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O Tribunal de Osíris
(Que analisaremos nas aulas desta semana...)
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O Tribunal de Osíris
(Que analisaremos nas aulas desta semana...)
Acima, temos uma ilustração, de um dos vários Livro dos Mortos (este é de 1310 a.C.) já encontrados, que mostra, cena a cena, o julgamento do morto no Tribunal de Osíris.
Veremos que, segundo a religião dos egípcios antigos, os mortos seriam julgados por um tribunal -- composto por 42 deuses e presidido por Osíris -- que que analisaria como foi a sua vida e se seriam merecedores da eternidade: uma vida só de felicidades e a que realmente os interessava.
Na imagem, podemos observar, na metade da esquerda, quando Anúbis (o deus com cabeça de chacal, protetor das múmias) verifica a balança onde está sendo pesado o coração do morto dentro de um pequeno vaso (à esquerda) e, como contrapeso (à direita), está uma pena de avestruz, símbolo de Maat (a deusa da verdade, da justiça e da harmonia, geralmente representada como uma mulher jovem com uma pluma de avestruz na cabeça e/ou com asas -- ela não aparece nesta cena principal). O coração deveria ser tão ou mais leve que a pluma: sem culpas nem faltas.
Junto à balança, à esquerda de Anúbis, está Ammit (um ser, alguns dizem deusa... com a parte trazeira de um hipopótamo, a dianteira de um leão e a cabeça de um crocodilo) observando a pesagem do coração: caso ele fosse mais pesado que a pluma de Maat, Ammit destruiria a sua alma e a devoraria (engoliria toda -- por isso também conhecida como "Devoradora de Almas"...), fazendo com que esta deixasse de existir para sempre. E como os egípcios antigos temiam isso! Há quem associe Ammit com a retribuição divina para todos os males feitos em vida...
Em seguida, vemos o deus Thot (com cabeça de íbis, um pássaro, deus da escrita, da sabedoria, da cura e dos cálculos -- e que em muitas versões aparece como marido de Maat) registrando todo o julgamento. Na outra metade da imagem, a da direita, vemos Hórus (o deus com cabeça de falcão), apresentando o morto a Osíris (pai do próprio Hórus, lembra?), que é representado como uma múmia com as mãos e a cabeça verdes, segurando um cetro, símbolo de seu poder soberano para conduzir a humanidade, e um chicote, símbolo de seu poder para punir.
No alto, temos o morto reverenciando os quatorze deuses presentes.









