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domingo, 21 de junho de 2015

FOLHA DE S. PAULO: No Piauí, Serra da Capivara guarda o maior tesouro arqueológico do Brasil

A Pedra Furada, que tem sua cavidade devido à ação do vento e da chuva


   "Estudos apontam a presença do homem há cerca de 50 mil anos. Os vestígios são resultado de escavações lideradas pela arqueóloga Niède Guidon na década de 70, quando foram encontradas ferramentas que evidenciaram a presença mais antiga do homem nas Américas." RAFAEL MOSNA - ENVIADO ESPECIAL A SÃO RAIMUNDO NONATO (PI)

Para ler a matéria completa, de 09/05/2013, basta clicar AQUI.

Ainda sobre a Serra da Capivara, clique:

E mais:


Site da imagem: www1.folha.uol.com.br

Vídeo: "Niède Guidon e as Origens do Homem Americano (1990)"

  Aqui nessa postagem temos um documentário de 1990 com a arqueóloga Niède Guidon para o programa Globo Ciência,  quando o Museu do Homem Americano ainda nem estava pronto. É um vídeo antigo, mas traz informações muito interessantes acerca do seu trabalho à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí.


A arqueóloga brasileira Niède Guidon e as pesquisas arqueológicas no Brasil - Parque Nacional Serra da Capivara

(fonte: wikimapia.org)
Toca do Boqueirão da Pedra Furada 
(Pintura escolhida para a logomarca do Parque Nacional Serra da Capivara)


   Niède Guidon (na foto à esquerda) à frente da Fundação Museu do Homem Americano (na cidade de São Raimundo Nonato, estado do Piauí). Como não podia deixar de ser, todos ficamos surpresos com os resultados das pesquisas de sua equipe.   
Nas aulas de ontem, também falamos sobre  o trabalho da arqueóloga brasileira 
    
Abaixo, está o link para o site desta fundação.


    Ao entrar no site, explore-o bastante, pois há várias informações interessantes. Não deixe de visitar, por exemplo, a página sobre as pinturas rupestres, ou sobre a megafauna da região (de há mais de 10 mil anos) - nesta, clique em cima do nome científico da espécie e aparecerão  informações e ilustrações  de como era o animal, assim como fotos  de seus restos (dentes, ossos etc.) encontrados no local.

Enfim, divirta-se e aprenda!

Site da imagem: saoraimundo.com/noticias 


E, agora, uma foto da reconstituição do rosto da Luzia que Anna Clara, da 606, enviou aqui para o blog!

  Pois é, a Anna Clara já viu a Luzia de bem pertinho, lá no Museu Nacional...  

  Essa foto aí ao lado, da reconstituição do rosto da Luzia, foi ela mesma quem tirou.

Valeu, Anna! 





Imagem: Anna Clara Alves

Quer saber mais um pouco sobre o povo da Luzia?

   "O filme [abaixo] mostra os sítios arqueológicos de Pedro Leopoldo, na região mineira de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte, onde foi encontrado um crânio de 11 mil anos de idade, chamado informalmente de Luzia

    A área é alvo de um grande projeto de pesquisa sobre a origem do homem nas Américas coordenado pelo arqueólogo 
Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). 

   Produzido pela prefeitura de Pedro Leopoldo e pelo LEEH em 2007, o vídeo foi gentilmente cedido à Pesquisa FAPESP por Walter Neves."


Pedro Leopoldo: O berço de Luzia



Fonte: Canal de vídeos do site da revista Pesquisa FAPESP
publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Enviado em 10/02/2010)

Entrevista com Walter Neves - o "pai" de Luzia



   Nas aulas de ontem, voltamos a falar de Luzia e seu "pai", o Walter Neves, que é coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).  

   Walter Neves "não foi o responsável por ter resgatado esse antigo esqueleto de um sítio pré-histórico, mas foi graças a seus estudos que Luzia, assim batizada por ele, tornou-se o símbolo de sua polêmica teoria de povoamento das Américas: o modelo dos dois componentes biológicos."

   Para ver o quanto você sabe sobre esse "modelo dos dois componentes biológicos", basta ler a entrevista, concedida a Marcos Pivetta e Ricardo Zorzetto, para a página da Pesquisa FAPESP (Edição 195 de maio de 2012), na qual esse arqueólogo e antropólogo conta como formulou sua teoria sobre o povoamento da América. 

Para ir até a entrevista, basta clicar AQUI. 


