sexta-feira, 27 de março de 2015

O que faz um arqueólogo?

  Nas três aulas que tivemos até agora, vimos que a pesquisa histórica é um trabalho interdisciplinar, ou seja, vários profissionais são necessários na tarefa de reconstituir e analisar o que já aconteceu. E um desses profissionais é o arqueólogo. Muito do que estudaremos nas próximas aulas é fruto da Arqueologia... Mas, você conhece o trabalho de um arqueólogo?


Site da imagem: pareepenseblog.blogspot.com


Site da imagem: arqueologiapublica.com.br


Site da imagem: www.algosobre.com.br

   O arqueólogo é um "cientista que estuda a cultura e os costumes de povos que viveram na Terra há milhares de anos.   Seu trabalho consiste em encontrar e analisar ossos, objetos, pinturas, enfim, qualquer prova da existência desses povos do passado que tenha sido preservada pela natureza." (CHC) 

   Se você ficou curuioso(a) e quiser saber mais, basta clicar AQUI para ir até a matéria da Ciência Hoje das Crianças ("Arqueóloga desde menina", de onde o trecho acima foi retirado) que traz uma entrevista com a arqueóloga Maria Beltrão, que conta como é o seu trabalho. 

domingo, 22 de março de 2015

Ainda sobre as verdades absolutas que não têm vez na História...


O jornal O Globo de ontem, dia 21 de março, publicou uma matéria que também pode ilustrar tudo isso que a gente vem discutindo em nossas aulas: 

A junção de conchas e outros materiais no terreno 
do aeroporto no Rio - DHANI ACCIOLY BORGES/DIVULGAÇÃO 

Descoberta de sambaqui no Galeão traz novos elementos para compreensão da pré-história carioca

Primeiros habitantes do litoral entraram em conflito com índios tupis, o que levou a sua extinção 

POR 

21/03/2015 6:00


 A matéria trata da descoberta de um sambaqui em terreno do Aeroporto Internacional Tom Jobim/Galeão. Para quem não sabe, os sambaquis são sítios arqueológicos formados, principalmente, por cascas de moluscos e quem os formou  os sambaquieiros  eram grupos de pescadores-coletores que viviam em busca de locais com mares, rios e mangues. Quando estudarmos o "Povoamento da América", dentro do tópico "Arqueologia Brasileira", veremos os sambaquis com mais detalhes. Se bem que os alunos que vieram do Pedrinho, pelo menos, não só já ouviram falar como já viram um sambaqui de perto quando fizeram, no ano passado, um trabalho de campo no Museu Vivo do São Bento, em Duque de Caxias/RJ...

Bom, voltando ao assunto das nossas aulas nesse momento, com certeza,  essa descoberta trará novos elementos sobre a ocupação dessa área na pré-história, veja só: 


— A grande base de subsistência dos sambaquieiros era a pesca. Por meio das ossadas, vemos que existiram comunidades que ficaram em locais durante cem, 200, até 900 anos. Obter comida era uma necessidade diária. Não havia como caçar ou pescar e armazenar. Mas também já foi possível apurar que eles tinham manejo com vegetais. 
[...]
— O senso comum sugere que o Brasil foi inventado pelos portugueses. Somos profundamente devedores aos nossos nativos. Eles viveram em nossas costas durante muito mais tempo do que qualquer outro povo. É nossa obrigação investigar como eles viviam  afirma a pesquisadora Maria Dulce Gaspar, do Museu Nacional/UFRJ, responsável pela pesquisa no Galeão.


Para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.  

Não existem verdades absolutas em História

      Nas aulas desta semana, dando continuidade aos assuntos de "Introdução ao Estudo da História", veremos que historiador, como não sabe exatamente o que aconteceu, precisa reunir o maior número possível de documentos que irão ajudá-lo a reconstituir os fatos e a construir a sua versão sobre o assunto pesquisado. E também que podem existir versões diferentes para um mesmo fato e isso nos levará a constatar que a História é, então, a interpretação do historiador sobre o passado e a sua relação com o presente. 

