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domingo, 21 de junho de 2015

Ainda mais sambaquis... Dessa vez, em Rio das Ostras/RJ

   





   Conheça agora o Museu de Arqueologia Sambaqui da Tarioba, "um dos poucos museus de arqueologia 'in situ' do Brasil, ou seja, o material que está exposto permanece da forma como foi encontrado. O Sítio Arqueológico foi mapeado em 1967 por pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira que realizavam o Programa Litoral Fluminense, no âmbito do projeto maior denominado Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA) patrocinado pelo Smithsonian Institution e realizado com autorização e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)."


           Para ir até a página sobre esse museu, basta clicar AQUI

Imagens: www.museusdorio.com.br

As pesquisas arqueológicas no Brasil - OS SAMBAQUIS

Sambaqui localizado no Rio de Janeiro (Angra dos Reis)
(Foto: Divulgação/CNPq) 

Sambaqui em Santa Catarina
(Foto: Divulgação/CNPq)


     Outro assunto estudado ontem foram os vestígios deixados por grupos de pescadores-coletores dos litorais sudeste e sul do país. Vimos que os sambaquis ("colina de concha", em tupi) são os locais onde estes vestígios são encontrados

    Para saber mais sobre os sambaquis, clique no link abaixo:
Mundo Estranho - O que são sambaquis?

    

Site das imagens: arquivosdoinsolito.blogspot.com

FOLHA DE S. PAULO: No Piauí, Serra da Capivara guarda o maior tesouro arqueológico do Brasil

A Pedra Furada, que tem sua cavidade devido à ação do vento e da chuva


   "Estudos apontam a presença do homem há cerca de 50 mil anos. Os vestígios são resultado de escavações lideradas pela arqueóloga Niède Guidon na década de 70, quando foram encontradas ferramentas que evidenciaram a presença mais antiga do homem nas Américas." RAFAEL MOSNA - ENVIADO ESPECIAL A SÃO RAIMUNDO NONATO (PI)

Para ler a matéria completa, de 09/05/2013, basta clicar AQUI.

Ainda sobre a Serra da Capivara, clique:

E mais:


Site da imagem: www1.folha.uol.com.br

Vídeo: "Niède Guidon e as Origens do Homem Americano (1990)"

  Aqui nessa postagem temos um documentário de 1990 com a arqueóloga Niède Guidon para o programa Globo Ciência,  quando o Museu do Homem Americano ainda nem estava pronto. É um vídeo antigo, mas traz informações muito interessantes acerca do seu trabalho à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí.


A arqueóloga brasileira Niède Guidon e as pesquisas arqueológicas no Brasil - Parque Nacional Serra da Capivara

(fonte: wikimapia.org)
Toca do Boqueirão da Pedra Furada 
(Pintura escolhida para a logomarca do Parque Nacional Serra da Capivara)


   Niède Guidon (na foto à esquerda) à frente da Fundação Museu do Homem Americano (na cidade de São Raimundo Nonato, estado do Piauí). Como não podia deixar de ser, todos ficamos surpresos com os resultados das pesquisas de sua equipe.   
Nas aulas de ontem, também falamos sobre  o trabalho da arqueóloga brasileira 
    
Abaixo, está o link para o site desta fundação.


    Ao entrar no site, explore-o bastante, pois há várias informações interessantes. Não deixe de visitar, por exemplo, a página sobre as pinturas rupestres, ou sobre a megafauna da região (de há mais de 10 mil anos) - nesta, clique em cima do nome científico da espécie e aparecerão  informações e ilustrações  de como era o animal, assim como fotos  de seus restos (dentes, ossos etc.) encontrados no local.

Enfim, divirta-se e aprenda!

Site da imagem: saoraimundo.com/noticias 


E, agora, uma foto da reconstituição do rosto da Luzia que Anna Clara, da 606, enviou aqui para o blog!

  Pois é, a Anna Clara já viu a Luzia de bem pertinho, lá no Museu Nacional...  