Imagem: pesquisarevista.fapesp.br

terça-feira, 16 de junho de 2015

Luzia: a brasileira (e americana) mais antiga

Reconstrução das feições do crânio de Luzia, desenterrado na década de 70 
no sítio da Lapa Vermelha (Lagoa Santa/MG)

   "O crânio mais antigo do continente, com cerca de 12 mil anos, pertencente a uma mulher (batizada de Luzia), teve suas feições reconstituídas. A partir daí, [o bioarqueólogo Walter] Neves demonstrou que elas se assemelhavam mais às dos africanos e aborígenes australianos que às dos índios atuais. Assim, os povos mongoloides - ancestrais dos índios - teriam chegado à América do Sul há cerca de 9 mil anos, substituindo totalmente os 'paleoamericanos', que se refugiaram em áreas remotas do continente até a extinção." (Thaís Fernandes - ICH - jan/2001)

    O trecho acima é parte de uma matéria publicada na revista Ciência Hojeem 2001 , logo após os resultados das pesquisas sobre o crânio de Luzia, feitas pelo bioarqueólogo Walter Neves, da USP. Segundo ele, antes da chegada dos grupos mongoloides da Ásia, que deram origem aos ameríndios, a América foi povoada por grupos negroides vindos da África e da Oceania. Para ler a matéria completa, clique no link: Luzia - Instituto Ciência Hoje.  

    Para saber mais, leia ainda "Como viviam os primeiros brasileiros" (de novembro de 2004), também no site do Instituto Ciência Hoje. Para ter uma ideia do que trata a matéria, veja o trecho abaixo: 

    "Ao supormos que os primeiros povoadores tinham feições negroides, não estamos afirmando que eles tenham vindo da África, do sul da Ásia, ou da Oceania, onde as populações negroides predominavam, e que só os povoadores posteriores tenham vindo do leste da Ásia, hoje predominantemente mongoloide. Todos teriam vindo do continente asiático, pela região do Bering, já biologicamente diferenciados em negroides e mongoloides antes da migração, ou os primeiros humanos teriam chegado à América quando as feições negroides e mongoloides ainda não estavam plenamente definidas, completando-se aqui o processo de caracterização." (Pedro Ignácio Schmitz - Unisinos - nov/2004)

Imagem: www.lagoasanta.com.br

Há 13 mil anos, a origem dos brasileiros - série ‘Jornada da Vida’, do Fantástico / Rede Globo

  Fóssil humano mais antigo do Brasil é de Luzia, com 13 mil anos. Ela era negroide e muito parecida com os aborígenes australianos.


Na imagem acima, da esquerda para a direita, 
o crânio e a reconstituição das feições de "Luzia" 
(o mais antigo fóssil encontrado na América, em Lagoa Santa, MG), 
as duas seguintes, o Parque Nacional Serra da Capivara, PI, 
e as duas últimas, pinturas rupestres do mesmo local. 

   "Já parou para pensar como era o Brasil 10 mil anos atrás? O Fantástico [mostrou] como vivia o povo que chegou aqui milhares de anos antes do 'descobrimento'. Esse povo chegou muito antes até do que os índios. Os repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero visitaram os lugares que contam essa história. Uma história que tem rosto e tem nome: Luzia, a primeira brasileira.
  Cavernas, água e vento mudam essas formas lentamente. Trazem a terra que cobre e preserva milhares de anos de uma história aos poucos descoberta. A chegada ao continente americano da espécie que conquistou o planeta: o Homo sapiens.

  Como a humanidade chegou até o local, a milhares de quilômetros de onde a espécie surgiu, na África? Caminhando, sem rumo definido, seguia animais de caça, buscava frutas, raízes. Fugia da seca ou do frio. E como não tinha cidades e nem lavouras, uma vez que avançava, também não tinha motivos para voltar para trás. Assim chegou até a América do Sul. A última fronteira da humanidade na incrível jornada da vida."

E aí, ficou curioso para saber o restante da história? Então, é só clicar AQUI para ir até a página do programa com o restante do texto e o vídeo sobre a matéria.

Ah, e participam da matéria duas pessoas sobre as quais falaremos bastante nas próximas aulas: Walter Neves e Niède Guidon

Fique ligado...