Veremos também que o conhecimento é cumulativo e sempre deve ser reavaliado, pois é possível fazer novas descobertas até quando investigamos um fato bem estudado do passado, uma vez que novos documentos podem ser encontrados e estes podem levar a outra versão deste fato. Nas aulas da semana passada, um dos exemplos dados sobre esse assunto, e que mais despertou o interesse dos alunos de algumas turmas, foi a respeito dos exames feitos na múmia do faraó Tutancâmon, há cerca de cinco, seis anos, e que trouxeram vários dados novos sobre essa pessoa que viveu há mais de três milênios...

Tomografias computadorizadas e exames de DNA mudaram muito do que se sabia sobre esse famoso faraó: surgiram novidades a respeito da causa da sua morte,  assim como sobre quem seria a sua mãe e até em relação à existência de malária (uma doença infecciosa transmitida pela picada de um mosquito, assim como a dengue) no Antigo Egito! Algumas teorias chegaram a ser “levadas à tumba”, ou seja, foram descartadas...

Abaixo, temos parte de uma matéria de jornal (intitulada "Malária matou Tutancâmon - Dono de uma saúde frágil, faraó teve a infecção agravada por uma fratura na perna"), de fevereiro de 2010, sobre os resultados destas pesquisas. Veja só quantas novidades trouxeram:



Fonte: O GLOBO - 17/02/2010

  
 E aí, ficou curioso(a)? Quer saber mais sobre este assunto? Então clique AQUI e vá até uma postagem antiga do blog que traz mais detalhes a respeito da vida (e da morte) do rei Tut!



"Um ataúde de ouro sólido, pesando cerca de 110 quilos, abriga os restos mortais mumificados do faraó Tutankhamon."


Fonte da imagem: viajeaqui.com.br 





sábado, 21 de março de 2015

Memória e patrimônio cultural

   

O prédio onde funciona o Colégio Pedro II, na Av. Marechal Floriano nº 68, é objeto de tombamento pelo IPHAN através do Processo de Tombamento nº 1031-T-80, inscrito sob o nº 489, folha 86, volume I do Livro Histórico e inscrito sob o nº 550, folha 4, volume II do Livro das Belas Artes, em 19 de maio de 1983.


   Nas aulas deste sábado, dentro do tópico "Introdução ao estudo da História", estudamos sobre o que são e quais os tipos de fontes históricas e como os testemunhos preservados do passado de uma sociedade constituem a sua memória

   Várias instituições têm como objetivo principal preservar a memória da nossa sociedade, como o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o INEPAC (Instituto Estadual do Patrimônio Cultural) e o IRPH (Instituto Rio Patrimônio da Humanidade). 

   Logo abaixo, veja que interessante a definição de patrimônio cultural que se encontra do site do IRPH: 
"O patrimônio cultural de um povo compreende as obras de seus artistas, arquitetos, músicos, escritores e sábios, assim como as criações anônimas surgidas da alma popular e o conjunto de valores que dão sentido à vida. Ou seja, as obras materiais e não materiais que expressam a criatividade desse povo: a língua, os ritos, as crenças, os lugares e monumentos históricos, a cultura, as obras de arte e os arquivos e bibliotecas".
 "Qualquer povo tem o direito e o dever de defender e preservar o patrimônio cultural, já que as sociedades se reconhecem a si mesmas através dos valores em que encontram fontes de inspiração criadora".
Declaração do México
Conferência Mundial sobre Políticas Culturais
ICOMOS - Conselho Internacional de Monumentos e Sítios
México - 1985

   "Patrimônio cultural é todo e qualquer testemunho do fazer humano que tenha caráter memorial e de pertencimento para uma sociedade."


