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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

2019 – OS 500 ANOS DA 1ª VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO DO PLANETA

Atlas de Battista Agnese
(elpais.com)

      As viagens ultramarinas portuguesas (e, cerca de meio século mais tarde, espanholas) foram as precursoras da primeira globalização – cujo ápice é vivido hoje, 600 anos mais tarde, pela nossa geração. A expansão marítima europeia começou com a descoberta da Ilha da Madeira, próxima à costa noroeste da África, em 1418. Menos de cem anos depois, o pequeno reino português chegaria ao Oriente contornando continente africano – cuja imensa totalidade era na maior parte ainda desconhecida pelos europeus –, desbravando o ainda mais gigantesco e ainda mais desconhecido Oceano Atlântico. 
Também era português o navegador Fernão de Magalhães, mas foi com o patrocínio do monarca espanhol Carlos I que ele conseguiu dar início ao seu objetivo de atingir as Molucas (um arquipélago da Indonésia) pelo Ocidente. Sim, pelo Ocidente: com o mesmo projeto que, anos antes, levara Colombo a chegar até a América achando que aqui fossem as tão cobiçadas Índias, com todas as suas riquezas... Só que, então, já era sabido que, para dar a volta ao mundo pelo Ocidente, era necessário contornar esse imenso novo continente.
Mas veja bem:
até meados do século XV, o conhecimento de mundo que os europeus possuíam limitava-se, praticamente, às terras que compuseram o Antigo Império Romano, cujas conquistas territoriais se deram ainda no período republicano (anterior ao nascimento de Cristo, lembra?): a própria Europa, o norte da África e o Oriente Médio, ou seja, as terras ao redor do Mar Mediterrâneo.
final do século XV, início do XVI, mais precisamente em 1519, iniciava-se a primeira viagem marítima ao redor do pla-ne-ta! Viu quantos conhecimentos foram adquiridos no intervalo de menos de um século???

Da mesma forma que para chegar ao Oriente saindo da Europa, pelo mar, tomando o rumo Leste é necessário contornar a África; para chegar ao Oriente saindo da Europa, pelo mar, tomando o rumo Oeste é necessário contornar a América.

Dois caminhos opostos levavam ao mesmo local: as Índias e suas tão cobiçadas mercadorias!

Pronto, era início do século XVI e já estava definitivamente comprovada a esfericidade da Terra.


A viagem de circum-navegação, iniciada sob o comando de Fernão de Magalhães e finalizada sob o comando de Sebastián Elcano foi tão espetacular para a época que, hoje, 500 anos após o seu início, Portugal e Espanha disputam o protagonismo desse feito. 

 VEJA OS SITES CRIADOS POR PORTUGAL E ESPANHA PARA A COMEMORAÇÃO DOS 500 ANOS:

O SITE ESPANHOL



O SITE PORTUGUÊS 




 ALGUMAS DAS VIAGENS DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO AO PLANETA PELA MARINHA DO BRASIL...

COMO PARTE DA INSTRUÇÃO DE SEUS FUTUROS OFICIAIS, AO TODO, FORAM 6 VIAGENS:
  Corveta Vital de Oliveira ainda no Brasil Imperial, a primeira viagem de circum-navegação realizada pela Marinha do Brasil, em 1879 CLIQUE AQUI  (veja a p.39)
  Cruzador Almirante Barroso também no século XIX e durante o penúltimo ano do Império, em 1888 – durante a viagem foi proclamada a República CLIQUE AQUI
  Navio-Escola Benjamim Constant primeiro navio de guerra pensado desde o início como um navio-escola (exclusivamente voltado para instrução de futuros oficiais), esse Cruzador em 1908 realizou a terceira viagem de circum-navegação por um navio da Marinha do Brasil CLIQUE AQUI
  Navio-Escola Brasil Incorporado pela Marinha em 1986, fez sua primeira viagem em 1987 e, ao longo desses 33 anos, já realizou três viagens de circum-navegação, nos anos de 1989, 1997 e 2008 CLIQUE AQUI


E A EXPEDIÇÃO DE FERNÃO DE MAGALHÃES TAMBÉM FOI TEMA DA 1ª QUESTÃO DO VESTIBULAR – UERJ 2020!





FONTES

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Roteiro de estudo para as avaliações de 11/12: PI do 7º ano (7 pontos) e prova da CAIS 1 (4 pontos)

Bom, agora, isso só depende de você...

