quarta-feira, 6 de julho de 2016

O Palácio de Versalhes

Le Château de Versailles:
700 cômodos, 67 escadarias, 352 chaminés, 1250 lareiras, 2153 janelas e... 9 banheiros

   "Maior e mais célebre palácio da França, Versalhes é o retrato ao mesmo tempo dos exageros delirantes e do requinte extremo da nobreza que mandou no país durante séculos. Também personifica o tamanho do ego de Luís XIV, que em 1682 instalou lá o governo e uma corte de aproximadamente 6 mil pessoas. Louco por luxo, contratou os melhores profissionais de cada área – entre eles o paisagista André Lê Nôtre, responsável pelos imbatíveis jardins do lugar – para que o palácio representasse não só a melhor estética clássica da França, mas também toda a sofisticação de seus mandatários." (viajeaqui.abril.com.br)

Para mais fotos de Versailles, clique AQUI.

Para ir ao site oficial de Versailles (disponível em francês, inglês, espanhol e outras línguas -- menos a nossa), clique AQUI.

Para saber mais sobre Versailles, clique AQUI

   Quer assistir a um filme (muito bom!) cuja principal locação fora o próprio Palácio de Versailles e mostra todo o luxo e ostentação da corte de Luís XVI? Sabe que filme é esse? Marie-Antoinette, de Sofia Coppola. Veja a sinopse, retirada do AdoroCinema:

 "A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versailles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir." 

Assista ao trailer:



Roteiro de estudo para a prova do dia 12/07


Até o Calvin se daria bem nessa prova de História...

I - A Reconquista e a formação de Portugal
- as lutas para a expulsão dos muçulmanos da Península Ibérica (os mouros): a Reconquista
- de feudo a reino: Condado Portucalense Portugal
- Afonso Henriques e a consolidação do reino português:
. centralização do poder político nas mãos do rei
. nobreza sob controle (com a perda de poder político)
. aproximação com a burguesia / incentivo e proteção ao comércio / cobrança de tributos

II - A Revolução de Avis
- Portugal independente x união de Portugal com Castela
. o reino dividido: burguesia + parte da nobreza + povo x a maioria da nobreza
. D. João (o Mestre de Avis) é o novo rei com o apoio (e ajuda) da maioria do reino
- o fortalecimento da aliança do rei com a burguesia
III - A expansão comercial
- a aliança do rei com a burguesia
- o incremento (tornar mais desenvolvido) do comércio marítimo
- a tomada de Ceuta
IV - As Grandes Navegações
- início do século XV: o conhecimento geográfico do mundo pelos europeus
- o porquê da expansão marítima
- o pioneirismo português
- o projeto português e o projeto financiado pela Espanha
- Ásia, África e América integradas ao sistema comercial europeu
- o etnocentrismo europeu
- uma nova visão de mundo: do homem sobre si mesmo e sobre o mundo - o antropocentrismo

Estude pelo livro (capítulos 9 e 10), pelas folhas (textos 4 e 5) e pelo caderno.

Observação: Como não tivemos a aula de sábado (devido à minha falta por motivo de doença), o item V, "formação dos Estados Nacionais", será avaliado no próximo trimestre.

BOM ESTUDO... E

BOA PROVA!

Imagem: Calvin & Hobbes

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Filme: "1492 - A Conquista do Paraíso", de Ridley Scott

(Imagem: camminus.com)

   Tudo começa com a grande luta que o navegador Cristóvão Colombo teve que empreender para conseguir o apoio necessário para realizar sua viagem, sofrendo restrições por parte dos religiosos, enfrentando o desdém dos políticos e a indiferença dos comerciantes. Somente com o apoio de um banqueiro e da rainha Isabel da Espanha foi possível reverter sua perspectiva e permitir que ele viesse a escrever seu nome na eternidade.

   O grande mérito do filme reside em nos colocar lado a lado com a trajetória de Cristóvão Colombo, acompanhando-o nas embarcações, sofrendo com ele os reveses de uma viagem longa e desgastante e triunfando com o desembarque em terras americanas em 1492. A sequência da chegada é deslumbrante, os homens se jogando ao chão, os passos de Colombo, as cores das bandeiras e os sons que acompanham esse momento permitem-nos entender como foi grandioso esse acontecimento. (Trecho adaptado do site Planeta Educação)

1492: Conquest of Paradise - Drama, França/Espanha/EUA/Inglaterra, 1992, 155 min - Direção: Ridley Scott


O filme inteiro, e dublado, encontra-se no YouTube:



A Rachel, da 706, também encontrou o filme AQUI.