  Essa foto aí ao lado, da reconstituição do rosto da Luzia, foi ela mesma quem tirou.

Valeu, Anna! 





Imagem: Anna Clara Alves

Quer saber mais um pouco sobre o povo da Luzia?

   "O filme [abaixo] mostra os sítios arqueológicos de Pedro Leopoldo, na região mineira de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte, onde foi encontrado um crânio de 11 mil anos de idade, chamado informalmente de Luzia

    A área é alvo de um grande projeto de pesquisa sobre a origem do homem nas Américas coordenado pelo arqueólogo 
Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). 

   Produzido pela prefeitura de Pedro Leopoldo e pelo LEEH em 2007, o vídeo foi gentilmente cedido à Pesquisa FAPESP por Walter Neves."


Pedro Leopoldo: O berço de Luzia



Fonte: Canal de vídeos do site da revista Pesquisa FAPESP
publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Enviado em 10/02/2010)

Entrevista com Walter Neves - o "pai" de Luzia



   Nas aulas de ontem, voltamos a falar de Luzia e seu "pai", o Walter Neves, que é coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).  

   Walter Neves "não foi o responsável por ter resgatado esse antigo esqueleto de um sítio pré-histórico, mas foi graças a seus estudos que Luzia, assim batizada por ele, tornou-se o símbolo de sua polêmica teoria de povoamento das Américas: o modelo dos dois componentes biológicos."

   Para ver o quanto você sabe sobre esse "modelo dos dois componentes biológicos", basta ler a entrevista, concedida a Marcos Pivetta e Ricardo Zorzetto, para a página da Pesquisa FAPESP (Edição 195 de maio de 2012), na qual esse arqueólogo e antropólogo conta como formulou sua teoria sobre o povoamento da América. 

Para ir até a entrevista, basta clicar AQUI. 


Imagem: pesquisarevista.fapesp.br

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Para saber mais: O CARBONO 14

"O teste do carbono 14 pode ser aplicado em amostras originadas de qualquer tipo de
ser vivo – seres humanos, animais, plantas..." 
(Foto: Catarina Chagas)

    Nas aulas desta terça-feira, alguns alunos ficaram interessados em saber um pouco mais sobre a técnica de datação por carbono 14... Bom, então, para saber mais, é só clicar no link abaixo:


Site da imagem: chc.cienciahoje.uol.com.br

terça-feira, 12 de maio de 2015

Ötzi, o homem do gelo


Reconstituição de Ötzi, o Homem do Gelo
encontrado na Itália em 1991 e que agora teve seu código genético revelado 
(Foto: South Tyrolean Museum of Archaeology)

   Desde sua descoberta, o Homem do Gelo passou por muitos estudos. Pela análise de seu corpo e dos objetos encontrados ao seu redor, os arqueólogos descobriram que ele se alimentava de carnes e vegetais e também que morreu com um golpe na cabeça. 
(trecho adaptado)


   Quer saber mais sobre Ötzi, além do que vimos (ou ainda veremos...) em nosso livro didático? Então, clique AQUI e vá até a matéria da Ciência Hoje das Crianças ("Segredos do Homem do Gelo") que fala sobre ele.

Site da imagem: chc.cienciahoje.uol.com.br


terça-feira, 28 de abril de 2015

Vídeo sobre os primeiros seres humanos e sua chegada à América

Em 2011, procurando na web material a respeito da evolução da nossa espécie, acabei encontrando, no YouTube, uma série do Discovery Channel que trata desde como viviam os primeiros seres humanos até a chegada deles à América: "Homem pré-histórico: Vivendo entre as feras". Como os alunos desde então gostaram bastante, postarei novamente para vocês. Veja a sinopse: 
    
 "Prepare-se para uma viagem na era da pré-história. Entre 12 e 40 mil anos atrás, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Ele convivia com tigres dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Aqui [neste documentário], foram usados os mais modernos recursos tecnológicos e científicos para que se vejam nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando pela sobrevivência da forma mais realista possível."  (Sinopse  junto ao vídeo, no YouTube)





    Se achar o documentário muito longo, assista-o aos poucos. Mas assista... Muito do que estamos estudando está lá. Ele vem dividido em cinco partes e todas são muito boas!


