domingo, 16 de março de 2014

Imagens de povos nômades

Pastores nômades acampando perto de Namtso em 2005. 
Aproximadamente 40% da população do Tibete são nômades ou semi-mômades.
(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Nomadismo)



Família Sami da Noruega, por volta de 1900. 
Renas têm sido criadas por povos nômades árticos e subárticos há séculos.
(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Nomadismo)



Litografia de 1848 mostrando nômades Ghilzai no Afeganistão.
(Fonte: pt.wikipedia.org/wiki/Nomadismo)



Grupo contemporâneo de nômades do Afeganistão
(fonte:www.brasilescola.com) 



Saharauis - cultura secular, de tradições e língua comum: o Hassania
(Fonte: aapsocidental.blogspot.com)



Iurta: tenda dos tsaatan - criadores de renas que vivem isolados na fronteira com a Rússia, entre a taiga e as montanhas.
Não há um bairro de iurtas, como na maioria das cidades da Mongólia. As iurtas – ou gers, em mongol – são tendas circulares, com estrutura de hastes de madeira, cobertas por uma camada de feltro no interior, outra intermediária de tecido impermeável ou plástico e por último uma lona branca, que funcionam como isolantes no calor ou no frio. Mantêm o frescor no verão de trinta graus e o calor no inverno de menos trinta.
(Fonte: odeporica.blogspot.com)



Povo cigano ou "romani"
(Fonte: eudirancarneiro.quinarionline.com)



Ciganos em Planaltina - DF
(Fonte: memoria.ebc.com)

O nomadismo hoje - 2ª edição adaptada

    Na aula de ontem, quando estudamos sobre como viviam os primeiros seres humanos, vimos que era exclusivamente através da caça, da pesca e da coleta que esses nossos ancestrais obtinham o que precisavam para sobreviver. Sua dependência em relação à natureza era total. Sendo assim, quando a caça e a pesca estavam escassas e não havia mais o que coletar, esses homens eram obrigados a sair à procura de locais onde houvesse mais possibilidades de sobrevivência. Eram nômades, portanto.

    Vimos, então, que o nomadismo é o modo de vida dos grupos humanos que não têm moradia fixa e vivem se deslocando em busca de alimentos ou de melhores condições de vida. 

   Entre os grupos paleolíticos, o nomadismo estava relacionado à vida totalmente dependente da natureza, ou seja, de sobreviver apenas da caça, da pesca e da coleta. 

    
    Conforme conversamos em aula, ainda hoje há populações que, por questões culturais, têm vida nômade, como é o caso do povo beduíno e de alguns mongóis. Como exemplos, utilizarei relatos de duas crianças de famílias de tradição nômadeErdene Sabah, que aparecem no livro Crianças como Você, da editora Ática - cuja capa aparece aqui à esquerda.


Vamos, então, conhecer um pouco  da vida dessas crianças?



 Erdene:


    "Erdene tem dez anos e vem da Mongólia, na Ásia central. Ele mora em Tsaluu, uma localidade remota onde sua família cria cavalos, vacas, ovelhas e cabras. Erdene, os pais e Oyon Erdene, a mais nova de suas irmãs, passam os dias úteis em uma aldeia a 9 km de Tsaluu, para que as duas crianças frequentem a escola. Só voltam a Tsaluu nos fins de semana e nas férias escolares."
    
Eles vivem em tendas!

    "A casa de Erdene em Tsaluu é uma grande tenda circular, do tipo ger. Os gers foram desenvolvidos há séculos para se adequarem à vida nômade dos mongóis. São fáceis de desmontar e transportar. Embora muitos mongóis não sejam mais nômades, os gers ainda constituem a habitação mais popular." 


Sabah:
  

      "Sabah Khleifat tem nove anos e mora na Jordânia. Ela pertence ao povo beduíno, que vive nos desertos do norte da África e do Oriente Médio. Os beduínos são nômades, ou seja, vão de um lugar a outro em busca de novas pastagens. Muitos, incluindo a família de Sabah, estão se estabelecendo em cidades e aldeias. Mas, nos meses quentes do verão, a família fica numa tenda beduína tradicional."

