sexta-feira, 10 de abril de 2015

Um achado da Ellen (602): como exemplo de algo que muda lentamente, pois ainda há resistência por parte da sociedade, veja um caso de utilização de mão de obra em condições análogas à escrava nos dias atuais

Renner está envolvida com trabalho escravo

Varejista recebeu 30 autuações e será multada em até R$ 2 mi; 37 funcionários bolivianos que viviam em condições degradantes e trabalhavam jornadas exaustivas foram resgatados
por Samantha Maia — publicado 28/11/2014 11:58, última modificação 28/11/2014 12:18

Bolivianos viviam em condições degradantes e trabalhavam mais de 16 horas por dia

   Nas aulas desta semana, quando falávamos das mudanças e permanências na História, um dos exemplos citados sobre mudanças lentas (que levam muito tempo para ser aceitas por uma sociedade) foi a respeito da substituição do trabalho escravo pelo assalariado. Um caso, em especial, foi mencionado -- por se tratar de uma empresa conhecida por todos nós e por ter ocorrido há pouco tempo: o envolvimento da Renner com a utilização de trabalhadores em regime análogo ao escravo. Pois, então, a Ellen, da 602, se interessou pelo assunto, foi pesquisar a respeito e encontrou uma matéria publicada pela Carta Capital que traz muitas informações sobre o caso. 

   Para ir até a publicação, basta clicar AQUI.

Muito obrigada, Ellen!  Emoticon wink

Imagem: cartacapital.com.br

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ainda a "memória"...

     Em outubro de 2011, quando a maioria de vocês estava no 2º ano, visitei a "2ª Mostra Cultural e Científica" do Pedrinho do Engenho Novo e vi muitos trabalhos bastante interessantes e que tinham muito em comum com o que estudamos agora no 6º ano. Havia várias linhas de tempo sobre a vida das crianças, exposições de objetos de tempos antigos, painéis com a história do campus (em 2011, o CENI completou 25 anos: era um ano de muitas comemorações), caixas de memória... Enfim, muita coisa legal! Bom, como fotografei as exposições, logo no final desta postagem, colocarei as fotos, inclusive as das caixas de memória. E talvez alguns alunos tenham uma surpresinha... Emoticon wink

      E você, tem alguma ideia do que seja uma caixa de memória???

   Logo abaixo, segue um poema muito bonito e que nos faz lembrar algumas coisas que falamos em nossas aulas, como memória e fontes históricasÉ também sobre tempo, que estamos estudando nesta semana. Seu título é "Caixa de saudade". Mas, será que tem a ver com o que vi no Pedrinho? E com as tais caixas de memória?  Depois de ler o poema e de ver as fotos, me conta o que achou, tá?  

      Então, aí vai o poema:

Caixa de saudade
Desde menina
guardo,
na minha sala de memória,
numa caixa de saudade,
velhas cartas, fotografias e
objetos coloridos
de encantos e desencantos.
Lá estão
o bigode áspero de meu pai,
o dedal paciente de minha mãe
a trança despenteada da minha irmã,
duas bolas de gude quebradas
que roubei de meus irmãos;
na fita da primeira comunhão,
a medalhinha de Santo Antônio
que a minha tia-madrinha
e casamenteira me deu;
o primeiro cartão postal
do vizinho João,
com o cadeado do diário que perdi
quando fiz quinze anos.
A carta, marcada com o meu batom,
amarrada numa outra,
cuidadosamente desamassada,
que ainda leio;
[...]
Todos os meus coloridos
encantos e desencantos
estão protegidos do tempo.
Num instante, num dia,
muito tempo atrás,
nesse relógio parado, sem corda,
que junto deles
deixei.”
FALCONE, Sandra. Notícias de mim. São Paulo: Lemos Editorial, 2000


     Agora, as fotos:

Linhas de tempo sobre a vida dos alunos:





Painéis com a história do Pedrinho do Engenho:



Objetos de tempos antigos:





E, enfim, as caixas de memória:






E aí, o que achou? Se você foi aluno do Pedrinho, certamente participou desta mostra! Será que fotografei algum trabalho seu? Ou, quem sabe, de um amigo?

