Para entender a antiga civilização egípcia, é necessário, antes de tudo, conhecer um pouco da mentalidade do povo que a construiu e, para tal, nada melhor que conhecer a sua mitologia.
Nesta semana, analisamos, então, o mito de Osíris, simbolicamente associado às cheias anuais do Nilo, que fertilizam o solo do Egito: ele representa o retorno da vida após o período da seca. Da mesma forma, a gravidez de Ísis, fecundada pelo marido morto, remete à ideia da morte dando origem à vida. Na dualidade "bem X mal", em oposição ao bom Osíris, temos o seu irmão invejoso e mau Set, associado ao deserto e à ausência de vida. Por fim, Hórus, o filho póstumo de Osíris e Ísis, concebido para vingar a morte de seu pai e proteger a humanidade das maldades de Set, toma posse do trono dos vivos, encarnado na pessoa do faraó.
Política e religião se fundem: o faraó era o deus vivo, substituto do pai no governo dos homens na Terra. Protetor do povo das maldades de Set, deveria ser amado e respeitado. Eis a teocracia egípcia.
Bom, mas todo este papo de deuses deixou em muitos alunos um "gostinho de quero mais"...
Atendendo a pedidos, o link abaixo trata destes e alguns outros deuses egípcios:
O Tribunal de Osíris
(Nas próximas aulas, faremos sua análise. Aguarde...)
Site da imagem: egypte-antique.org