   Veja também a definição para tombamento (palavra que usamos tanto na aula de hoje), assim como outras informações, que se encontra no site do IPHAN:


"O tombamento é um ato administrativo realizado pelo Poder Público, nos níveis federal, estadual ou municipal. Os tombamentos federais são responsabilidade do IPHAN e começam pelo pedido de abertura do processo, por iniciativa de qualquer cidadão ou instituição pública. O objetivo é preservar bens de valor histórico, cultural, arquitetônico, ambiental e também de valor afetivo para a população, impedindo a destruição e/ou descaracterização de tais bens.
Pode ser aplicado aos bens móveis e imóveis, de interesse cultural ou ambiental. É o caso de fotografias, livros, mobiliários, utensílios, obras de arte, edifícios, ruas, praças, cidades, regiões, florestas, cascatas etc. Somente é aplicado aos bens materiais de interesse para a preservação da memória coletiva."
  
   Para mais informações acerca dos bens registrados e tombados em nossa cidade, estado e país, basta clicar nos links para esses órgãos que se encontram ao longo do segundo parágrafo da postagem. 
   
   Você também pode acessar a listagem do total de bens tombados pelo IPHAN em todo o Brasil. Para isso, basta clicar AQUI.


segunda-feira, 16 de março de 2015

O BLOG NA MÍDIA...

Nosso blog na "Revista de História da Biblioteca Nacional" - edição de fevereiro/2012



"Antes e depois do blog" Professoras provam que a Internet nem sempre afasta os alunos da boa leitura. Pelo contrário: na web eles se tornam curiosos coautores

Para ler o artigo, escrito por mim e pela professora Carolina Medeiros, basta clicar na imagem ao lado. 








Nosso blog no "Globo Educação" 
matéria de 18/outubro/2013


Fonte: Globo Educação

 "Alunos se divertem e aprendem com blog criado por professora de História"

Para acessar a matéria sobre o blog, no site da Rede Globo / Globo Educação - "Sou professor", basta clicar AQUI.


Fonte: Globo Educação

Imagens: Alessandra de Paula


Nosso blog em outro blog: "Ferramentas do Professor" - matéria de 24/janeiro/2015 


No blog da professora Eliane de Oliveira, especialista em Informática Educativa, o nosso é citado na postagem "Como criar um blog pedagógico". Para acessar a matéria, basta clicar na imagem abaixo:




Bem-vindo ao 6º ano!

 

   Que todos nós tenhamos um ano em que o "ensinar e aprender" se dê dentro da boniteza e da alegria de buscar e descobrir coisas novas!

E seja bem-vindo ao blog!

Imagem: colagem feita a partir de imagens da internet

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

No Fantástico, da Rede Globo: ‘Jornada da Vida’ mostra origem dos brasileiros há 13 mil anos

Fóssil humano mais antigo do Brasil é de Luzia, com 13 mil anos. Ela era negroide e muito parecida com os aborígenes australianos.


Na imagem acima, da esquerda para a direita, 
o crânio e a reconstituição das feições de "Luzia" 
(o mais antigo fóssil encontrado na América, em Lagoa Santa, MG), 
as duas seguintes, o Parque Nacional Serra da Capivara, PI, 
e as duas últimas, pinturas rupestres do mesmo local. 

   "Já parou para pensar como era o Brasil 10 mil anos atrás? O Fantástico [mostrou] como vivia o povo que chegou aqui milhares de anos antes do 'descobrimento'. Esse povo chegou muito antes até do que os índios. Os repórteres Sônia Bridi e Paulo Zero visitaram os lugares que contam essa história. Uma história que tem rosto e tem nome: Luzia, a primeira brasileira.
  Cavernas, água e vento mudam essas formas lentamente. Trazem a terra que cobre e preserva milhares de anos de uma história aos poucos descoberta. A chegada ao continente americano da espécie que conquistou o planeta: o Homo sapiens.
  Como a humanidade chegou até o local, a milhares de quilômetros de onde a espécie surgiu, na África? Caminhando, sem rumo definido, seguia animais de caça, buscava frutas, raízes. Fugia da seca ou do frio. E como não tinha cidades e nem lavouras, uma vez que avançava também não tinha motivos para voltar para trás. Assim chegou até a América do Sul. A última fronteira da humanidade na incrível jornada da vida."
E aí, ficou curioso para saber o restante da história? Então, é só clicar AQUI para ir até a página do programa com o restante do texto e o vídeo sobre a matéria.
Ah, e dois nossos velhos conhecidos participam da matéria: o Walter Neves e a Niède Guidon...
Imagens: museunacionalufrj.br, img.socioambiental.org, renatogrim.com, wikipedia.org, fumdham.org.br, piauibrasil.com, livrevozdopovo.blogspot.com