Imagens: arquivo pessoal 

domingo, 5 de abril de 2015

Para os que não conhecem a tradição de malhar Judas...

   Estudando sobre mudanças e permanências, ficou para casa (e será corrigida na próxima aula) a análise de um documento -- uma aquarela do pintor francês Jean-Baptiste Debret -- que retrata uma "malhação de Judas" em Sábado de Aleluia. A proposta dessa análise seria entender a malhação de Judas como uma permanência, uma herança cultural (desde o século XIX, pelo menos) presente até os dias de hoje. Mas quando falei sobre ela na última aula, pouquíssimos alunos tinham ouvido falar a respeito... E menos alunos ainda tinham visto tal cena... Concluímos, então, que essa tradição estaria se perdendo, ou seja, desaparecendo.

   Nos locais onde esse costume ainda se mantém vivo, a figura de Judas é geralmente associada a um personagem em evidência (uma pessoa que esteja se destacando negativamente), um político, por exemplo, sobre o qual o povo descarrega toda a sua insatisfação.  

   Bom, ontem foi Sábado de Aleluia: dia de "malhar Judas"... E, para mostrar que essa tradição não está de todo perdida, eis aqui um Judas de hoje, que vi em  uma publicação no Facebook no ano passado:

   


Ah, e o pessoal do "Sensacionalista" (um site de humor, "isento de verdade") também conhece! Porém, segundo eles, é "treinar" Judas, pois "malhar" é um termo muito ultrapassado...  Para ir até lá, basta clicar AQUI.


E você, viu algum Judas sendo malhado por aí???



Fonte da imagem: Danielle Carvalho/Facebook (19/04/2014)

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Não importa há quanto tempo aconteceu, sempre podem surgir novidades... - Desta vez, um achado da Letícia (da 604)

Arqueólogos anunciam descoberta de cemitério medieval sob universidade britânica

Cerca de 400 esqueletos, além de partes de mais de mil corpos, foram achados no campus de Cambridge

POR 
Arqueólogos no cemitério medieval encontrado - Divulgação/Cambridge University


“Arqueólogos anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um dos maiores cemitérios hospitalares da Idade Média no Reino Unido, sob o campus da Universidade de Cambridge. De acordo com os pesquisadores, mais de 400 esqueletos foram encontrados, além de partes de cerca de mil corpos, de 2010 a 2012, durante os trabalhos de escavação na Od Divinity School, que fica na faculdade de Saint John, em Cambrigde. 


Para ir até O GLOBO e ler a matéria completa, basta clicar AQUI.


Valeu, Letícia! 


sexta-feira, 27 de março de 2015

O que faz um arqueólogo?

  Nas três aulas que tivemos até agora, vimos que a pesquisa histórica é um trabalho interdisciplinar, ou seja, vários profissionais são necessários na tarefa de reconstituir e analisar o que já aconteceu. E um desses profissionais é o arqueólogo. Muito do que estudaremos nas próximas aulas é fruto da Arqueologia... Mas, você conhece o trabalho de um arqueólogo?


Site da imagem: pareepenseblog.blogspot.com


Site da imagem: arqueologiapublica.com.br


Site da imagem: www.algosobre.com.br

   O arqueólogo é um "cientista que estuda a cultura e os costumes de povos que viveram na Terra há milhares de anos.   Seu trabalho consiste em encontrar e analisar ossos, objetos, pinturas, enfim, qualquer prova da existência desses povos do passado que tenha sido preservada pela natureza." (CHC) 

   Se você ficou curuioso(a) e quiser saber mais, basta clicar AQUI para ir até a matéria da Ciência Hoje das Crianças ("Arqueóloga desde menina", de onde o trecho acima foi retirado) que traz uma entrevista com a arqueóloga Maria Beltrão, que conta como é o seu trabalho. 

domingo, 22 de março de 2015

Ainda sobre as verdades absolutas que não têm vez na História...


