segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Tribunal de Osíris

Site da imagem: palavreado.com.br
(Lembre-se: para ver a imagem com mais detalhes, basta clicar nela!)

O Tribunal de Osíris
(Que analisaremos nas aulas desta semana...)

Acima, temos uma ilustração, de um dos vários Livro dos Mortos (este é de 1310 a.C.) já encontrados, que mostra, cena a cena, o julgamento do morto no Tribunal de Osíris. 

Veremos que, segundo a religião dos egípcios antigos, os mortos seriam julgados por um tribunal -- composto por 42 deuses e presidido por Osíris -- que que analisaria como foi a sua vida e se seriam merecedores da eternidade: uma vida só de felicidades e a que realmente os interessava. 

Na imagem, podemos observar, na metade da esquerda, quando Anúbis (o deus com cabeça de chacal, protetor das múmias) verifica a balança onde está sendo pesado o coração do morto dentro de um pequeno vaso (à esquerda) e, como contrapeso (à direita), está uma pena de avestruz, símbolo de Maat (a deusa da verdade, da justiça e da harmonia, geralmente representada como uma mulher jovem com uma pluma de avestruz na cabeça e/ou com asas -- ela não aparece nesta cena principal). O coração deveria ser tão ou mais leve que a pluma: sem culpas nem faltas.

Junto à balança, à esquerda de Anúbis, está Ammit (um ser, alguns dizem deusa... com a parte trazeira de um hipopótamo, a dianteira de um leão e a cabeça de um crocodilo) observando a pesagem do coração: caso ele fosse mais pesado que a pluma de Maat, Ammit destruiria a sua alma e a devoraria (engoliria toda -- por isso também conhecida como "Devoradora de Almas"...), fazendo com que esta deixasse de existir para sempre.  E como os egípcios antigos temiam isso! Há quem associe Ammit com a retribuição divina para todos os males feitos em vida...

Em seguida, vemos o deus Thot (com cabeça de íbis, um pássaro, deus da escrita, da sabedoria, da cura e dos cálculos -- e que em muitas versões aparece como marido de Maat) registrando todo o julgamento. Na outra metade da imagem, a da direita, vemos Hórus (o deus com cabeça de falcão), apresentando o morto a Osíris (pai do próprio Hórus, lembra?), que é representado como uma múmia com as mãos e a cabeça verdes, segurando um cetro, símbolo de seu poder soberano para conduzir a humanidade, e um chicote, símbolo de seu poder para punir.

No alto, temos o morto reverenciando os quatorze deuses presentes.

O mito que fortalecia a teocracia egípcia


Estatueta em ouro puro que representa a trilogia de deuses egípcios:
Hórus, Osíris e Ísis - filho, pai e mãe
(Museu do Louvre - imagem de arquivo pessoal) 

   Para entender a antiga civilização egípcia, vimos que é necessário, antes de tudo, conhecer um pouco da mentalidade do povo que a construiu e, para tal, nada melhor que conhecer a sua mitologia. 

    Nas aulas da semana anterior, analisamos o mito de Osíris, simbolicamente associado às cheias anuais do Nilo, que fertilizam o solo do Egito: ele representa o retorno da vida após o período da seca. Da mesma forma, a gravidez de Ísis, fecundada pelo marido morto, remete à ideia da morte dando origem à vida. Na dualidade "bem X mal", em oposição ao bom e sábio Osíris, temos o seu irmão mau e invejoso Set, associado ao deserto e à ausência de vida. Por fim, Hórus, o filho póstumo de Osíris e Ísis, concebido para vingar a morte de seu pai e proteger a humanidade das maldades de Set, toma posse do trono dos vivos, encarnado na pessoa do faraó.

Vimos que esse mito tem como base:


     Neste caso, política e religião se fundem: o faraó era considerado o deus vivo, o substituto do deus Osíris no governo dos homens na Terra. Protetor do povo das maldades de Set, deveria ser seguido, respeitado e, acima de tudo, amado, idolatrado. Eis a teocracia egípcia.

  
    Bom, mas todo este papo de deuses deixou em muitos alunos um "gostinho de quero mais"...

    Atendendo a alguns pedidos, o link abaixo trata destes e alguns outros deuses egípcios:

terça-feira, 1 de setembro de 2015

O Egito hoje - algumas breves informações e galeria de fotos (4ª edição adaptada)

Cidade do Cairo

E como é o Egito nos dias atuais?