   De acordo com um trecho do final, aqui transcrito e adaptado, você verá como se deu o triunfo da espécie humana, graças à sua inteligencia, ao domínio da linguagem e da comunicação e à sua habilidade em se adaptar a qualquer desafio - qualidades estas que levaram a nossa espécie a todos os cantos do planeta... e além. Enfim, você verá que Homo sapiens sapiens não apenas vivia entre as feras como também as dominou. 



As cinco partes vêm abaixo. 





Site da imagem: blockbusteronline.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2015

O nomadismo hoje - 3ª edição adaptada

    Nas aulas desta semana, quando estudamos sobre como viviam os primeiros seres humanos, vimos que era exclusivamente através da caça, da pesca e da coleta que esses nossos ancestrais obtinham o que precisavam para sobreviver. Sua dependência em relação à natureza era total. Sendo assim, quando a caça e a pesca estavam escassas e não havia mais o que coletar, esses homens eram obrigados a sair à procura de locais onde houvesse mais possibilidades de sobrevivência. Eram nômades, portanto.

    Vimos, então, que o nomadismo é o modo de vida dos grupos humanos que não têm moradia fixa e vivem se deslocando em busca de alimentos ou de melhores condições de vida. 

   Entre os grupos paleolíticos, o nomadismo estava relacionado à vida totalmente dependente da natureza, ou seja, de sobreviver apenas da caça, da pesca e da coleta. 


    Conforme conversamos em aula, ainda hoje há populações que, por questões culturais, têm vida nômade, como é o caso do povo beduíno e de alguns mongóis
Como exemplos, utilizarei relatos de duas 
crianças de famílias de tradição nômade:
Erdene Sabahque aparecem no livro Crianças como Você, da editora Ática - cuja capa aparece aqui à esquerda.


Vamos, então, conhecer um pouco  da vida dessas crianças?






 Erdene:


"Erdene tem dez anos e vem da Mongólia, na Ásia central. Ele mora em Tsaluu, uma localidade remota onde sua família cria cavalos, vacas, ovelhas e cabras. Erdene, os pais e Oyon Erdene, a mais nova de suas irmãs, passam os dias úteis em uma aldeia a 9 km de Tsaluu, para que as duas crianças frequentem a escola. Só voltam a Tsaluu nos fins de semana e nas férias escolares."
    
Eles vivem em tendas!

    "A casa de Erdene em Tsaluu é uma grande tenda circular, do tipo ger. Os gers foram desenvolvidos há séculos para se adequarem à vida nômade dos mongóis. São fáceis de desmontar e transportar. Embora muitos mongóis não sejam mais nômades, os gers ainda constituem a habitação mais popular." 


Sabah:
  

      "Sabah Khleifat tem nove anos e mora na Jordânia. Ela pertence ao povo beduíno, que vive nos desertos do norte da África e do Oriente Médio. Os beduínos são nômades, ou seja, vão de um lugar a outro em busca de novas pastagens. Muitos, incluindo a família de Sabah, estão se estabelecendo em cidades e aldeias. Mas, nos meses quentes do verão, a família fica numa tenda beduína tradicional."

Durante o inverno...

    "A residência de inverno da família são duas casas de pedra, uma para os homens, outra para as mulheres. Para Sabah, a melhor parte da residência é o salão, onde recebem as visitas. Esse amplo cômodo tem almofadas junto às paredes, para as pessoas se sentarem. Os beduínos são muito hospitaleiros: é tradição não negar abrigo a ninguém." 

Frescor no verão...

    "No verão, quando as temperaturas chegam a mais de 40ºC durante o dia, a família de Sabah fica numa grande tenda. O chão é coberto com tapetes e almofadas e há colchões para dormir. A família levanta os lados da tenda para deixar a brisa entrar. Em geral, as tendas beduínas são feitas de lã de cabra, e seu nome árabe significa 'casa de pelo'." 

