sábado, 16 de junho de 2018

ATENÇÃO, 7º ANO!!! Roteiro de estudo para a prova do dia 23/06


  

Castelo de Dunluce - Irlanda do Norte


Idade Média

A Alta Idade Média: período de transformações no Ocidente europeu quando se deu  a formação do feudalismo
A Europa Ocidental feudal:

·      quanto à política
   
os laços de suserania e vassalagem
   
a descentralização do poder político: o poder dos senhores feudais e o enfraquecimento do poder político do rei
   
a atuação da Igreja Católica

·       quanto à sociedade
   
a ruralização da sociedade
   
a posse da terra e a posição social dos indivíduos
   
a sociedade estamental: as três ordens e suas respectivas funções na sociedade
   
a servidão feudal: as obrigações impostas aos camponeses
   
as relações entre os nobres: suserania e vassalagem
   
a atuação do clero na manutenção das desigualdades sociais

·      quanto à economia
   
baseada na agricultura (de baixa produtividade)
   
autossuficiente e voltada para o próprio feudo.

·       quanto à mentalidade
   
orientada por valores religiosos e guerreiros e a aceitação das desigualdades sociais e de todos os acontecimentos como vontade divina.
  → uma sociedade de clérigos (sacerdotes da Igreja) e leigos (nobres e camponeses)
  → destaque para a importância da Igreja na formação do pensamento medieval

·      as permanências de elementos medievais na mundo atual

Roteiro de estudo para a prova da CAIS 1 do dia 23 de junho (individual e sem consulta, valendo 4 pontos)

O Tribunal de Osíris
a pesagem do coração e a apresentação da alma a Osíris conduzida pelos deuses

Eis o roteiro:

1. O processo de sedentarização de algumas aldeias neolíticas que levou ao surgimento das primeiras cidades do planeta:
• a agricultura e a criação de animais;
• o aumento populacional;
• a especialização do trabalho e o aumento da produtividade;
• o surgimento do comércio – com o aumento da produtividade e a produção do excedente;
• a hierarquização da sociedade – algumas profissões eram mais valorizadas que outras;
• a centralização do poder nas mão do rei;
• a invenção da escrita – que era para poucos;
• a vida sedentária.
2. As civilizações mesopotâmicas e o Egito Antigo – semelhanças e diferenças (o mesmo tema do teste, porém com questões diferentes):
• a maioria da população – os camponeses;
• a servidão coletiva;
• o significado do trabalho;
• o politeísmo;
• a teocracia – e o controle da sociedade através da religião.
.
ESTUDAR PELA "APOSTILA 1", PELO "TEXTO 2" E PELAS ANOTAÇÕES NO CADERNO.
.
BONS ESTUDOS E...
BOAS NOTAS!

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Quer ir até um blog especializado em castelos e em várias outras coisas relacionadas à Idade Média???

  
Uma imagem de Carcassonne, uma verdadeira cidade medieval no sul da França


Agora, Carcassonne visto do alto

  Pois é, ao buscar uma imagem para a postagem anterior, encontrei um blog especializado em castelos e em Idade Média em geral. Lá, você verá um mooonte de castelos... Como disse a Dona Benta no texto do Monteiro Lobato que analisamos nas primeiras aulas, "uma verdadeira vegetação de castelos", de todos os tipos, e em vários locais da Europa.

  Ah, e o blog "Castelos Medievais" ainda oferece a possibilidade de ter a imagem em 360º de alguns deles. Basta clicar no link CASTELOS que aparecerá, no final da lista outro link, 360º, como aparece na imagem abaixo:

   




Para ir ao blog Castelos Medievais, basta clicar AQUI.

Vídeo: "Vida Medieval"

Castelo de Almansa, Espanha
(Fonte: https://castelosmedievais.blogspot.com.br)

E aí, quer saber, DE VERDADE, como era a vida na Europa medieval???

