domingo, 21 de junho de 2015

Ainda mais sambaquis... Dessa vez, em Rio das Ostras/RJ

   





   Conheça agora o Museu de Arqueologia Sambaqui da Tarioba, "um dos poucos museus de arqueologia 'in situ' do Brasil, ou seja, o material que está exposto permanece da forma como foi encontrado. O Sítio Arqueológico foi mapeado em 1967 por pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira que realizavam o Programa Litoral Fluminense, no âmbito do projeto maior denominado Programa Nacional de Pesquisas Arqueológicas (PRONAPA) patrocinado pelo Smithsonian Institution e realizado com autorização e apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)."


           Para ir até a página sobre esse museu, basta clicar AQUI

Imagens: www.museusdorio.com.br

Você sabia que há muitos sambaquis bem pertinho de nós?

    




  Além do sambaqui recentemente descoberto durante as obras no estacionamento do Aeroporto Internacional Tom Jobim (Descoberta de sambaqui no Galeão traz novos elementos para compreensão da pré-história carioca) e do visitado no ano passado pelos alunos que vieram do Pedrinho do Engenho Novo (no Museu Vivo do São Bento, em Duque de Caxias), há outros também pertinho de nós e há muito tempo são visitados por muita gente. Você sabia disso? Pois é. Clique AQUI e conheça o Museu do Sambaqui da Beirada, que fica em Saquarema.  

   Clique também no link O Saquá - O jornal de Saquarema  e descubra que nesta cidade do litoral do nosso estado há ainda outros museus a céu aberto dedicados ao tema.  

Imagens: www.mapadecultura.rj.gov.br

As pesquisas arqueológicas no Brasil - OS SAMBAQUIS

Sambaqui localizado no Rio de Janeiro (Angra dos Reis)
(Foto: Divulgação/CNPq) 

Sambaqui em Santa Catarina
(Foto: Divulgação/CNPq)


     Outro assunto estudado ontem foram os vestígios deixados por grupos de pescadores-coletores dos litorais sudeste e sul do país. Vimos que os sambaquis ("colina de concha", em tupi) são os locais onde estes vestígios são encontrados

    Para saber mais sobre os sambaquis, clique no link abaixo:
Mundo Estranho - O que são sambaquis?

    

Site das imagens: arquivosdoinsolito.blogspot.com

FOLHA DE S. PAULO: No Piauí, Serra da Capivara guarda o maior tesouro arqueológico do Brasil

A Pedra Furada, que tem sua cavidade devido à ação do vento e da chuva


   "Estudos apontam a presença do homem há cerca de 50 mil anos. Os vestígios são resultado de escavações lideradas pela arqueóloga Niède Guidon na década de 70, quando foram encontradas ferramentas que evidenciaram a presença mais antiga do homem nas Américas." RAFAEL MOSNA - ENVIADO ESPECIAL A SÃO RAIMUNDO NONATO (PI)

Para ler a matéria completa, de 09/05/2013, basta clicar AQUI.

Ainda sobre a Serra da Capivara, clique:

E mais:


Site da imagem: www1.folha.uol.com.br

Vídeo: "Niède Guidon e as Origens do Homem Americano (1990)"

  Aqui nessa postagem temos um documentário de 1990 com a arqueóloga Niède Guidon para o programa Globo Ciência,  quando o Museu do Homem Americano ainda nem estava pronto. É um vídeo antigo, mas traz informações muito interessantes acerca do seu trabalho à frente do Parque Nacional Serra da Capivara, no Piauí.


A arqueóloga brasileira Niède Guidon e as pesquisas arqueológicas no Brasil - Parque Nacional Serra da Capivara

(fonte: wikimapia.org)
Toca do Boqueirão da Pedra Furada 
(Pintura escolhida para a logomarca do Parque Nacional Serra da Capivara)


   Niède Guidon (na foto à esquerda) à frente da Fundação Museu do Homem Americano (na cidade de São Raimundo Nonato, estado do Piauí). Como não podia deixar de ser, todos ficamos surpresos com os resultados das pesquisas de sua equipe.   
Nas aulas de ontem, também falamos sobre  o trabalho da arqueóloga brasileira 
    
Abaixo, está o link para o site desta fundação.


    Ao entrar no site, explore-o bastante, pois há várias informações interessantes. Não deixe de visitar, por exemplo, a página sobre as pinturas rupestres, ou sobre a megafauna da região (de há mais de 10 mil anos) - nesta, clique em cima do nome científico da espécie e aparecerão  informações e ilustrações  de como era o animal, assim como fotos  de seus restos (dentes, ossos etc.) encontrados no local.