(Crianças como Você - Barnabas e Anabel Kindersley)



E aí, o que achou??? 


    Bom, todo o livro Cianças como Você é muito, muito interessante... Assim como Erdene e Sabah, outras crianças, de várias regiões do planeta, têm o seu cotidiano mostrado lá. Muitas delas com uma vida bastante diferente da sua, porém TODAS CRIANÇAS COMO VOCÊ.

    Quem vem do Pedrinho, já conhece algumas dessas histórias, não é? De repente, até tem o livro em casa!


    E para quem não conhece, fica a dica...  


Folha de São Paulo: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia"

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 - C6 (versão impressa)


   Svante Pääbo: das suas revelações, "aquela que chamou mais a atenção, sem dúvida, foi a de que Homo sapiens e Homo neanderthalensis legaram ao planeta os frutos de uma inusitada história de amor. Pessoas de etnias europeias ainda carregam no DNA cerca de 3% de ancestralidade neandertal."

           
   Para alguns cientistas, o Homo sapiens (a nossa espécie) teria contribuído para a extinção do Homo neanderthalensis. E essa espécie serviu de tema para uma matéria da Folha de São Paulo no ano passado presente no título dessa postagem: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia".  A matéria é de Rafael Garcia e trata do novo livro do geneticista sueco Svante Pääbo sobre a importância das pesquisas que têm como base a análise do DNA. 
   

Abaixo, seguem algumas das principais realizações desse cientista, assim como outras informações acadêmicas a seu respeito.

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 (versão digital)


E, para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.
  
BOA LEITURA!

sábado, 12 de abril de 2014

Quer saber mais um pouco sobre o povo da Luzia?

   "O filme [abaixo] mostra os sítios arqueológicos de Pedro Leopoldo, na região mineira de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte, onde foi encontrado um crânio de 11 mil anos de idade, chamado informalmente de Luzia. A área é alvo de um grande projeto de pesquisa sobre a origem do homem nas Américas coordenado pelo arqueólogo Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). Produzido pela prefeitura de Pedro Leopoldo e pelo LEEH em 2007, o vídeo foi gentilmente cedido à Pesquisa FAPESP por Walter Neves."


Pedro Leopoldo: O berço de Luzia  




Fonte: Canal de vídeos do site da revista Pesquisa FAPESP
publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Enviado em 10/02/2010)

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Ötzi, o homem do gelo


Reconstituição de Ötzi, o Homem do Gelo
encontrado na Itália em 1991 e que agora teve seu código genético revelado 
(Foto: South Tyrolean Museum of Archaeology)

   Desde sua descoberta, o Homem do Gelo passou por muitos estudos. Pela análise de seu corpo e dos objetos encontrados ao seu redor, os arqueólogos descobriram que ele se alimentava de carnes e vegetais e também que morreu com um golpe na cabeça. 
(trecho adaptado)


   Quer saber mais sobre Ötzi, além do que vimos em nosso livro didático? Então, clique AQUI e vá até a matéria da Ciência Hoje das Crianças ("Segredos do Homem do Gelo") que fala sobre ele.

Site da imagem: chc.cienciahoje.uol.com.br

sexta-feira, 21 de março de 2014

As vênus paleolíticas também nas aulas de Artes Visuais

A Vênus de Willendorf
estatueta em pedra que data de cerca de 20 000 a.C., 
com seus seios e quadris fartos e desproporcionais.
Atualmente, encontra-se no Museu de História Natural, em Viena, Áustria.
(Site da imagem: pt.wikipedia.org)


 Como vimos nas nossas aulas, os grupos paleolíticos dependiam completamente da natureza. E essa dependência teve grande influência no seu pensamento: a natureza era temida e respeitada. Para esses homens, as águas, as matas, os astros, os animais, enfim, eram habitados por espíritos que poderiam ser invocados através de rituais e oferendas.