O jornal O Globo de ontem, dia 21 de março, publicou uma matéria que também pode ilustrar tudo isso que a gente vem discutindo em nossas aulas: 

A junção de conchas e outros materiais no terreno 
do aeroporto no Rio - DHANI ACCIOLY BORGES/DIVULGAÇÃO 

Descoberta de sambaqui no Galeão traz novos elementos para compreensão da pré-história carioca

Primeiros habitantes do litoral entraram em conflito com índios tupis, o que levou a sua extinção 

POR 

21/03/2015 6:00


 A matéria trata da descoberta de um sambaqui em terreno do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Para quem não sabe, os sambaquis são sítios arqueológicos formados, principalmente, por cascas de moluscos e quem os formou  os sambaquieiros  eram grupos de pescadores-coletores que viviam em busca de locais com mares, rios e mangues. Quando estudarmos o "Povoamento da América", dentro do tópico "Arqueologia Brasileira", veremos os sambaquis com mais detalhes. Se bem que os alunos que vieram do Pedrinho, pelo menos, não só já ouviram falar como já viram um sambaqui de perto quando fizeram, no ano passado, um trabalho de campo no Museu Vivo do São Bento, em Duque de Caxias/RJ...

Bom, voltando ao assunto das nossas aulas nesse momento, com certeza,  essa descoberta trará novos elementos sobre a ocupação dessa área na pré-história, veja só: 


— A grande base de subsistência dos sambaquieiros era a pesca. Por meio das ossadas, vemos que existiram comunidades que ficaram em locais durante cem, 200, até 900 anos. Obter comida era uma necessidade diária. Não havia como caçar ou pescar e armazenar. Mas também já foi possível apurar que eles tinham manejo com vegetais. 
[...]
— O senso comum sugere que o Brasil foi inventado pelos portugueses. Somos profundamente devedores aos nossos nativos. Eles viveram em nossas costas durante muito mais tempo do que qualquer outro povo. É nossa obrigação investigar como eles viviam  afirma a pesquisadora Maria Dulce Gaspar, do Museu Nacional/UFRJ, responsável pela pesquisa no Galeão.


Para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.  

Não existem verdades absolutas em História

      Nas aulas desta semana, dando continuidade aos assuntos de "Introdução ao Estudo da História", veremos que historiador, como não sabe exatamente o que aconteceu, precisa reunir o maior número possível de documentos que irão ajudá-lo a reconstituir os fatos e a construir a sua versão sobre o assunto pesquisado. E também que podem existir versões diferentes para um mesmo fato e isso nos levará a constatar que a História é, então, a interpretação do historiador sobre o passado e a sua relação com o presente. 

Veremos também que o conhecimento é cumulativo e sempre deve ser reavaliado, pois é possível fazer novas descobertas até quando investigamos um fato bem estudado do passado, uma vez que novos documentos podem ser encontrados e estes podem levar a outra versão deste fato. Nas aulas da semana passada, um dos exemplos dados sobre esse assunto, e que mais despertou o interesse dos alunos de algumas turmas, foi a respeito dos exames feitos na múmia do faraó Tutancâmon, há cerca de cinco, seis anos, e que trouxeram vários dados novos sobre essa pessoa que viveu há mais de três milênios...

Tomografias computadorizadas e exames de DNA mudaram muito do que se sabia sobre esse famoso faraó: surgiram novidades a respeito da causa da sua morte,  assim como sobre quem seria a sua mãe e até em relação à existência de malária (uma doença infecciosa transmitida pela picada de um mosquito, assim como a dengue) no Antigo Egito! Algumas teorias chegaram a ser “levadas à tumba”, ou seja, foram descartadas...

Abaixo, temos parte de uma matéria de jornal (intitulada "Malária matou Tutancâmon - Dono de uma saúde frágil, faraó teve a infecção agravada por uma fratura na perna"), de fevereiro de 2010, sobre os resultados destas pesquisas. Veja só quantas novidades trouxeram:



Fonte: O GLOBO - 17/02/2010

  
 E aí, ficou curioso(a)? Quer saber mais sobre este assunto? Então clique AQUI e vá até uma postagem antiga do blog que traz mais detalhes a respeito da vida (e da morte) do rei Tut!



"Um ataúde de ouro sólido, pesando cerca de 110 quilos, abriga os restos mortais mumificados do faraó Tutankhamon."


