segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Um comentário que não resisti: virou postagem...

   Logo na semana em que se comemora o "Dia dos Professores", me deparo com esse presente: um comentário divo que a minha querida ex aluna Maile, agora no 8º ano, deixou em uma postagem de uns dias atrás... E como se trata, também, de um recado para vocês -- alunos do 6º ano de 2015 --, resolvi transformá-lo no assunto principal desse post. Então, aí vai o print:  



É, então é isso... Muito obrigada, Maile, minha querida! Como já lhe respondi nos comentários, fiquei muito feliz quando li o que nos escreveu... 
Muitos, muitos beijos para você!


O conflito Israel X Palestina - para que a gente sempre lembre que a história tem sempre vários lados...


  Abaixo, a professora Arlene Clemesha, do Curso de História Árabe da USP, nos dá muitos esclarecimentos sobre os conflitos entre judeus e palestinos, desde o final do século XIX, quando surgiu o movimento sionista, que buscava acabar com a diáspora (ou diásporas) que levou os judeus à dispersão por todo o mundo e fazer com que estes voltassem ao território do atual Estado de Israel. 




Site da imagem: www.upf.br

Agora, os SOBRENOMES JUDAICOS... - 4ª edição

Schwartz                 Blat                        Weiss
                
Berg              Kupfer              Gross            Schneider    
  
 Fischer                 Rosenberg                  Bloch

    
   Podem estar relacionados a cores, metais, pedras preciosas, características físicas, ofícios, enfim...

   Quer conhecer o significado (e até um pouquinho da história) destes e de outros sobrenomes judaicos? É só clicar AQUI .



Ah, dê uma olhada nesse trecho da matéria (copiado e colado abaixo) e depois me diga o que achou! 

  Existem muitas histórias de mudanças dos sobrenomes. Durante as conversões forçadas na Espanha e em Portugal, muitos judeus se converteram, adotando novos sobrenomes, que as paróquias escolhiam para os "cristãos novos", como, Salvador ou Santa Cruz

  Mais tarde, ao fugir para a Holanda, América ou ao Império turco, voltaram à religião judaica, sem perder seu novo sobrenome. Assim apareceram sobrenomes como Diaz ou Dias, Errera ou Herrera, Rocas ou Rocha, Marias ou Maria, Fernandez ou Fernandes, Silva, Gallero ou Galheiro, Mendes, Lopez ou Lopes, Fonseca, Ramalho, Pereira e toda uma série de denominações de árvores frutíferas (Macieira, Laranjeira, Amoreira, Oliveira e Pinheiro). Ou ainda de animais como CarneiroBezerra, Lobo, Leão, Gato, Coelho, Pinto e Pombo.

  Outra mudança de sobrenomes foi causada pelas guerras. As pessoas perderam ou quiseram perder seus documentos e se "conseguia" um passaporte com sobrenome que não denunciava sua origem, para cruzar a salvo uma fronteira. Nos fins do século XIX, o Czar da Rússia exigia 25 anos de serviço militar obrigatório, especialmente dos judeus. Muitos imigrantes fugiram da Rússia e da Ucrânia com passaportes mudados para evitar uma vida dedicada ao exército do Czar.

  Outra questão é que somos filhos de imigrantes, e muitos sobrenomes se desfiguraram com a mudança de país e de idioma. Às vezes eram os funcionários da Alfândega ou da Imigração, outras o próprio imigrante que não sabia espanhol, ou escrevia mal. Por isso, muitos integrantes da mesma família têm sobrenomes similares em som, mas escritos com grafia diferente.


E aí, encontrou o sobrenome de alguém que você conheça?

Fonte: chabad.org.br

OS NOMES JUDAICOS

Gabriel        Tamarah        Adelle        Ariel        Zac           

     Samuel        Rafael        Phineas        Nathan     

Deborah           Daniella, Daniela, Danielle             

David        Jennifer        Ruth        Jonathan         Joel      

Hannah            Daniel           Alex, Alexandre   

      Rachel            Gabriela, Gabriella, Gabrielle         Caleb


    Para os judeus, nomear um recém-nascido é algo sagrado. E meninos recebem o seu nome em ocasião diferente das meninas
      A escolha do nome pode ser uma homenagem a um parente e a sua repetição ao longo das gerações, uma garantia de que não seja esquecido. 
      Os nomes podem ser bíblicos, remeter à natureza, ser nome de anjos, enfim.

     Clique AQUI e saiba mais sobre como se dá a escolha de um nome judaico.

     E, logo no final do texto, você encontrará outros links para sugestões (e signifiacado) de nomes judaicos masculinos femininos.  

        De repente, até o seu está lá...


(O site utilizado nessa postagem foi um achado da Diovana - ex 602/2011, atualmente no Ensino Médio. Mais uma vez, obrigada, Diovana!)


             Fonte: site da  Associação Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil  

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

A religião monoteísta mais antiga: o judaísmo - 3ª edição

"A Torá, ou a Bíblia hebraica, que é chamada pelos cristãos de Velho Testamento, reúne especialmente os cinco primeiros livros da Bíblia,[...] o chamado Pentateuco. Pelo menos uma cópia da Torá, em hebraico, é guardada em cada sinagoga em forma de pergaminho."

   "O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto - matança em massa de judeus, ocorrida entre as décadas de 30 e 40 no século XX -, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo. E muitos  deles viveriam na Europa."

    "Os judeus vivem sob um pacto com Deus, segundo eles, não para benefício  próprio, mas para o benefício de todo o mundo. O grande estudioso do judaísmo Hillel (que viveu entre 70 a.C e 10d.C) resumiu assim o significado da religião: Não faça a seu próximo aquilo que não gostaria que fosse feito a você. Esse é o centro da lei judaica, o resto são meras observações."