As pequenas estatuetas femininas, talhadas na pedra ou no marfim, e datadas deste período, estariam ligadas a rituais que buscavam a fertilidade humana e a abundância na coleta.       

Segundo a professora Maria Candida, de Artes Visuais, “a escultura é a mais antiga das artes. No período Paleolítico, predominam as figuras femininas, representadas de forma peculiar: as ‘estatuetas votivas’. Nas aulas de Artes, os alunos do sexto ano deveriam esculpir, em pedras de sabão, formas femininas baseadas nas Vênus paleolíticas. Seguindo minhas orientações para a utilização do material, cada um representou, de acordo com a sua sensibilidade, a figura feminina ressaltando as características de representação do período Paleolítico.


"Arte e magia na Pré-História"
- Esculturas em sabão representando estatuetas votivas -

Turma 601


Turma 602


Turma 603


Turma 604


Turma 606


Imagens: arquivo pessoal da professora Maria Candida Areias

quinta-feira, 20 de março de 2014

TRABALHO EM GRUPO do dia 29/03

   
   Conforme combinamos, o nosso primeiro TRABALHO EM GRUPO será no próximo "sábado 1" e valerá pontos para este primeiro trimestre. Será uma atividade em dupla ou trio e a consulta ao material didático será permitida. Abaixo, seguem  mais informações.

- Tema: "O Paleolítico

- Valor: 3 pontos

- Para um bom trabalho, faça, individualmente e em casa, a leitura dos módulos 1, 2 (e respectivos exercícios) e 3 do capítulo 2 do nosso livro didático (páginas 28 a 32).


BOM ESTUDO...
E BOM TRABALHO!

Montagem feita a partir de imagens do site cuturas.colorir.com/pre-historia

domingo, 16 de março de 2014

O nomadismo hoje - 2ª edição adaptada

    Na aula de ontem, quando estudamos sobre como viviam os primeiros seres humanos, vimos que era exclusivamente através da caça, da pesca e da coleta que esses nossos ancestrais obtinham o que precisavam para sobreviver. Sua dependência em relação à natureza era total. Sendo assim, quando a caça e a pesca estavam escassas e não havia mais o que coletar, esses homens eram obrigados a sair à procura de locais onde houvesse mais possibilidades de sobrevivência. Eram nômades, portanto.

    Vimos, então, que o nomadismo é o modo de vida dos grupos humanos que não têm moradia fixa e vivem se deslocando em busca de alimentos ou de melhores condições de vida. 

   Entre os grupos paleolíticos, o nomadismo estava relacionado à vida totalmente dependente da natureza, ou seja, de sobreviver apenas da caça, da pesca e da coleta. 

    
    Conforme conversamos em aula, ainda hoje há populações que, por questões culturais, têm vida nômade, como é o caso do povo beduíno e de alguns mongóis. Como exemplos, utilizarei relatos de duas crianças de famílias de tradição nômadeErdene Sabah, que aparecem no livro Crianças como Você, da editora Ática - cuja capa aparece aqui à esquerda.


Vamos, então, conhecer um pouco  da vida dessas crianças?



 Erdene:


    "Erdene tem dez anos e vem da Mongólia, na Ásia central. Ele mora em Tsaluu, uma localidade remota onde sua família cria cavalos, vacas, ovelhas e cabras. Erdene, os pais e Oyon Erdene, a mais nova de suas irmãs, passam os dias úteis em uma aldeia a 9 km de Tsaluu, para que as duas crianças frequentem a escola. Só voltam a Tsaluu nos fins de semana e nas férias escolares."
    
Eles vivem em tendas!

    "A casa de Erdene em Tsaluu é uma grande tenda circular, do tipo ger. Os gers foram desenvolvidos há séculos para se adequarem à vida nômade dos mongóis. São fáceis de desmontar e transportar. Embora muitos mongóis não sejam mais nômades, os gers ainda constituem a habitação mais popular." 