Enfim, divirta-se e aprenda!

Site da imagem: saoraimundo.com/noticias 


E, agora, uma foto da reconstituição do rosto da Luzia que Anna Clara, da 606, enviou aqui para o blog!

  Pois é, a Anna Clara já viu a Luzia de bem pertinho, lá no Museu Nacional...  

  Essa foto aí ao lado, da reconstituição do rosto da Luzia, foi ela mesma quem tirou.

Valeu, Anna! 





Imagem: Anna Clara Alves

Quer saber mais um pouco sobre o povo da Luzia?

   "O filme [abaixo] mostra os sítios arqueológicos de Pedro Leopoldo, na região mineira de Lagoa Santa, nos arredores de Belo Horizonte, onde foi encontrado um crânio de 11 mil anos de idade, chamado informalmente de Luzia

    A área é alvo de um grande projeto de pesquisa sobre a origem do homem nas Américas coordenado pelo arqueólogo 
Walter Neves, do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH) do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP). 

   Produzido pela prefeitura de Pedro Leopoldo e pelo LEEH em 2007, o vídeo foi gentilmente cedido à Pesquisa FAPESP por Walter Neves."


Pedro Leopoldo: O berço de Luzia



Fonte: Canal de vídeos do site da revista Pesquisa FAPESP
publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP (Enviado em 10/02/2010)

Entrevista com Walter Neves - o "pai" de Luzia



   Nas aulas de ontem, voltamos a falar de Luzia e seu "pai", o Walter Neves, que é coordenador do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP).  

   Walter Neves "não foi o responsável por ter resgatado esse antigo esqueleto de um sítio pré-histórico, mas foi graças a seus estudos que Luzia, assim batizada por ele, tornou-se o símbolo de sua polêmica teoria de povoamento das Américas: o modelo dos dois componentes biológicos."

   Para ver o quanto você sabe sobre esse "modelo dos dois componentes biológicos", basta ler a entrevista, concedida a Marcos Pivetta e Ricardo Zorzetto, para a página da Pesquisa FAPESP (Edição 195 de maio de 2012), na qual esse arqueólogo e antropólogo conta como formulou sua teoria sobre o povoamento da América. 

Para ir até a entrevista, basta clicar AQUI. 


Imagem: pesquisarevista.fapesp.br

terça-feira, 16 de junho de 2015

Luzia: a brasileira (e americana) mais antiga

Reconstrução das feições do crânio de Luzia, desenterrado na década de 70 
no sítio da Lapa Vermelha (Lagoa Santa/MG)

   "O crânio mais antigo do continente, com cerca de 12 mil anos, pertencente a uma mulher (batizada de Luzia), teve suas feições reconstituídas. A partir daí, [o bioarqueólogo Walter] Neves demonstrou que elas se assemelhavam mais às dos africanos e aborígenes australianos que às dos índios atuais. Assim, os povos mongoloides - ancestrais dos índios - teriam chegado à América do Sul há cerca de 9 mil anos, substituindo totalmente os 'paleoamericanos', que se refugiaram em áreas remotas do continente até a extinção." (Thaís Fernandes - ICH - jan/2001)

    O trecho acima é parte de uma matéria publicada na revista Ciência Hojeem 2001 , logo após os resultados das pesquisas sobre o crânio de Luzia, feitas pelo bioarqueólogo Walter Neves, da USP. Segundo ele, antes da chegada dos grupos mongoloides da Ásia, que deram origem aos ameríndios, a América foi povoada por grupos negroides vindos da África e da Oceania. Para ler a matéria completa, clique no link: Luzia - Instituto Ciência Hoje.  

    Para saber mais, leia ainda "Como viviam os primeiros brasileiros" (de novembro de 2004), também no site do Instituto Ciência Hoje. Para ter uma ideia do que trata a matéria, veja o trecho abaixo: 

    "Ao supormos que os primeiros povoadores tinham feições negroides, não estamos afirmando que eles tenham vindo da África, do sul da Ásia, ou da Oceania, onde as populações negroides predominavam, e que só os povoadores posteriores tenham vindo do leste da Ásia, hoje predominantemente mongoloide. Todos teriam vindo do continente asiático, pela região do Bering, já biologicamente diferenciados em negroides e mongoloides antes da migração, ou os primeiros humanos teriam chegado à América quando as feições negroides e mongoloides ainda não estavam plenamente definidas, completando-se aqui o processo de caracterização." (Pedro Ignácio Schmitz - Unisinos - nov/2004)

Imagem: www.lagoasanta.com.br