior dor de cabeça dos árabes que controlavam Meca, a cidade sagrada, era um certo Muhammad ibn Abdallah – Maomé, em português. O plano era acabar com ele de uma vez. Aquele “poeta insano”, como eles diziam, tinha virado uma ameaça. Ele vinha angariando partidários fervorosos. Agora era questão de tempo até que o poeta, que se dizia profeta, assumisse o poder na cidade. “Maomé deve morrer” era a ordem. [...]
[Porém, o plano de assassiná-lo] não deu certo, claro, se não este texto não estaria sendo escrito. E não só porque se trata de um artigo sobre a vida dele. Mas porque, sem a religião que ele criou, o mundo seria um lugar bem diferente. E bem pior, como vamos ver mais adiante. Por outro lado, é óbvio: o que motivou este texto foi a violência dos extremistas islâmicos, uma MINORIA estridente que comete crimes em nome de sua religião, sem saber [ou até sabendo...] que outro grande delito que está perpetrando é contra o próprio islamismo e, mais ainda, contra a imagem de Maomé, um homem que trabalhou pela civilização, NÃO pela barbárie. Vamos conhecê-lo melhor agora."


Para isso, basta clicar aqui.