E aí, você é mais um dos que acham que o Egito se resume ao Saara, às pirâmides, aos camelos e povos nômades do deserto e mais nada? Bom, caso seja, está "um pouquinho" enganado... 

    O Egito é um dos países mais populosos da África. Como você já sabe, a grande maioria dos habitantes ainda vive nas margens do rio Nilo, praticamente a única área não desértica do país. Devido à aridez do seu território, mais de 90% da população ocupam um pouco mais de 5% da sua superfície total.   

     O Egito é uma república, cuja maioria da população é islâmica, e tem o turismo como uma das atividades econômicas principais. 

    No link viajeaqui.abril, você encontrará imagens belíssimas deste país na atualidade. 

"Boa viagem"!

Curiosidades sobre o Saara (5ª edição - adaptada)


 O Saara é o maior deserto quente do mundo e, oficialmente, é o segundo maior da Terra, logo após da Antártica (que também é um deserto -- e, sim, se escreve com "c"). Localizado no Norte da África, tem uma superfície total de 9 milhões e 65 mil km² - área equiparável à da Europa inteira, assim como à dos Estados Unidos, e maior que a de muitos países continentais tais como Brasil, Austrália e Índia. 


    O nome Saara é uma transliteração da palavra árabe صحراء que, por sua vez, é a tradução da palavra tuaregue tenere (deserto). O deserto do Saara compreende parte dos seguintes países e territórios: Egito, Argélia, Burkina Faso, Chade, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental, Mauritânia, Mali, Níger, Senegal, Sudão e Tunísia.
(Texto adaptado de: wikipédia.org
Site da imagem: astronoo.com)

Um pouco mais do Saara
Embora sejam das regiões mais áridas, 
eis algumas das imagens mais belas:


(curiosidadeseculturas.blogspot.com)


(meumundoviajando.blogspot.com)



(mundoeducação.com.br)



(http://escola.britannica.com.br)



(adventurezone.com.br)



(http://www.dondeandoporai.com.br)



(viajeaqui.abril.com.br)


(luxo.ig.com.br)


(viagem-fotos.1-my.com)



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Como é o Egito visto de um satélite? (5ª edição adaptada)

Pirâmides de Gizé
Site da imagem: superativa.com


E aí, tudo certo para as aulas sobre Egito Antigo?

Então, que tal começar sabendo como é esse país hoje -- só que visto beeem lá do alto?


Para isso, basta clicar no link abaixo:



domingo, 16 de agosto de 2015

Roteiro de estudo agora com links para as postagens!

 Bom, para quem é habitué (frequentador assíduo) aqui do blog, isso nem é tão necessário, mas como sei que tem um pessoal que só vem aqui em época de avaliação, vou dar essa "colher de chá" (essa ajudinha, ou, como vocês falam: esse "mole"). Então, aí vaí: 

Povoamento da América - Cap. 3 *
  • As incertezas – quanto às datas, por exemplo;
  • as ondas migratórias – tipos humanos: negroides e mongoloides e suas características;  * *
  • o caminho dos povoadores – a Beríngia;
  • a agricultura e a domesticação de animais – Mesoamérica e zona andina central;
  • a arqueologia brasileira – os materiais encontrados nas escavações; os principais sítios arqueológicos (MG, PI e os sambaquis do litoral sul e sudeste).  * (Aqui você encontrará vários links)


Final do Neolítico – nascimento das cidades - Cap. 4
  • A agricultura e a criação de gado:  *
            - a criação de utensílios e técnicas e o aumento da produtividade / a produção do excedente  e o surgimento do comércio
  • A criação da escrita – a quem essa invenção se destinava?
  • O processo de sedentarização: *
·         o pleno desenvolvimento da agricultura e da domesticação de animais;
·         a especialização do trabalho;
·         a diferenciação social;
·         o poder político centralizado;
·         o exército profissional;
·         a arquitetura sólida;
·         enfim, a vida sedentária;
·         ou seja → os elementos que definem uma cidade.

Mesopotâmia - Cap. 5 * (Aqui você encontrará o vídeo)
  • Os poderes do rei antigo – o rei como a personificação do Estado; *
  • a arquitetura religiosa e real; * *
  • a servidão coletiva; *
  • o politeísmo; *
  • a teocracia. *
  • obs.: a escravidão - existia, mas os escravos eram poucos.