  Então. No especial Vida Medieval, do History Channel, o historiador e especialista em armas Mike Loades nos conduz através dessa época que vimos tantas vezes, desde crianças (tanto você como eu), repleta de lendas, cavaleiros, castelos, justas, batalhas heroicas... Mas que também é de grandes construçõesmudanças e inovações
  Uma época de desafios (muitos deles presentes até hoje em nosso dia a dia), mas também de invenção de soluções -- estas, em boa parte das vezes,  muito diferentes das atuais: talvez você fique boquiaberto com a maioria delas! 😲 😲 😲
 Mais ainda que nas aulas, encare esse programa como uma jornada para desvendar esse tal mundo medievaltão distante de nóstanto no tempoquanto no espaço

   Acompanhe a reconstrução da vida cotidiana de pessoas comuns, desde coisas bem simples até outras espetaculares, mas que Loades promete ser tudo 100% autêntico!!!  O recorte no tempo escolhido é entre 1200 e 1300, o auge do período, no qual ele e mais um grupo de amigos procuram recriar...
  •  como era o treinamento de um soldado, ou melhor, de um nobre guerreiro cavaleiro
  • construção de um castelo em tamanho natural, com materiais e técnicas exata e unicamente como as da época (!!!);
  • caça como uma paixão da nobreza, um evento ritualizado, de status elevado, um exercício militar: "uma verdadeira metáfora para a guerra", segundo Loades. E ainda, a falcoaria, uma paixão de Eduardo III, e os direitos de caça da nobreza (mas o que restava, então, às "pessoas comuns"??? Ora, trabalhar, trabalhar, trabalhar...);
  • como era a alimentação de cada grupo (nobres e camponeses) e como proceder com elegância à mesa (Sabia que havia o jeito certo de se comer com os dedinhos? Os "dedos de cortesia"... Pois é... Esse povo também se preocupava em não cometer gafes...);
  • nesse mundo ruralizado, dominado pela agricultura, como era a criação de animais -- leitões e gansos, por exemplo;
  • as práticas de higiene: como eram as receitas de sabão para a lavagem de roupas e de sabonete para o corpo. E escova de dentes, havia? Sim... E pasta de dentes também... E você ainda verá a função de um colar de contas feitas com ervas aromáticas;
  • medicina e o porquê das tão comuns sangrias, quando, então, se acreditava que a saúde tinha relação com quatro fluídos corporais, os chamados humores. E a doença que nada na época era o bastante para derrotá-la e que levou à morte metade da população europeia em meados do séulo XIV: a peste negra, que deixava o corpo do doente coberto por caroços escuros e fedorentos... E os médicos da peste? Sua figura dava tanto medo quanto a doença... Aliás, já solto o spoiller de que de nada adiantava, pois a tentativa de cura da peste foi um dos piores fracassos da medicina medieval;
  • as máquinas de guerra medievais: como funcionavam as catapultas de contrapeso, conhecidas como "mauvais voisins" (traduzindo do francês: "maus vizinhos"... Será por quê?), que podiam até ser usadas como armas biológicas (!!!) ou armas de terror... 😲 😲 😲 Ué, como assim??? Pois é, assista ao vídeo... Ah, você também verá que havia técnicas para lançar as flechas através das seteiras e a importância, fundamental, da existência de poços artesianos no interior das muralhas do castelo durante o tempo que pudesse durar o cerco;
  • por fim, o surgimento das primeiras armas de fogo -- que na dublagem aparece apenas como "arma", sem especificação, pois em inglês usa-se apenas "gun" para esse tipo de armamento. E o interessante é que quem as utilizava não era considerado cavaleiro (e um cavaleiro seria severamente punido se o fizesse!!!), pois a este, um nobre, cabiam apenas espadas, lanças e flechas... Mas, enfim, estava chegada a sua hora. Começava a era da artilharia.

DICA: COMO O VÍDEO É LONGO, VOCÊ PODE IR ASSISTINDO AOS POUCOS...


Vamos lá, então? 

BOA VIAGEM! 
(No tempo e no espaço...)
   

History Channel: Vida Medieval





(Post adaptado de outo aqui deste mesmo blog, de minha autoria.)


segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Roteiro de estudo para a prova do dia 24 de fevereiro

Com bastante antecedência, 
seguem as dicas de estudo para a PI:

1. Idade Média europeia
- Baixa Idade Média Texto 5
- revigoramento das cidades e do comércio
- crise do feudalismo
 2Islã, Reconquista e formação de Portugal  Texto 7
- o movimento da Reconquista e a formação de Portugal
- o recém-nascido reino de Portugal: como ficou a situação do rei, da nobreza, da burguesia e dos trabalhadores do campo e das cidades
- a crescente importância do comércio como atividade econômica e o monopólio comercial de Gênova e Veneza sobre o Mediterrâneo
3. Expansão marítima europeia Texto 9 + caderno
- os produtos mais valorizados na Europa e o monopólio de Gênova e Veneza sobre a sua comercialização
 - a chegada a um continente até então desconhecido – a América
- as consequências da descoberta de um novo caminho para as Índias
- Ásia, África e América integradas ao sistema comercial europeu
- o etnocentrismo europeu