Segue a lista, bem detalhada, de todos os pontos que estarão na avaliação:

1. Idade Média europeia
- Baixa Idade Média → Texto 7 (CAIS 1 
→ Texto 9)
- revigoramento das cidades e do comércio
- crise do feudalismo

 2. Islã, Reconquista e formação de Portugal → Texto 9 
(CAIS 1 → Texto 10)
- o recém-nascido reino de Portugal: como ficou a situação do rei, da nobreza, da burguesia e dos trabalhadores do campo e das cidades
- a crescente importância do comércio como atividade econômica e o monopólio comercial de Gênova e Veneza sobre o Mediterrâneo

3. Expansão marítima europeia e o pioneirismo português → Textos 10 e 11 
(CAIS 1 → Texto 11 e 12)
- os produtos mais valorizados na Europa e o monopólio de Gênova e Veneza sobre a sua comercialização
 - a chegada a um continente até então desconhecido – a América
- as consequências da descoberta de um novo caminho para as Índias
- Ásia, África e América integradas ao sistema comercial europeu
- o etnocentrismo europeu

4. Formação dos Estados Nacionais → Textos 13, 14 e 15 
(CAIS 1, idem → Textos 13, 14 e 15) 
- a política 
- a sociedade 
- a economia – a nova concepção de riqueza 

5. Colonização da América Portuguesa → Textos 14, 15, 17 e 18 
(CAIS 1, idem → Texto 14, 15, 17 e 18) 
- a colonização do Brasil no contexto da economia europeia – as práticas mercantilistas:
 → o MERCANTILISMO:  a política econômica do absolutismo
 → o protecionismo e a intervenção do governo na economia
 → o metalismo
 → a balança comercial favorável
 → o colonialismo: a exploração de colônias; o pacto colonial (o monopólio da metrópole sobre o comércio colonial); os conceitos de metrópole e colônia
- o período anterior à colonização de fato (1500-1530)
 → os indígenas e a chegada dos primeiros europeus
 → o comércio do pau-brasil 
- a implantação da lavoura canavieira: o início da colonização

 → características – quanto ao tipo de cultura, à extensão de terra, à mão de obra e ao mercado consumidor 
 → o Brasil Colonial – Brasil e África enriquecem Portugal
 → o pacto colonial  – o monopólio comercial da metrópole sobre a colônia
 → a montagem de um engenho de açúcar
 → a escravização dos indígenas
 → a introdução da mão de obra escrava africana – e os altíssimos lucros dos traficantes de escravos
 → a pecuária, a agricultura do tabaco, a produção de gêneros de subsistência e as trocas entre colonos e indígenas

6. África e a introdução do trabalho escravo no Brasil → Texto 16 
(CAIS 1, idem → Texto 16) (sem se preocupar com os detalhes, porém constatando a pluralidade do continente africano, assim como seus principais reinos e a respectiva ligação com a nossa história: os reinos de Gana, Mali, Ioruba, Benin e Congo) + 18 (verso) e 19 (CAIS 1, idem → + verso da 18  e 19) 
- a África: a diversidade cultural (língua, religiões, costumes etc) e o escravismo africano
- a África e o comércio de escravos
- a vida do escravo no Brasil - o processo de despersonalização, de objetificação de seres humanos
- as formas de resistência dos africanos e afrodescendentes à escravidão

7.  Mineração → Texto 20
 (CAIS 1, idem → Texto 20)
- a descoberta do ouro e o o início da mineração 
- a “corrida do ouro” e a questionável ideia de crescimento demográfico 


NÃO SE ESQUEÇA DE ESTUDAR TAMBÉM PELAS ANOTAÇÕES NO CADERNO!


BOM ESTUDO E, CONSEQUENTEMENTE...
BOA PROVA!



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

"Amistad" + "Navio Negreiro" -- sobre a parte mais vergonhosa da nossa história

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

    Há algumas aulas, e também nas seguintes, estudamos como se deu a colonização do Brasil por Portugal. Já vimos que a "nossa metrópole" estava disposta a gastar quase nada e a lucrar o máximo possível e sabemos que, infelizmente, isso se deu às custas do sofrimento brutal de milhões de pessoas ao longo de cerca de três séculos. E, se pusermos como foco a  escravidão de pessoas trazidas da África para servirem de mão de obra, veremos que esse sofrimento extrapola o tempo em que a compra e venda, a total objetificação de seres humanos, ocorria perfeitamente dentro da lei, uma vez que suas mazelas se arrastam até o presente sobre seus descendentes. Enfim, estamos falando sobre a parte mais vergonhosa da nossa história e que, pasmem, em pleno século XXI, muitos ainda teimam em minimizar -- e até negar (!!!).

(Ah, e vale o registro de que as atrocidades cometidas contra os indígenas são outro "capítulo" das aberrações da história deste país.)

   Na época em que a professora Carolina, hoje Diretora Geral e ex-coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre postava o vídeo abaixo para seus alunos. São cenas duras, isso é certo e, mesmo extraídas de uma obra de ficção, saiba que a realidade foi -- e, lamentavelmente, ainda é, em MUITOS casos --  ainda mais absurdamente cruel.