Imagens: museunacionalufrj.br, img.socioambiental.org, renatogrim.com, wikipedia.org, fumdham.org.br, piauibrasil.com, livrevozdopovo.blogspot.com

terça-feira, 12 de maio de 2015

Ötzi, o homem do gelo


Reconstituição de Ötzi, o Homem do Gelo
encontrado na Itália em 1991 e que agora teve seu código genético revelado 
(Foto: South Tyrolean Museum of Archaeology)

   Desde sua descoberta, o Homem do Gelo passou por muitos estudos. Pela análise de seu corpo e dos objetos encontrados ao seu redor, os arqueólogos descobriram que ele se alimentava de carnes e vegetais e também que morreu com um golpe na cabeça. 
(trecho adaptado)


   Quer saber mais sobre Ötzi, além do que vimos (ou ainda veremos...) em nosso livro didático? Então, clique AQUI e vá até a matéria da Ciência Hoje das Crianças ("Segredos do Homem do Gelo") que fala sobre ele.

Site da imagem: chc.cienciahoje.uol.com.br


terça-feira, 28 de abril de 2015

Vídeo sobre os primeiros seres humanos e sua chegada à América

Em 2011, procurando na web material a respeito da evolução da nossa espécie, acabei encontrando, no YouTube, uma série do Discovery Channel que trata desde como viviam os primeiros seres humanos até a chegada deles à América: "Homem pré-histórico: Vivendo entre as feras". Como os alunos desde então gostaram bastante, postarei novamente para vocês. Veja a sinopse: 
    
 "Prepare-se para uma viagem na era da pré-história. Entre 12 e 40 mil anos atrás, o homem moderno já havia se estabelecido em todos os continentes, com exceção da Antártica. Ele convivia com tigres dentes-de-sabre, mamutes e ursos gigantes. Aqui [neste documentário], foram usados os mais modernos recursos tecnológicos e científicos para que se vejam nossos ancestrais vivendo entre as feras e lutando pela sobrevivência da forma mais realista possível."  (Sinopse  junto ao vídeo, no YouTube)





    Se achar o documentário muito longo, assista-o aos poucos. Mas assista... Muito do que estamos estudando está lá. Ele vem dividido em cinco partes e todas são muito boas!


   De acordo com um trecho do final, aqui transcrito e adaptado, você verá como se deu o triunfo da espécie humana, graças à sua inteligencia, ao domínio da linguagem e da comunicação e à sua habilidade em se adaptar a qualquer desafio - qualidades estas que levaram a nossa espécie a todos os cantos do planeta... e além. Enfim, você verá que Homo sapiens sapiens não apenas vivia entre as feras como também as dominou. 



As cinco partes vêm abaixo. 





Site da imagem: blockbusteronline.com.br

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Os povos nômades: ontem e hoje, dentro e fora do Brasil - imagens

Pastores nômades acampando perto de Namtso em 2005. 
Aproximadamente 40% da população do Tibete são nômades ou semi-nômades.
(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Nomadismo)



Família Sami da Noruega, por volta de 1900. 
Renas têm sido criadas por povos nômades árticos e subárticos há séculos.
(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Nomadismo)



Litografia de 1848 mostrando nômades Ghilzai no Afeganistão.
(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Nomadismo)



Grupo contemporâneo de nômades do Afeganistão
(fonte:www.brasilescola.com) 



Saharauis - cultura secular, de tradições e língua comum: o Hassania
(Fonte: aapsocidental.blogspot.com)



Iurta: tenda dos tsaatan - criadores de renas que vivem isolados na fronteira com a Rússia, entre a taiga e as montanhas.
Não há um bairro de iurtas, como na maioria das cidades da Mongólia. As iurtas – ou gers, em mongol – são tendas circulares, com estrutura de hastes de madeira, cobertas por uma camada de feltro no interior, outra intermediária de tecido impermeável ou plástico e por último uma lona branca, que funcionam como isolantes no calor ou no frio. Mantêm o frescor no verão de trinta graus e o calor no inverno de menos trinta.
(Fonte: odeporica.blogspot.com)



Povo cigano ou "romani"
(Fonte: eudirancarneiro.quinarionline.com)



Ciganos em Planaltina - DF
(Fonte: memoria.ebc.com)

O nomadismo hoje - 3ª edição adaptada

    Nas aulas desta semana, quando estudamos sobre como viviam os primeiros seres humanos, vimos que era exclusivamente através da caça, da pesca e da coleta que esses nossos ancestrais obtinham o que precisavam para sobreviver. Sua dependência em relação à natureza era total. Sendo assim, quando a caça e a pesca estavam escassas e não havia mais o que coletar, esses homens eram obrigados a sair à procura de locais onde houvesse mais possibilidades de sobrevivência. Eram nômades, portanto.