4. Reformas religiosas Caderno
- as questões pertinentes a este tema estarão diluídas ao longo da prova sem que haja necessidade de estudá-lo a fundo
5. Colonização da América Portuguesa Textos 12, 14, 16, 17 e 20 + caderno
- a colonização do Brasil no contexto da economia europeia – as práticas mercantilistas:
 o MERCANTILISMO:  a política econômica do absolutismo
 o protecionismo e a intervenção do governo na economia
 o metalismo
 a balança comercial favorável
 o colonialismo: a exploração de colônias; o pacto colonial (o monopólio da metrópole sobre o comércio colonial); os conceitos de metrópole e colônia
- o período anterior à colonização de fato (1500-1530)
 os indígenas e a chegada dos primeiros europeus
 o comércio do pau-brasil 
- a implantação da lavoura canavieira: o início da colonização
 colonizadores, colonos e colonizados
 o Brasil Colonial – Brasil e África enriquecem Portugal
 o pacto colonial
 a montagem de um engenho de açúcar
 a escravização dos indígenas
a introdução da mão de obra escrava africana – e os altíssimos lucros dos traficantes de escravos
 a pecuária, a agricultura do tabaco, a produção de gêneros de subsistência e as trocas entre colonos e indígenas
 a descoberta do ouro: o início da mineração
6. A África e a introdução do trabalho escravo no Brasil Textos 15 (sem se preocupar com os detalhes, porém constatando a pluralidade do continente), 18 e 19 + caderno
- a África: a diversidade cultural (língua, religiões, costumes etc) e o escravismo africano
- a África e o comércio de escravos
- a vida do escravo no Brasil - o processo de despersonalização, de objetificação de seres humanos
 o racismo ontem e hoje
 a escola e o combate ao racismo
- a garantia do acesso dos afrodescendentes à educação
 a importância do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira

Ah, e não se esqueça de estudar os exercícios correspondentes!

BOM ESTUDO E...

BOA PROVA!

domingo, 26 de novembro de 2017

"Amistad" + "Navio Negreiro" -- sobre a parte mais vergonhosa da nossa história

   
Cena do filme Amistad, de Steven Spielberg, de 1997
(www.mariapreta.org)

    A partir desta semana, estudaremos mais a fundo como se deu a colonização do Brasil por Portugal. Já vimos que a "nossa metrópole" estava disposta a gastar o menos possível e a lucrar o máximo e, infelizmente, constataremos que isso se deu às custas do sofrimento brutal de milhões de pessoas ao longo de cerca de três séculos. E, se o foco for a escravidão de pessoas trazidas da África para servirem de mão de obra, veremos que esse período extrapola até mesmo os quase quatro séculos em que a compra e venda, a total objetificação de seres humanos ocorria perfeitamente dentro da lei -- uma vez que suas mazelas se arrastam até o presente. Enfim, falaremos sobre a parte mais vergonhosa da nossa história e que, pasmem, em pleno século XXI, muitos ainda teimam em minimizar.

(Ah, e vale o registro de que as atrocidades cometidas contra os indígenas são outro "capítulo" das aberrações da história deste país.)

   Na época em que a professora Carolina, hoje Diretora Geral eleita e ex-coordenadora de História do nosso campus, tinha um blog para o sétimo ano, ela sempre fazia essa postagem para seus alunos. São cenas duras, isso é certo e, mesmo extraídas de uma obra de ficção, saiba que a realidade foi -- e, lamentavelmente, ainda é, em MUITOS casos --  ainda mais absurdamente cruel.

   Abaixo segue o texto da Carol:

   "Todo ano, faço questão de mostrar aos alunos o vídeo abaixo. Extraído do filme 'Amistad' feito em 1997 por Steven Spielberg, o trecho mostra o processo doloroso do comércio de gente promovido durante séculos por africanos, europeus e americanos. Nele temos, de uma forma didática, toda a dor e desumanização de uma parcela de africanos que eram capturados por tribos e reinos rivais, ainda em África, e depois vendidos e revendidos várias vezes até que chegavam para o trabalho árduo aqui na América. 
   Para enriquecer mais ainda as imagens, temos ao fundo a leitura majestosa feita por Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros, do poema 'Navio Negreiro', escrito em 1869 por Castro Alves -- o que torna esta montagem realmente emocionante.  
   As cenas são fortes, porém necessárias. Porque mais forte ainda foi a realidade... Não tenha a menor dúvida disso." (Trecho adaptado de Blog de Historia do 7º ano) 

O vídeo segue abaixo.