Durante o inverno...

    "A residência de inverno da família são duas casas de pedra, uma para os homens, outra para as mulheres. Para Sabah, a melhor parte da residência é o salão, onde recebem as visitas. Esse amplo cômodo tem almofadas junto às paredes, para as pessoas se sentarem. Os beduínos são muito hospitaleiros: é tradição não negar abrigo a ninguém." 

Frescor no verão...

    "No verão, quando as temperaturas chegam a mais de 40ºC durante o dia, a família de Sabah fica numa grande tenda. O chão é coberto com tapetes e almofadas e há colchões para dormir. A família levanta os lados da tenda para deixar a brisa entrar. Em geral, as tendas beduínas são feitas de lã de cabra, e seu nome árabe significa 'casa de pelo'." 
(Cianças como Você - Barnabas e Anabel Kindersley)


E aí, o que achou??? 


    Bom, o livro todo é muito, muito interessante... Assim como Erdene e Sabah,  outras crianças, de várias regiões do planeta, têm o seu cotidiano mostrado lá. Muitas delas com uma vida bastante diferente da sua, porém TODAS CRIANÇAS COMO VOCÊ.

    Quem vem do Pedrinho, já conhece algumas dessas histórias, não é? De repente, até tem o livro em casa!

    E para quem não conhece, fica a dica...  


sexta-feira, 14 de março de 2014

Para quem quiser saber mais: "Viagem à evolução do Homem"


   Acabei de encontrar, no site Ciência 2.0 - Conhecimento em Rede (uma publicação da Universidade do Porto, de Portugal), uma matéria a respeito do que estamos estudando no momento. Achei o texto bem interessante para vocês do 6º ano

   Veja esse trecho:  

   "As evidências que permitem reconstituir a história da origem do Homem dividem-se fundamentalmente em dados genéticos e fósseis e arqueológicos. Comparações entre sequências genéticas de humanos e chimpanzés mostram poucas diferenças entre ambos e permitiram estimar o tempo que decorreu desde que humanos e chimpanzés partilharam um ancestral comum: 5 a 7 milhões de anos. Várias descobertas de fósseis com esta idade aproximada e identificados como pertencentes à linhagem do Homem corroboram os resultados obtidos com os dados genéticos."

   O único porém é a respeito das datas em que teriam surgido os Homo sapiens sapiens e os Homo sapiens neanderthalensis. Segundo esse site, a nossa espécie seria mais antiga (teria sugido há 300 mil anos e não há cerca de 120 mil anos, conforme dito em aula e o texto do módulo 1, capítulo 2, do nosso livro didático) que os neanderthais.  

Para ler o texto completo, é só clicar AQUI.


Site da imagem: www.ciencia20.up.pt

quarta-feira, 12 de março de 2014

Quer assistir a um bom filme?

As Aventuras de Peabody & Sherman

Site da imagem: cabinecultural.com

   O filme conta a história inusitada de um cão que adota um menino que encontrou na rua. Bom, como o cão, Sr. Peabody, é muito, mas muito inteligente, "o cão mais extraordinario do mundo" (é cientista, inventor, magnata dos negócios, excelente chefe... - e até ganhador do Prêmio Nobel!), ele cria uma máquina do tempo (a "Volta Atrás") para melhor ensinar ao filho, Sherman, sobre a realidade dos fatos e, assim, eles veem e interagem com várias personagens da História. Ao longo de muitas aventuras, algumas épocas estudadas por nós no 6º ano aparecem, como o Egito do rei "Tuta" e a Grécia da Guerra de Troia, e também outras, como a França da rainha Maria Antonieta e da Revolução Francesa e a Itália renascentista de Leonardo Da Vinci.  


Segue, abaixo, um trailer do filme:




Ontem, como mãe, assisti ao filme e garanto: vale a pena! É muito divertido!