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Roteiro de estudo para a Prova Institucional (09/12)

1. Introdução à História
Análise de diferentes documentos históricos – escritos e não escritos
2. Mesopotâmia * *
Os poderes do rei antigo – o rei como personificação do Estado
A servidão coletiva 
A teocracia 
O politeísmo 
A escravidão
3. Egito * *
O significado do trabalho 
A crença na vida após a morte – influências na vida antes da morte 
A servidão coletiva
A teocracia – influências da mitologia 
O politeísmo 
A escravidão
4. Hebreus 
O monoteísmo
O pacto feito com Deus
A fé como fator de união
5. Grécia
As cidades-Estado ou polis
A língua e a religião como fatores de união
Atenas:
Os cidadãos e os não cidadãos
A educação – a preparação do cidadão para a política
A economia – a importância dos escravos e metecos
Esparta 
Os hilotas
A educação – a preparação do cidadão para a guerra * * *
6. Roma * * *
Os patrícios e os plebeus 
As conquistas da República Romana (a expansão territorial): quem ganhou e quem perdeu 
A mão de obra escrava
A política do “pão e circo”
As disputas entre os generais
A inauguração do Império – os poderes de Augusto (e os meios utilizados para se manter no poder por tanto tempo) 
A Pax Romana (séculos I e II) – a posterior falta de mão de obra escrava (a partir do século III)
As crises do século III
As invasões bárbaras


Como e por onde estudar?

Mesopotâmia e Egito: estude pelas avaliações do 2º trimestre e pela revisão no caderno (feita antes da prova do 2º trimestre); 

HebreusGrécia e Roma: estude pelas respectivas apostilas, pelas anotações no caderno e o último ponto (Roma) também pelos módulos do livro indicados na apostila.

DICA: Onde houver * (cada asterisco é um link para uma postagem sobre o assunto), você pode estudar também pelo aqui pelo blog!


BOM ESTUDO E BOA PROVA!


Novo Telecurso - Ensino Médio - "Da Crise da República ao Fim do Império Romano do Ocidente" (Parte 2 de 2)

Aí vai a segunda parte do vídeo.


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Novo Telecurso - Ensino Médio - "Da Crise da República ao Fim do Império Romano do Ocidente" (Parte 1 de 2)

  
Cena do filme Gladiador (Ridley Scott / 2000), com o ator Russel Crowe no papel título,
em uma das famosas batalhas sangrentas do Coliseu, 
parte da política romana do "pão e circo" - panem et circenses, em latim

   Nas aulas desta semana, vimos que a República Romana foi um período de muitas conquistas territoriais, mas também de muitos conflitos sociaispatrícios cada vez mais ricos, plebeus cada vez mais pobres, escravos cada vez mais e mais numerosos - e necessários -, política do "pão e circo" para contornar a vida miserável da maioria dos plebeus e disputas entre os generais por mais poder político foram a tônica dos anos finais da república.

   Sobre este momento da história de Roma, assista ao vídeo abaixo. 


Nos próximos dias, continuando as aulas desta semana sobre o Império Romano, veremos as crises do século III e a queda do Império Romano do Ocidente. 
E a próxima postagem trará a parte final desse vídeo...
Aguarde!

Site da imagem: adorocinema.com