Sabah:
  

      "Sabah Khleifat tem nove anos e mora na Jordânia. Ela pertence ao povo beduíno, que vive nos desertos do norte da África e do Oriente Médio. Os beduínos são nômades, ou seja, vão de um lugar a outro em busca de novas pastagens. Muitos, incluindo a família de Sabah, estão se estabelecendo em cidades e aldeias. Mas, nos meses quentes do verão, a família fica numa tenda beduína tradicional."

Durante o inverno...

    "A residência de inverno da família são duas casas de pedra, uma para os homens, outra para as mulheres. Para Sabah, a melhor parte da residência é o salão, onde recebem as visitas. Esse amplo cômodo tem almofadas junto às paredes, para as pessoas se sentarem. Os beduínos são muito hospitaleiros: é tradição não negar abrigo a ninguém." 

Frescor no verão...

    "No verão, quando as temperaturas chegam a mais de 40ºC durante o dia, a família de Sabah fica numa grande tenda. O chão é coberto com tapetes e almofadas e há colchões para dormir. A família levanta os lados da tenda para deixar a brisa entrar. Em geral, as tendas beduínas são feitas de lã de cabra, e seu nome árabe significa 'casa de pelo'." 
(Cianças como Você - Barnabas e Anabel Kindersley)


E aí, o que achou??? 


    Bom, o livro todo é muito, muito interessante... Assim como Erdene e Sabah,  outras crianças, de várias regiões do planeta, têm o seu cotidiano mostrado lá. Muitas delas com uma vida bastante diferente da sua, porém TODAS CRIANÇAS COMO VOCÊ.

    Quem vem do Pedrinho, já conhece algumas dessas histórias, não é? De repente, até tem o livro em casa!

    E para quem não conhece, fica a dica...  


sábado, 8 de março de 2014

"A Evolução do Homem" e ainda "Folha de São Paulo: Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia"

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 - C6 (versão impressa)


   Svante Pääbo: das suas revelações, "aquela que chamou mais a atenção, sem dúvida, foi a de que Homo sapiens e Homo neanderthalensis legaram ao planeta os frutos de uma inusitada história de amor. Pessoas de etnias europeias ainda carregam no DNA cerca de 3% de ancestralidade neandertal."

   Nas nossas próximas aulas, estudaremos sobre os primeiros grupos humanos e veremos que, atualmente, há apenas uma espécie de ser humano habitando o planeta: a nossa - Homo sapiens. Mas já houve outras, algumas que até podem ter convivido entre si (inclusive com a nossa), porém todas já extintas (exceto a nossa, claro). Além do Homo sapiens, existiram outros hominídeos (primatas semelhantes ao ser humano). O primeiro hominídeo bípede conhecido é o Australopithecus (surgiu há cerca de 5,5 milhões de anos). Depois deles surgiram hominídeos do gênero Homo, isto é, com capacidade para fabricar utensílios e  articular uma linguagem e se comunicar. Podemos dizer, então, que com essas espécies começa a História: Homo habilis (há cerca de 2,4 milhões de anos), Homo erectus (há cerca de 1,6 milhão de anos), Homo neanderthalensis -ou Homo sapiens neanderthalensis...-  (há cerca de 200 mil anos) e Homo sapiens -ou Homo sapiens sapiens...- (há cerca de 120 mil anos). É importante reforçar, contudo, que não há prova de evolução direta entre essas espécies. Portanto, uma espécie de Homo não gerou a outra, mas, ao contrário, há evidências de que diferentes espécies de Homo existiram na mesma época, como já disse acima.         
   Para alguns cientistas, o Homo sapiens (a nossa espécie) teria contribuído para a extinção do Homo neanderthalensis. E essa espécie foi a que serviu de tema para a matéria da Folha de São Paulo de ontem presente no título dessa postagem: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia".  A matéria é de Rafael Garcia e trata do novo livro do geneticista sueco Svante Pääbo sobre a importância das pesquisas que têm como base a análise do DNA. 
   

Abaixo, seguem algumas das principais realizações desse cientista, assim como outras informações acadêmicas a seu respeito.

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 (versão digital)


E, para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.
  
BOA LEITURA!