Procure ficar atento às imagens do filme Amistad, de Steven Spielberge à brilhante narração do poema Navio Negreiro, de Castro Alves, feita pelo falecido ator (um profissional extraordinário) Paulo Autran.

(E lembre-se que, apesar de o filme ser uma obra de ficção, essas e muitas outras atrocidades realmente aconteceram com os africanos trazidos à América.) 





sábado, 18 de novembro de 2017

"Kahal Zur Israel" - ou Congregação Rochedo de Israel (Recife - PE): a primeira sinagoga da América

Kahal Zur Israel  
(Congregação Rochedo de Israel)
Recife - PE
A primeira sinagoga da América. 
A fachada do prédio data do século XIX e, atualmente, abriga o 
Centro Cultural Judaico de Pernambuco.

(Para saber sobre as sinagogas e a presença judaica na colonização do Brasil, ao clicar AQUI você chegará ao site da Fundação Joaquim Nabuco -- que traz muitas informações a respeito.)



E, caso queira saber ainda mais, abaixo segue o link para uma página do site da  Associação Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil:
(basta clicar abaixo)
SINAGOGA: ONDE OS JUDEUS SE REÚNEM


segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Agora, os nomes judaicos...

Gabriel        Stella        Adelle        Ariel        Zac           

     Isaac        Rafael        Phineas        Nathan     

Deborah           Daniella, Daniela, Danielle             

David        Jennifer        Rebeca        Jonathan         Sarah      

Hannah            Daniel           Alex, Alexandre   

      Rachel            Gabriela, Gabriella, Gabrielle         


    Para os judeus, nomear um recém-nascido é algo sagrado. E meninos recebem o seu nome em ocasião diferente das meninas
      A escolha do nome pode ser uma homenagem a um parente e a sua repetição ao longo das gerações, uma garantia de que não seja esquecido. 
      Os nomes podem ser bíblicos, remeter à natureza, ser nome de anjos, enfim.

     Clique AQUI e saiba mais sobre como se dá a escolha de um nome judaico.

     E, logo no final do texto, você encontrará outros links para sugestões (e signifiacado) de nomes judaicos masculinos femininos.  

        De repente, até o seu está lá...


(O site utilizado nessa postagem foi um achado da Diovana - ex 602/2011, atualmente no Ensino Médio. Mais uma vez, obrigada, Diovana!)


             Fonte: site da  Associação Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil  

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Versailles + "Marie-Antoinette", filme de Sofia Coppola

Le Château de Versailles:
700 cômodos, 67 escadarias, 352 chaminés, 1250 lareiras, 2153 janelas e... 9 banheiros

   "Maior e mais célebre palácio da França, Versalhes é o retrato ao mesmo tempo dos exageros delirantes e do requinte extremo da nobreza que mandou no país durante séculos. Também personifica o tamanho do ego de Luís XIV, que em 1682 instalou lá o governo e uma corte de aproximadamente 6 mil pessoas. Louco por luxo, contratou os melhores profissionais de cada área – entre eles o paisagista André Lê Nôtre, responsável pelos imbatíveis jardins do lugar – para que o palácio representasse não só a melhor estética clássica da França, mas também toda a sofisticação de seus mandatários." (viajeaqui.abril.com.br)

Para mais fotos de Versailles, clique AQUI.

Para ir ao site oficial de Versailles (disponível em francês, inglês, espanhol e outras línguas -- menos a nossa), clique AQUI.

Para saber ainda mais sobre Versailles, clique AQUI



AGORA, O FILME!!!


   Quer assistir a um filme (muito bom!) cuja principal locação fora o próprio Palácio de Versailles e mostra todo o luxo e ostentação da corte de Luís XVI? Sabe que filme é esse? Marie-Antoinette, de Sofia Coppola (classificação: 14 anos - fale a respeito com sua família). Veja a sinopse, retirada do AdoroCinema:

 "A princesa austríaca Maria Antonieta (Kirsten Dunst) é enviada ainda adolescente à França para se casar com o príncipe Luis XVI (Jason Schwartzman), como parte de um acordo entre os países. Na corte de Versailles ela é envolvida em rígidas regras de etiqueta, ferrenhas disputas familiares e fofocas insuportáveis, mundo em que nunca se sentiu confortável. Praticamente exilada, decide criar um universo à parte dentro daquela corte, no qual pode se divertir e aproveitar sua juventude. Só que, fora das paredes do palácio, a revolução não pode mais esperar para explodir." 