Assista também! E depois me conte o que achou...


E se quiser ir ao site do filme, basta clicar AQUI.


sábado, 8 de março de 2014

"A Evolução do Homem" e ainda "Folha de São Paulo: Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia"

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 - C6 (versão impressa)


   Svante Pääbo: das suas revelações, "aquela que chamou mais a atenção, sem dúvida, foi a de que Homo sapiens e Homo neanderthalensis legaram ao planeta os frutos de uma inusitada história de amor. Pessoas de etnias europeias ainda carregam no DNA cerca de 3% de ancestralidade neandertal."

   Nas nossas próximas aulas, estudaremos sobre os primeiros grupos humanos e veremos que, atualmente, há apenas uma espécie de ser humano habitando o planeta: a nossa - Homo sapiens. Mas já houve outras, algumas que até podem ter convivido entre si (inclusive com a nossa), porém todas já extintas (exceto a nossa, claro). Além do Homo sapiens, existiram outros hominídeos (primatas semelhantes ao ser humano). O primeiro hominídeo bípede conhecido é o Australopithecus (surgiu há cerca de 5,5 milhões de anos). Depois deles surgiram hominídeos do gênero Homo, isto é, com capacidade para fabricar utensílios e  articular uma linguagem e se comunicar. Podemos dizer, então, que com essas espécies começa a História: Homo habilis (há cerca de 2,4 milhões de anos), Homo erectus (há cerca de 1,6 milhão de anos), Homo neanderthalensis -ou Homo sapiens neanderthalensis...-  (há cerca de 200 mil anos) e Homo sapiens -ou Homo sapiens sapiens...- (há cerca de 120 mil anos). É importante reforçar, contudo, que não há prova de evolução direta entre essas espécies. Portanto, uma espécie de Homo não gerou a outra, mas, ao contrário, há evidências de que diferentes espécies de Homo existiram na mesma época, como já disse acima.         
   Para alguns cientistas, o Homo sapiens (a nossa espécie) teria contribuído para a extinção do Homo neanderthalensis. E essa espécie foi a que serviu de tema para a matéria da Folha de São Paulo de ontem presente no título dessa postagem: "Cientista que sequenciou genoma neandertal conta como descoberta abalou a antropologia".  A matéria é de Rafael Garcia e trata do novo livro do geneticista sueco Svante Pääbo sobre a importância das pesquisas que têm como base a análise do DNA. 
   

Abaixo, seguem algumas das principais realizações desse cientista, assim como outras informações acadêmicas a seu respeito.

Folha de São Paulo: 07 de março de 2014 (versão digital)


E, para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.
  
BOA LEITURA!


segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

O que faz um historiador?

 Site da imagem: historiadoensino.blogspot.com

"O historiador é um profissional que constrói compreensões sobre a vida dos homens no tempo, acreditando que a experiência por eles vivida é valiosa para que possamos compreender o mundo que nos cerca e para que possamos nos posicionar diante dele. O profissional da História busca textos, objetos, fotografias, mapas, tudo o que possa ser vestígio de uma experiência humana e interpreta tais vestígios observando os sentidos particulares que a experiência no tempo e no espaço lhe definiram." 

Para  saber mais, leia o restante do texto clicando no link abaixo:
PUC-Rio: História

Não existem verdades absolutas em História

    Em "Introdução ao estudo da História", vimos que podem existir versões diferentes para um mesmo fato. E que o historiador, como não sabe exatamente o que aconteceu, precisa reunir o maior número possível de documentos que irão ajudá-lo a reconstituir os fatos e a construir a sua versão sobre o assunto estudado. A história é, então, a interpretação do historiador sobre o passado e a sua relação com o presente. 