BOM FILME!



Trechos do filme que requerem uma atenção especial:

porém com algumas alterações nos textos.)

  • Fé e ciência: um monge informa que a universidade de Salamanca cederá a Colombo uma audiência para que ele tente aprovar sua viagem para Oeste, em busca das Índias (que ficam a Leste). Nessa conversa, fica claro que, embora seja um homem de fé na Igreja Católica, suas convicções científicas diferem das afirmações defendidas pelos clérigos.
  • Negociação: Colombo procura convencer os intelectuais da universidade de Salamanca a aprovarem sua jornada rumo às Índias.
  • Financiamento: Colombo conhece uma pessoa que poderá conseguir uma audiência com a rainha Isabel, da Espanha, e viabilizar sua expedição. Neste trecho, é interessante observar o papel dos banqueiros no contexto das Grandes Navegações.
  • Colombo inicia a viagem: Colombo dá início a sua jornada, em direção ao ocidente, rumo ao extremo oriente, com a nau Santa Maria e as caravelas Pinta e Nina. Durante o trajeto, explica como utiliza as estrelas como guia. Nessa passagem lembre da influência da cultura árabe na península Ibérica que estudamos com a “Reconquista”.
  • América: Colombo e sua frota avistam terra firme e entram em contato com um grupo de nativos. A partir desse recorte, observe como se dá a chegada dos europeus ao “Novo Mundo”.
  • Contato com os nativos: Colombo narra sua percepção do novo mundo com bastante otimismo, ao mesmo tempo em que percebe os perigos desse paraíso na Terra. Pouco tempo depois de sua chegada, consegue estabelecer contato com os nativos, sendo recebido com desconfiança por alguns deles.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A ocupação muçulmana da Península Ibérica: o Castelo dos Mouros

   Postagem um tanto atrasada (em relação ao ponto da matéria em que estamos), mas acreditando no "antes tarde do que nunca", eis o que prometi sobre o Castelo dos Mouros em Sintra, Portugal.

Mas antes das fotos, vai um pouquinho da história desta construção...

As origens do Castelo dos Mouros – um castelo em ruínas compreendido entre as florestas exuberantes da Serra de Sintra – datam do séc. VIII e da invasão a Península Ibérica pelos muçulmanos do norte de África. Sua construção e localização forneciam uma visão vantajosa sobre o Rio Tejo e oferecia proteção para a cidade de Sintra. Crônicas árabes caracterizaram a região de Sintra como muito rica em campos de cultivo e o Castelo dos Mouros foi um dos mais importantes nesta região, ainda mais que o Castelo de Lisboa.
Uma Cruzada Cristã inicial, liderada pelo Rei Afonso VI de Castela, conseguiu capturar dos mouros o castelo em 1093, mas o pequeno exército foi expulso nos anos seguintes. O castelo prosperou entre a primeira cruzada e a seguinte, tendo suas muralhas reforçadas, mas tal melhoria não foi o bastante para deter a Segunda Cruzada, bem mais forte, em 1147.
Apesar de os primeiros reis portugueses fortalecerem o Castelo dos Mouros e as suas defesas, a corte real se estabeleceu em Lisboa. A importância desse castelo de Sintra foi sendo reduzida ao longo dos séculos, até que no XV os seus únicos habitantes eram colonos judeus. Quando os estes foram expulsos de Portugal em meados do séc. XV, o castelo ficou completamente abandonado. Em 1636 um raio causou um fogo massivo que destruiu a Torre de Menagem (torre central), enquanto que, em 1755, um devastador tremor de terra desmoronou suas paredes e muralhas. (Adaptado de Sintra-Portugal.com)

Seguem as fotos do que restou do Castelo dos Mouros.
























Para saber mais, acesse Parques de Sintra.

domingo, 22 de maio de 2016

E durante a "Reconquista" da Península Ibérica... Conhecendo melhor D. Afonso Henriques

Estátua D. Afonso Henriques e, ao fundo,
 o Castelo de Guimarães, onde a história de Portugal começou  

Encontrei aqui na internet uns slides muito esclarecedores com a biografia de D. Afonso Henriques, uma ótima oportunidade para quem quiser entender "quem é quem" nessa história... 


No geral, está muito boa. Vale dar uma conferida!

Basta clicar AQUI.

Imagem: youtube

terça-feira, 10 de maio de 2016

Castelo de Gravensteen, ou Castelo dos Condes, 
construído entre os anos de 1157 e 1191 pelo conde Philip da Alsácia, 
em Ghent, próximo a Bruxelas, na Bélgica.