Estude pelo livro, pelo caderno (principalmente os exercícios assinalados e as anotações sobre servidão coletiva) e aqui pelo blog, especialmente onde houver a marcação * (cada asterisco é o link para a postagem correspondente ao assunto, basta clicar nele).


BOM ESTUDO E, CERTAMENTE, 


BOA PROVA!


segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Roteiro de estudo (detalhado) para a prova do dia 18 de agosto

Calvin & Haroldo - Bill Watterson

Para que não tenha que fazer como o Calvin, aí vai, com antecedência, o que você já pode ir estudando...

Povoamento da América - Cap. 3

·         As incertezas – quanto às datas, por exemplo;
·         as ondas migratórias – tipos humanos: negroides e mongoloides e suas características; 
·         o caminho dos povoadores – a Beríngia;
·         a agricultura e a domesticação de animais – Mesoamérica e zona andina central;
·         a arqueologia brasileira – os materiais encontrados nas escavações; os principais sítios arqueológicos (MG, PI e os sambaquis do litoral sul e sudeste).  

Final do Neolítico – nascimento das cidades – Cap. 4

·      A agricultura e a criação de gado: 
- a criação de utensílios e técnicas e o aumento da produtividade / a produção do excedente  e o surgimento do comércio
·      A criação da escrita – a quem essa invenção se destinava?
·      O processo de sedentarização: 
- o pleno desenvolvimento da agricultura e da domesticação de animais;
 - a especialização do trabalho;
 - a diferenciação social;
 - o poder político centralizado;
 - o exército profissional;
 - a arquitetura sólida;
 - enfim, a vida sedentária;
 
➡ ou se
ja, os elementos que definem uma cidade.

Mesopotâmia – Cap. 5

·      Os poderes do rei antigo – o rei como a personificação do Estado;
·      a arquitetura religiosa e real;
·      a servidão coletiva;
·      o politeísmo;
·      a teocracia.
→ Obs.: A escravidão - existia, mas os escravos eram poucos.


Estude pelo livro, pelo caderno (principalmente os exercícios assinalados e as anotações sobre servidão coletiva) e aqui pelo blog. 


BOM ESTUDO E, CERTAMENTE, 
BOA PROVA!

domingo, 9 de agosto de 2015

Vídeo: "As civilizações mesopotâmicas" (Ajudinha para a prova... :D)

Em 2012, mesmo não sendo mais do 6º ano, a aluna Diovana,  atualmente da no 1º ano do Ensino Médio, continuava contribuindo com dicas aqui para o blog. Ela encontrou no YouTube um vídeo, dividido em duas partes, que trata do assunto que vimos em nossas últimas aulas: "As Civilizações Mesopotâmicas".  As duas partes do vídeo seguem abaixo.





Obrigada, mais uma vez, Diovana! 

sábado, 8 de agosto de 2015

Notícias sobre a crise que ameaça o Parque Nacional Serra da Capivara

   Durante as férias, o site do projeto FUMDHAM sofreu modificações. Ok, isso é comum... Mas muitos alunos ficaram preocupados com as notícias acerca dos problemas (principalmente financeiros) que estariam ameaçando a preservação do Parque Nacional Serra da Capivara, afinal, trata-se de um patrimônio natural e cultural da humanidade. 

   Abaixo seguem, então, links para matérias recentes sobre o problema. Em todas elas, a arqueóloga Niède Guidon é tratada como figura fundamental para a existência e manutenção da FUMDHAM.



Em crise, parque arqueológico do Piauí pode ficar sem segurança
Arqueóloga ameaça encerrar atividades da fundação por falta de verba; governo diz que vai garantir segurança

A destruição de um patrimônio

Como a falta de dinheiro está arruinando o Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo


Parque da Serra da Capivara, no Piauí, está ameaçado

Fundação que atua na conservação do Patrimônio Cultural da Humanidade conta com apenas 50 funcionários, poucos recursos e pode fechar




Crise ameaça fechar o Parque Nacional da Serra da Capivara


Conselho de Cultura propõe nome de Niède Guidon ao aeroporto de São Raimundo Nonato


A saga empreendedora da arqueóloga Niède Guidon revelou riquezas do Piauí