    Vimos, então, que o nomadismo é o modo de vida dos grupos humanos que não têm moradia fixa e vivem se deslocando em busca de alimentos ou de melhores condições de vida. 

   Entre os grupos paleolíticos, o nomadismo estava relacionado à vida totalmente dependente da natureza, ou seja, de sobreviver apenas da caça, da pesca e da coleta. 


    Conforme conversamos em aula, ainda hoje há populações que, por questões culturais, têm vida nômade, como é o caso do povo beduíno e de alguns mongóis
Como exemplos, utilizarei relatos de duas 
crianças de famílias de tradição nômade:
Erdene Sabahque aparecem no livro Crianças como Você, da editora Ática - cuja capa aparece aqui à esquerda.


Vamos, então, conhecer um pouco  da vida dessas crianças?






 Erdene:


"Erdene tem dez anos e vem da Mongólia, na Ásia central. Ele mora em Tsaluu, uma localidade remota onde sua família cria cavalos, vacas, ovelhas e cabras. Erdene, os pais e Oyon Erdene, a mais nova de suas irmãs, passam os dias úteis em uma aldeia a 9 km de Tsaluu, para que as duas crianças frequentem a escola. Só voltam a Tsaluu nos fins de semana e nas férias escolares."
    
Eles vivem em tendas!

    "A casa de Erdene em Tsaluu é uma grande tenda circular, do tipo ger. Os gers foram desenvolvidos há séculos para se adequarem à vida nômade dos mongóis. São fáceis de desmontar e transportar. Embora muitos mongóis não sejam mais nômades, os gers ainda constituem a habitação mais popular." 


Sabah:
  

      "Sabah Khleifat tem nove anos e mora na Jordânia. Ela pertence ao povo beduíno, que vive nos desertos do norte da África e do Oriente Médio. Os beduínos são nômades, ou seja, vão de um lugar a outro em busca de novas pastagens. Muitos, incluindo a família de Sabah, estão se estabelecendo em cidades e aldeias. Mas, nos meses quentes do verão, a família fica numa tenda beduína tradicional."

Durante o inverno...

    "A residência de inverno da família são duas casas de pedra, uma para os homens, outra para as mulheres. Para Sabah, a melhor parte da residência é o salão, onde recebem as visitas. Esse amplo cômodo tem almofadas junto às paredes, para as pessoas se sentarem. Os beduínos são muito hospitaleiros: é tradição não negar abrigo a ninguém." 

Frescor no verão...

    "No verão, quando as temperaturas chegam a mais de 40ºC durante o dia, a família de Sabah fica numa grande tenda. O chão é coberto com tapetes e almofadas e há colchões para dormir. A família levanta os lados da tenda para deixar a brisa entrar. Em geral, as tendas beduínas são feitas de lã de cabra, e seu nome árabe significa 'casa de pelo'." 

(Crianças como Você - Barnabas e Anabel Kindersley)



E aí, o que achou??? 


    Bom, todo o livro Cianças como Você é muito, muito interessante... Assim como Erdene e Sabah, outras crianças, de várias regiões do planeta, têm o seu cotidiano mostrado lá. Muitas delas com uma vida bastante diferente da sua, porém TODAS CRIANÇAS COMO VOCÊ.

    Quem vem do Pedrinho, já conhece algumas dessas histórias, não é? De repente, até tem o livro em casa!


    E para quem não conhece, fica a dica...  


Folha de São Paulo: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia"

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 - C6 (versão impressa)


   Svante Pääbo: das suas revelações, "aquela que chamou mais a atenção, sem dúvida, foi a de que Homo sapiens e Homo neanderthalensis legaram ao planeta os frutos de uma inusitada história de amor. Pessoas de etnias europeias ainda carregam no DNA cerca de 3% de ancestralidade neandertal."

           
   Para alguns cientistas, o Homo sapiens (a nossa espécie) teria contribuído para a extinção do Homo neanderthalensis. E essa espécie serviu de tema para uma matéria da Folha de São Paulo no ano passado presente no título dessa postagem: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia".  A matéria é de Rafael Garcia e trata do novo livro do geneticista sueco Svante Pääbo sobre a importância das pesquisas que têm como base a análise do DNA. 
   