Para o 7º ano...

Feliz imersão na Idade Média!

E... Boa Prova para todos!


segunda-feira, 2 de maio de 2016

Para as turmas 702 e 704

   Como, por motivos alheios à nossa vontade, não houve tempo hábil para fazermos a correção dos exercícios do capítulo 7 do nosso livro didático, seguem as imagens das páginas do "manual do professor" com as respostas dos mesmos.



Fonte: DOMINGUES, Joelza Ester. História em documento: imagem e texto. São Paulo: FTD, 2006



segunda-feira, 25 de abril de 2016

Roteiro de estudo para a prova do dia 10 de maio

Calvin & Hobbes - Bill Watterson


Estou certa de que nenhum de vocês – a essa altura do ano – pensa que a Idade Média se resume a um monte de historinhas açucaradas de valentes cavaleiros e lindas donzelas que nem o Calvin aguenta mais...


Bom, caso reste alguma dúvida, aí vai tudo o que a gente estudou sobre esse período e que será avaliado na primeira certificação: 


As transformações no Ocidente europeu durante a Idade Média – a formação e a crise do feudalismo:

·        A Alta Idade Média

ü A política
Os laços de suserania e vassalagem
– A descentralização do poder político: o poder dos senhores feudais e o enfraquecimento do poder político do rei  
A atuação da Igreja Católica

ü A sociedade
A ruralização da sociedade
A posse da terra e a posição social dos indivíduos
A sociedade estamental: as três ordens e suas respectivas funções na sociedade
– A servidão feudal: as obrigações impostas aos camponeses (a corveia, a talha e as banalidades)
– As relações entre os nobres: suserania e vassalagem
– A atuação do clero na manutenção das desigualdades sociais
. e mais: a sua importância na preservação dos documentos da Antiguidade Clássica

ü A economia
A economia baseada na agricultura (com a utilização de técnicas e ferramentas rudimentares, com baixo aproveitamento do solo e pequena produtividade), autossuficiente e voltada para o próprio feudo.
ü A mentalidade
A mentalidade orientada por valores religiosos e guerreiros e a aceitação das desigualdades sociais e de todos os acontecimentos como vontade divina.
– destaque para a importância da Igreja na formação do pensamento medieval

·        A Baixa Idade Média
§  A fase de expansão
ü O aumento da produção agrícola em decorrência da expansão das áreas de cultivo (florestas derrubadas; pântanos e lagos drenados; diques construídos para barrar o avanço do mar) e do desenvolvimento de ferramentas de trabalho e de novas técnicas agrícolas (arado com rodas e lâmina de ferro – a charrua –, coleira acolcholada – e ainda o uso de cavalos –, moinhos de água e de vento, rotação trienal de culturas, por exemplo).

ü O aumento populacional, o avanço do islamismo e as Cruzadas
ü O aumento populacional e o crescimento das cidades  
ü O revigoramento do comércio e o surgimento da burguesia

§  A fase de crise
ü Queda na produção agrícola e fome
ü A peste negra
ü Conflitos bélicos internos
– A Guerra dos Cem anos


ESTUDE PELO LIVRO (CAPÍTULOS 2 e 7), PELAS FOLHAS (TEXTOS 1, 2 e 3) E PELO CADERNO.


Bom estudo!

E boa prova!


O Blog indica... "Kingdom of Heaven", de Ridley Scott (no Brasil, "Cruzada")



Sinopse do filme no site "Omelete": 

   Balian (Orlando Bloom) é um jovem ferreiro francês, que guarda luto pela morte de sua esposa e filho. Ele recebe a visita de Godfrey de Ibelin (Liam Neeson), seu pai, que é também um conceituado barão do rei de Jerusalém e dedica sua vida a manter a paz na Terra Santa. Balian decide se dedicar também à esta meta, mas após a morte de Godfrey ele herda terras e um título de nobreza em Jerusalém. Determinado a manter seu juramento, Balian decide permanecer no local e servir a um rei amaldiçoado como cavaleiro. Paralelamente ele se apaixona pela princesa Sibylla (Eva Green), a irmã do rei.

Abaixo, alguns trechos da crítica de Érico Borgo, também do site Omelete, em 05/05/2005.
(Para ler a crítica na íntegra, basta clicar AQUI.)