Mesmo que não assista ao filme, não perca o trailer... Veja toda a (completamente excessiva) vida de luxo e ostentação da corte francesa em Versailles!

É só clicar aqui embaixo, aumentar a tela e o som!





Sobre os "cristãos novos" e os sobrenomes judaicos...

No desenho ‘Caminhada dos prisioneiros para o auto de fé’, 
de A. Shoonebeck:
um retrato da perseguição aos judeus 
    
   Nas aulas de ontem -- que as turmas 702 e 704 só terão na terça-feira que vem --, quando falávamos sobre a intolerância religiosa e as violentas perseguições a quem se opunha à religião do rei, muitíssimo constantes no regime absolutista, principalmente em monarquias como Portugal, Espanha e França, acabamos por cair na questão da perseguição aos judeus, que chegavam a ser obrigados a se converter ao cristianismo, abandonando (ou não) a sua fé: e daí vem a expressão "cristãos-novos". Vimos também que muitos desses vieram parar aqui no Brasil na época da colonização -- que coincide com o auge do absolutismo. 

   A historiadora da USP Anita Novinsky em sua dissertação 'O mito dos sobrenomes marranos' ["marrano" era outra forma, na época, de se referir a um judeu convertido ao cristianismo], exemplifica o dilema dos cristãos-novos brasileiros, nos primeiros séculos do país, como mostra a matéria de O Globo "O mito sobre a origem dos judeus convertidos", de Daniela Kresch (18/06/2012), cujo trecho copio e colo a seguir: 

"Expor ou não o sobrenome da família fora de casa, sob risco de ser identificado pela Inquisição e acusado do crime inafiançável de 'judaísmo'? O temor e a delicadeza do tema fizeram com que a genealogia dos descendentes de judeus portugueses no Brasil fosse envolta, por séculos, numa bruma de mitos e ignorância. Nos últimos anos, no entanto, pesquisadores têm revelado surpresas sobre os sobrenomes marranos no Brasil. [...]

Até recentemente, acreditava-se que esses judeus conversos abandonaram seus sobrenomes 'infiéis' para adotar novos 'inventados' baseados exclusivamente em nomes de plantas, árvores, frutas, animais e acidentes geográficos. Assim, seria fácil. Todos os portugueses com os sobrenomes Pinheiro, Carvalho, Pereira, Raposo, Serra, Monte ou Rios, entre outros, que imigraram para o Brasil após 1500 devem ter sido marranos, certo? Errado.

 — Em minhas investigações, não encontrei prova documental de que nomes de árvores, animais, plantas ou acidentes geográficos tenham pertencido apenas ou quase sempre a marranos — afirma Anita Novisnky, uma das maiores autoridades no assunto.

O que causa confusão, segundo Novinsky, é o fato de que os sobrenomes adotados pelos cristãos-novos eram os mesmos usados por cristãos-velhos, alguns por nostalgia, outros por medo de perseguições. Afinal, no Brasil, os marranos foram perseguidos por 285 anos pela Inquisição portuguesa. Quem demonstrasse apego à antiga religião poderia ser condenado à morte na fogueira dos 'autos de fé', as cerimônias de penitência aos infiéis.

Como identificar, então, quem era marrano? A mais importante pista está justamente nos arquivos da Inquisição. Aproximadamente 40 mil julgamentos resistiram ao tempo, 95% deles referentes a crimes de judaísmo. Anita Novinsky encontrou exatos 1.819 sobrenomes de cristãos-novos detidos, só no século XVIII, no chamado 'Livro dos Culpados'. Os sobrenomes mais comuns dos detidos eram Rodrigues (citado 137 vezes), Nunes (120), Henriques (68), Mendes (66), Correia (51), Lopes (51), Costa, (49), Cardoso (48), Silva (47) e Fonseca (33)."

Para ler a matéria completa, basta clicar AQUI.

   Agora, segue o link para outra matéria, "Os sobrenomes mais usados pelos cristãos novos", também de O Globo, para você ver se o da sua família está, ou não, entre eles (o da minha está...). Mas, atenção! Como disse a historiadora da USP Anita Novinsky, para saber se seus antepassados eram marranos, ou cristãos-novos, só mesmo montando a sua árvore genealógica e pesquisando nos arquivos da Inquisição, lá no 'Livro dos Culpados'... Bom, mas para ver a tal listagem, é só clicar AQUI

Matérias acessadas em 27/10/2017, às 20h56