Abaixo, seguem algumas das principais realizações desse cientista, assim como outras informações acadêmicas a seu respeito.

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 (versão digital)


E, para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.
  
BOA LEITURA!

domingo, 22 de março de 2015

Ainda sobre as verdades absolutas que não têm vez na História...


O jornal O Globo de ontem, dia 21 de março, publicou uma matéria que também pode ilustrar tudo isso que a gente vem discutindo em nossas aulas: 

A junção de conchas e outros materiais no terreno 
do aeroporto no Rio - DHANI ACCIOLY BORGES/DIVULGAÇÃO 

Descoberta de sambaqui no Galeão traz novos elementos para compreensão da pré-história carioca

Primeiros habitantes do litoral entraram em conflito com índios tupis, o que levou a sua extinção 

POR 

21/03/2015 6:00


 A matéria trata da descoberta de um sambaqui em terreno do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Para quem não sabe, os sambaquis são sítios arqueológicos formados, principalmente, por cascas de moluscos e quem os formou  os sambaquieiros  eram grupos de pescadores-coletores que viviam em busca de locais com mares, rios e mangues. Quando estudarmos o "Povoamento da América", dentro do tópico "Arqueologia Brasileira", veremos os sambaquis com mais detalhes. Se bem que os alunos que vieram do Pedrinho, pelo menos, não só já ouviram falar como já viram um sambaqui de perto quando fizeram, no ano passado, um trabalho de campo no Museu Vivo do São Bento, em Duque de Caxias/RJ...

Bom, voltando ao assunto das nossas aulas nesse momento, com certeza,  essa descoberta trará novos elementos sobre a ocupação dessa área na pré-história, veja só: 


— A grande base de subsistência dos sambaquieiros era a pesca. Por meio das ossadas, vemos que existiram comunidades que ficaram em locais durante cem, 200, até 900 anos. Obter comida era uma necessidade diária. Não havia como caçar ou pescar e armazenar. Mas também já foi possível apurar que eles tinham manejo com vegetais. 
[...]
— O senso comum sugere que o Brasil foi inventado pelos portugueses. Somos profundamente devedores aos nossos nativos. Eles viveram em nossas costas durante muito mais tempo do que qualquer outro povo. É nossa obrigação investigar como eles viviam  afirma a pesquisadora Maria Dulce Gaspar, do Museu Nacional/UFRJ, responsável pela pesquisa no Galeão.


Para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.  

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

No Fantástico, da Rede Globo: ‘Jornada da Vida’ mostra origem dos brasileiros há 13 mil anos

Fóssil humano mais antigo do Brasil é de Luzia, com 13 mil anos. Ela era negroide e muito parecida com os aborígenes australianos.


Na imagem acima, da esquerda para a direita, 
o crânio e a reconstituição das feições de "Luzia" 
(o mais antigo fóssil encontrado na América, em Lagoa Santa, MG), 
as duas seguintes, o Parque Nacional Serra da Capivara, PI, 
e as duas últimas, pinturas rupestres do mesmo local. 

   "Já parou para pensar como era o Brasil 10 mil anos atrás? O Fantástico [mostrou] como vivia o povo que chegou aqui milhares de anos antes do 'descobrimento'. Esse povo chegou muito antes até do que os índios. Os repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero visitaram os lugares que contam essa história. Uma história que tem rosto e tem nome: Luzia, a primeira brasileira.
  Cavernas, água e vento mudam essas formas lentamente. Trazem a terra que cobre e preserva milhares de anos de uma história aos poucos descoberta. A chegada ao continente americano da espécie que conquistou o planeta: o Homo sapiens.
  Como a humanidade chegou até o local, a milhares de quilômetros de onde a espécie surgiu, na África? Caminhando, sem rumo definido, seguia animais de caça, buscava frutas, raízes. Fugia da seca ou do frio. E como não tinha cidades e nem lavouras, uma vez que avançava também não tinha motivos para voltar para trás. Assim chegou até a América do Sul. A última fronteira da humanidade na incrível jornada da vida."
E aí, ficou curioso para saber o restante da história? Então, é só clicar AQUI para ir até a página do programa com o restante do texto e o vídeo sobre a matéria.
Ah, e dois nossos velhos conhecidos participam da matéria: o Walter Neves e a Niède Guidon...
Imagens: museunacionalufrj.br, img.socioambiental.org, renatogrim.com, wikipedia.org, fumdham.org.br, piauibrasil.com, livrevozdopovo.blogspot.com