   O cineasta trata o assunto com a cautela que ele exige. "Eu não quero que o filme seja sobre cavaleiros de armadura se atacando enquanto cortam cabeças com suas espadas. O filme deve ser uma discussão fundamental sobre as duas religiões", comentou há alguns anos o diretor.
   Cruzada cumpre a promessa e Scott e o roteirista estreante William Monahan são incrivelmente bem-sucedidos nesse ponto. Os muçulmanos não são os vilões da história, nem mesmo os cristãos. Os antagonistas são meramente aqueles que deixam a ganância e o desejo por sangue obscurecerem a idéia de uma convivência pacífica. 
  O roteiro de Monahan começa apresentando um simples ferreiro, Balian (Orlando Bloom). Temente a Deus e viúvo recente, ele se surpreende com a revelação de que é filho de um nobre, Godfrey de Ibelin (Liam Neeson, no milésimo papel desse tipo em sua carreira). Levado à Terra Santa - e após alguns percalços -, Balian chega às terras de seu pai, onde é apresentado à nobreza local e começa a fazer inimigos, dentre eles o poderoso Guy de Lusignan (Marton Csokas), provável sucessor do Rei Balduíno IV (Edward Norton, sempre mascarado). Balian rapidamente ascende (mesmo que a contragosto) na corte e um feito de bravura o coloca diretamente nas graças do rei e seu conselheiro Tiberias (Jeremy Irons), mas sua inabalável ética o impede de subir ainda mais. Sua decisão custará o próprio Reino do Paraíso aos cruzados.
   De qualquer forma, apesar de cumprir a tabela do gênero, Cruzada merece uma recomendação. A bem redigida mensagem crítica sobre o mundo e as relações no Oriente Médio justifica cada um dos clichês. E que esta seja uma cruzada para ajudar a acabar com todas as outras.
Não deixe de assistir ao trailer!


Ah, e a quem interessar, o filme está disponível na Netflix. 


domingo, 3 de abril de 2016

Por que dizem que os nobres têm "sangue azul"?

Marie Antoinette 
(repare sua pele bem clara...)
(arquiduquesa da Áustria e rainha consorte de França e Navarra 1755-1793)
por Élisabeth Vigée-Lebrun, 1783

   Eis uma boa pergunta... De onde veio isso? Se todos -- nobres ou não -- temos sangue vermelho??? 

   Pois a Maria Clara, da 706, não só quis saber o porquê da expressão "sangue azul" como foi pesquisar de onde saiu essa história... Encontrou e me ofereceu o resultado da pesquisa para virar postagem aqui no blog. Ora, é claro que aceitei! Na hora...

   Bom, ela me enviou o link para o site "Diário de Biologia", que aponta duas hipóteses principais: 
  • A primeira  vem dos "etimologistas (cientistas que estudam a língua), [para quem] a expressão surgiu [onde hoje é a] Espanha no longínquo século VI. Segundo eles, ela teria surgido num contexto de preconceito étnico, religioso e cultural. A expressão faria referência à cor clara da pele de pessoas de maior nível social, onde as veias e as artérias azuis se destacariam. Na pele de judeus, que ficariam expostos ao sol o dia todo durante o trabalho e [, mais tarde, de] mouros, as veias e artérias azuis eram praticamente invisíveis."
  • E a "outra teoria diz que a expressão é ainda mais antiga e teve início no Egito antigo, onde os faraós diziam que seu sangue era azul como as águas do Rio Nilo, enquanto o de seus súditos seria vermelho." 

      De qualquer forma, ao longo do tempo, a expressão "sangue azul", como veremos adiante, era cada vez mais  e mais usada em relação aos membros da nobreza porque, como não trabalhavam -- e não se expunham ao sol como os camponeses nos afazeres do dia a dia --, mantinham a pele clara, o que permite ver os vasos sanguíneos azuis sob ela, apesar de o sangue ser vermelho como o de todo mundo. 

    O interessante é ver como essas questões mudam ao longo da história. Durante muito tempo, manter a pele bem clara, sem o menor vestígio de que ficara exposta ao sol algum dia na vida, era um grande sinal de status. Já hoje em dia, muita gente faz de tudo para desfilar um belo bronzeado por aí, e isso é visto por muitos como um sinal de que essas pessoas têm tempo de sobra para curtir a vida e embelezar a pele, sob o sol, na praia ou piscina... Ao contrário dos que mantêm a pele protegida do sol, que carregam a fama de viver somente para o trabalho, sem tempo algum para o lazer ao ar livre. 

    
E você, o que acha disso tudo? Diga aí nos comentários! ;)