Fonte da imagem: viajeaqui.com.br 





sábado, 21 de março de 2015

Memória e patrimônio cultural

   

O prédio onde funciona o Colégio Pedro II, na Av. Marechal Floriano nº 68, é objeto de tombamento pelo IPHAN através do Processo de Tombamento nº 1031-T-80, inscrito sob o nº 489, folha 86, volume I do Livro Histórico e inscrito sob o nº 550, folha 4, volume II do Livro das Belas Artes, em 19 de maio de 1983.


   Nas aulas deste sábado, dentro do tópico "Introdução ao estudo da História", estudamos sobre o que são e quais os tipos de fontes históricas e como os testemunhos preservados do passado de uma sociedade constituem a sua memória

   Várias instituições têm como objetivo principal preservar a memória da nossa sociedade, como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e o IRPH (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade). 

   Logo abaixo, veja que interessante a definição de patrimônio cultural que se encontra do site do IRPH: 
"O patrimônio cultural de um povo compreende as obras de seus artistas, arquitetos, músicos, escritores e sábios, assim como as criações anônimas surgidas da alma popular e o conjunto de valores que dão sentido à vida. Ou seja, as obras materiais e não materiais que expressam a criatividade desse povo: a língua, os ritos, as crenças, os lugares e monumentos históricos, a cultura, as obras de arte e os arquivos e bibliotecas".
 "Qualquer povo tem o direito e o dever de defender e preservar o patrimônio cultural, já que as sociedades se reconhecem a si mesmas através dos valores em que encontram fontes de inspiração criadora".
Declaração do México
Conferência Mundial sobre Políticas Culturais
ICOMOS - Conselho Internacional de Monumentos e Sítios
México - 1985

   "Patrimônio cultural é todo e qualquer testemunho do fazer humano que tenha caráter memorial e de pertencimento para uma sociedade."


   Veja também a definição para tombamento (palavra que usamos tanto na aula de hoje), assim como outras informações, que se encontra no site do IPHAN:


"O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público, nos níveis federal, estadual ou municipal. Os tombamentos federais são responsabilidade do IPHAN e começam pelo pedido de abertura do processo, por iniciativa de qualquer cidadão ou instituição pública. O objetivo é preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo a destruição e/ou descaracterização de tais bens.
Pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental. É o caso de fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva."
  
   Para mais informações acerca dos bens registrados e tombados em nossa cidade, estado e país, basta clicar nos links para esses órgãos que se encontram ao longo do segundo parágrafo da postagem. 
   
   Você também pode acessar a listagem do total de bens tombados pelo IPHAN em todo o Brasil. Para isso, basta clicar AQUI.


segunda-feira, 16 de março de 2015

O BLOG NA MÍDIA...

Nosso blog na "Revista de História da Biblioteca Nacional" - edição de fevereiro/2012



"Antes e depois do blog" Professoras provam que a Internet nem sempre afasta os alunos da boa leitura. Pelo contrário: na web eles se tornam curiosos coautores

Para ler o artigo, escrito por mim e pela professora Carolina Medeiros, basta clicar na imagem ao lado. 








Nosso blog no "Globo Educação" 
matéria de 18/outubro/2013


Fonte: Globo Educação

 "Alunos se divertem e aprendem com blog criado por professora de História"

Para acessar a matéria sobre o blog, no site da Rede Globo / Globo Educação - "Sou professor", basta clicar AQUI.


Fonte: Globo Educação

Imagens: Alessandra de Paula


Nosso blog em outro blog: "Ferramentas do Professor" - matéria de 24/janeiro/2015 


No blog da professora Eliane de Oliveira, especialista em Informática Educativa, o nosso é citado na postagem "Como criar um blog pedagógico". Para acessar a matéria, basta clicar na imagem abaixo:




Bem-vindo ao 6º ano!

 

   Que todos nós tenhamos um ano em que o "ensinar e aprender" se dê dentro da boniteza e da alegria de buscar e descobrir coisas novas!

E seja bem-vindo ao blog!

Imagem: colagem feita a partir de imagens da internet