   Abaixo segue o texto da Carol:

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 [quando a escravidão ainda ocorria dentro da lei por aqui, portanto] por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad, de Steven Spielberge à brilhante narração do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, feita pelo falecido ator (um profissional extraordinário) Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.)





terça-feira, 30 de outubro de 2018

Sobre a história da moeda no Brasil e no mundo

   Imagem: culturabancodobrasil.com.br

   Durante nossas últimas aulas, quando falamos sobre a efervescência das atividades mercantis na Europa Ocidental a partir, principalmente, dos séculos XVI e XVII, quando a riqueza era determinada pelo acúmulo de metais preciosos (e não mais pela posse da terra), o chamado "metalismo", muitos alunos mostraram interesse em saber mais sobre a história da criação do "dinheiro", ou "moeda" ou ainda "papel-moeda". Pois então... Você sabia que no CCBB aqui do Rio de Janeiro, de 1 a 31 de dezembro deste ano, haverá uma mostra sobre o assunto? 
  Sabendo disso com mais de um mês de antecedência, já dá para ir combinando uma visita com a família e os amigos, o que acha? Aproveite que a entrada será gratuita!

Galeria de Valores
"Exposição de longa duração que mostra a trajetória da moeda no Brasil e no mundo, com cerca de 2 mil peças do acervo numismático do Banco do Brasil.
Na coleção, destacam-se raros exemplares como moedas obsidionais cunhadas pelos holandeses no século XVII e a moeda de ouro lançada para comemorar a coroação de D. Pedro I."
Para mais informações, basta clicar AQUI.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Para os que faltaram no sábado: roteiro de estudo para a prova de amanhã


Imagem: historiazine.com

EUROPA OCIDENTAL
1. Baixa Idade Média 
 - período de expansão:
Atenção para o crescimento populacional e o aperfeiçoamento das técnicas de cultivo:
a charrua;
a coleira acolchoada;
o uso de cavalos como tração;
o sistema de rotação trienal de culturas etc.
- o período de depressão:
as Cruzadas;
o esgotamento do sistema feudal;
a crise agrícola e a fome;
as epidemias – destaque para a peste negra: suas consequências para a população e para a produção agrícola;
guerras internas.

2. Islã 
- o domínio da Península Ibérica pelos muçulmanos – a partir do século VIII

3. Reconquista e formação de Portugal 
- os mouros na Península Ibérica (século VIII ao XV);
- o que foi o movimento da Reconquista;
- de feudo a reino: a formação de Portugal;
- o recém-nascido reino de Portugal: como ficou a situação do rei, da nobreza, da burguesia e a dos trabalhadores do campo e das cidades;
- a crescente importância do comércio como atividade econômica e o monopólio comercial de Gênova e Veneza sobre o Mediterrâneo.

4. Expansão Marítima Europeia (ou Grandes Navegações) 
- os produtos mais valorizados na Europa e o monopólio de Gênova e Veneza sobre a sua comercialização;
- o conhecimento de mundo dos europeus no início do século XV;
- o porquê da expansão marítima;
- o projeto português de caminho marítimo para chegar às Índias – e seus financiadores;
- o porquê do pioneirismo português nas navegações oceânicas – questões geográficas, tecnológicas (destaque para a utilização das caravelas) e políticas;
- o projeto de caminho marítimo para chegar às Índias patrocinado pelos reis espanhóis – quem foi o seu mentor;
- o caminho que atingiu o objetivo (1498);
- a chegada a um continente até então desconhecido (1492);
- o Tratado de Tordesilhas (1494);
- as consequências da descoberta de um novo caminho para as Índias.

ESTUDAR PELOS TEXTOS 6 (segunda parte), 7, 8, 9, 10 e 11.

BOM ESTUDO E BOA PROVA!

domingo, 26 de novembro de 2017

"Amistad" + "Navio Negreiro" -- sobre a parte mais vergonhosa da nossa história

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

    A partir desta semana, estudaremos mais a fundo como se deu a colonização do Brasil por Portugal. Já vimos que a "nossa metrópole" estava disposta a gastar o menos possível e a lucrar o máximo e, infelizmente, constataremos que isso se deu às custas do sofrimento brutal de milhões de pessoas ao longo de cerca de três séculos. E, se o foco for a escravidão de pessoas trazidas da África para servirem de mão de obra, veremos que esse período extrapola até mesmo os quase quatro séculos em que a compra e venda, a total objetificação de seres humanos ocorria perfeitamente dentro da lei -- uma vez que suas mazelas se arrastam até o presente. Enfim, falaremos sobre a parte mais vergonhosa da nossa história e que, pasmem, em pleno século XXI, muitos ainda teimam em minimizar.

(Ah, e vale o registro de que as atrocidades cometidas contra os indígenas são outro "capítulo" das aberrações da história deste país.)

   Na época em que a professora Carolina, hoje Diretora Geral eleita e ex-coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre fazia essa postagem para seus alunos. São cenas duras, isso é certo e, mesmo extraídas de uma obra de ficção, saiba que a realidade foi -- e, lamentavelmente, ainda é, em MUITOS casos --  ainda mais absurdamente cruel.

   Abaixo segue o texto da Carol:

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad, de Steven Spielberge à brilhante narração do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, feita pelo falecido ator (um profissional extraordinário) Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.)