Vimos também que o conhecimento é cumulativo e sempre deve ser reavaliado, pois é possível fazer novas descobertas até quando investigamos um fato bem estudado do passado, uma vez que novos documentos podem ser encontrados, e estes podem levar a uma outra versão deste fato. Um dos exemplos dados sobre o assunto, e que mais despertou o interesse dos alunos de algumas turmas, foi a respeito dos exames feitos na múmia do faraó Tutancâmon, há cerca de cino anos, e que trouxeram vários dados novos sobre essa pessoa que viveu há mais de três milênios...

Tomografias computadorizadas e exames de DNA mudaram muito do que se sabia sobre esse famoso faraó: surgiram novidades a respeito da causa da sua morte,  assim como sobre quem seria a sua mãe e até em relação à existência de malária (uma doença infecciosa transmitida pela picada de um mosquito, assim como a dengue) no Antigo Egito! Algumas teorias chegaram a ser “levadas à tumba”, ou seja, foram descartadas...

Abaixo, temos parte de uma matéria de jornal (intitulada "Malária matou Tutancâmon - Dono de uma saúde frágil, faraó teve a infecção agravada por uma fratura na perna"), de fevereiro de 2010, sobre os resultados destas pesquisas. Veja só quantas novidades trouxeram:


Fonte: O GLOBO - 17/02/2010

  E aí, ficou curioso(a)? Quer saber mais sobre este assunto? Então clique AQUI e vá até uma postagem antiga do blog que traz mais detalhes a respeito da vida (e da morte) do rei Tut!



"Um ataúde de ouro sólido, pesando cerca de 110 quilos, abriga os restos mortais mumificados do faraó Tutankhamon."



Fonte da imagem: viajeaqui.com.br

sábado, 15 de fevereiro de 2014

O GLOBO de hoje: A genética como ferramenta para contar histórias do nosso passado

Todos juntos e misturados

Ilustração mostra o exército de Gengis Kahn atacando uma fortaleza: expansão do Império Mongol introduziu o DNA mongolês em populações espalhadas por milhares de quilômetros entre o Nordeste da Ásia até a Turquia

Atlas da miscigenação global mostra como eventos históricos moldaram o perfil genético de populações ao redor do mundo

   "Ao longo dos últimos 4 mil anos, impérios surgiram e caíram, com guerras e invasões provocando migrações em massa, enquanto rotas de comércio transportavam ouro, seda, especiarias e escravos. Tudo isso envolveu a movimentação de milhões de pessoas, em processos que moldaram o perfil genético de populações ao redor do planeta. Até recentemente, tais efeitos não podiam ser detectados, cenário que mudou com o avanço das tecnologias de pesquisa do DNA. E foi unindo o poder do genoma com novas abordagens estatísticas que uma equipe internacional de cientistas produziu o primeiro atlas da miscigenação global. Com base apenas em dados genéticos, os pesquisadores foram capazes não só de relacionar o DNA de diversos grupos humanos atuais a eventos históricos conhecidos — como as conquistas de Alexandre, o Grande; a expansão do Império Mongol; o tráfico de escravos pelos árabes e a colonização das Américas, entre outros — como revelar a possível existência de outros ainda desconhecidos pelos historiadores."

Leia mais sobre esse assunto em O GLOBO 


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

O BLOG NA MÍDIA...

Nosso blog na Revista de História da Biblioteca Nacional - edição de fevereiro/2012:



Antes e depois do 'blog'

Professoras provam que a Internet nem sempre afasta os alunos da boa leitura. Pelo contrário: na web eles se tornam curiosos coautores

Para ler o artigo, escrito por mim e pela professora Carolina Medeiros, basta clicar na imagem ao lado. 








Nosso blog no Globo Educação 
- matéria de 18/outubro/2013:


Fonte: Globo Educação

Segue o link, no site do Globo Educação, para matéria sobre o nosso blog:


Fonte: Globo Educação

Imagens: Alessandra de Paula

SEJA BEM-VINDO AO 6º ANO!


Há escolas que são gaiolas e há escolas que são asas.

Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do voo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o voo.

Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em voo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o voo, isso elas não podem fazer, porque o voo já nasce dentro dos pássaros. O voo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.

(Rubem Alves)