    "O judaísmo é uma religião da família. Os judeus se consideram parte de uma comunidade global com laços estreitos com outros judeus. Grande parte da fé judaica é baseada nos ensinamentos recebidos no lar e nas atividades em família."


Princípios judaicos em relação a Deus: 

  Judeus devem adorar somente um Deus e não outros deuses.

  Deus é transcendental, está acima de qualquer coisa.

  Deus não tem um corpo, ou seja, não é masculino, nem feminino.

  Ele criou o universo sem ajuda.

  Deus é onipresente e onipotente.

  Deus é atemporal. Sempre existiu e sempre vai existir.

  Deus é justo, mas também é misericordioso.

Ele é um Deus pessoal e acessível. Deus se interessa por cada um individualmente, ouve a todos individualmente e fala com as pessoas das mais diferentes e surpreendentes formas.



Para ler a matéria completa, é só clicar AQUI .


Fonte: noticias.terra.com.br
Site da imagem: http://comjudaicabh.wordpress.com/simbolos-judaicos

De site em site, a gente descobre cada coisa interessante... "A Culinária Judaica"

Ao pesquisar sobre a primeira sinagoga brasileira, cheguei até o site da Fundação Joaquim Nabuco, na parte referente à "Pesquisa Escolar", e encontrei um texto muito bom, da pesquisadora Semira Adler VainsencherBom, daí descobri que ela tem um blog, fui até lá e me deparei com muitas, muitas postagens interessantíssimas... Uma delas me chamou atenção, em especial, porque trata de um aspecto importantíssimo da parte final da história dos hebreus no 6º ano: o destino desse povo, no século I d.C., logo após o massacre provocado pelos romanos, que destroem Jerusalém, incendeiam o Templo e escravizam milhares de pessoas. Os sobreviventes espalham-se ao redor do Mar Mediterrâneo: essa foi a diáspora

Nas aulas desta semana, veremos que por quase 2 mil anos os hebreus não tiveram pátria, porém, sua identidade cultural os manteve unidos mesmo quando espalharam-se ainda mais, ao longo dos séculos seguintes, em comunidades por todo o mundo. 


Mas, além da religião, ou seja, da fé no pacto entre Abraão e Deus, que outros traços de sua cultura foram importantes para este povo se manter unido até hoje? Bom, é extamente sobre isso a tal postagem da pesquisadora Semira Adler Vainsencher... Ela fala de como os judeus mantiveram a sua identidade mesmo tendo que se adaptar às diferentes realidades que encontraram ao longo da diáspora

Veja só:  


"A culinária judaica é uma das mais saborosas e variadas que existem. Originalmente, essa cozinha enfatizava os sete elementos bíblicos citados no Deuteronômio: a cevada, o trigo, a azeitona, o figo, a romã, a tâmara e as ervas. E, alguns milênios atrás, as comidas eram rústicas, elaboradas pelas mãos de camponesas judias, que foram transmitindo as receitas para suas filhas, como uma das formas de manter a identidade."
"Quando os romanos expulsaram os judeus da Palestina, no século I d.C., estes últimos se dispersaram por muitos lugares do mundo, e tiveram que se adaptar às diferentes formas de vida da diáspora. Neste sentido, eles adquiriram novos hábitos alimentares e passaram a utilizar os ingredientes que estavam disponíveis. Os seus pratos incorporaram vários temperos, ervas e especiarias nativas, que eram cultivadas em função do solo, da temperatura, do clima e dos hábitos das diversas regiões."


Logo no final do texto -- que trata dessas adaptações, assim como dos princípios da dieta kasher -- , a autora transcreve algumas receitas da culinária judaica que ela pesquisou em diversos locais. São elas:
TABULE DE KASHE (TRIGO SARRACENO)
KIGUEL (TORTA DE MACARRÃO)
KREPLACH (RAVIOLI)
KLOPS (BOLO DE CARNE)
TORTA DE BATATA
REPOLHO RECHEADO AGRIDOCE
SALADA DE BERINJELA
ARROZ MARROQUINO
SALADA DE BERINJELA
BORSHT (SOPA DE BETERRABA)
BOLO DE FRUTAS
TORTA DE RICOTA
TORTA DE RICOTA
HONIK LEIKECH (BOLO DE MEL)

E então, será que algum desses pratos despertou o seu interesse? Ou apetite... 

Bom, para ler o texto CULINÁRIA JUDAICA e, no final, ter acesso às receitas, basta clicar AQUI.  

Bom, aí vão as imagens de alguns dos pratos que encontrei aqui pela internet: 

TABULE DE KASHE
www.coisasjudaicas.com


KREPLACH
ruhlman.com


KLOPS
mycuisine.blox.pl


BORSHT
thedeerslayerswife.com


BOLO DE FRUTAS
verbenacomunicacao.blogspot.com.br


TORTA DE RICOTA
ongtora.com


BOLO DE MEL
gutessen.com.br

Se você se animar e fizer -- ou pedir para alguém fazer... -- alguma dessas receitas, depois me conta como foi, tá? 

Algumas informações sobre as sinagogas - 4ª edição

Kahal Zur Israel  
(Congregação Rochedo de Israel)
Recife - PE
Foi a primeira sinagoga da América. 
A fachada do prédio data do século XIX e, atualmente, abriga o 
Centro Cultural Judaico de Pernambuco.
(Para mais informações sobre essa história, clique em basilio.fundaj.gov.br 


    No ano de 2011, houve uma greve muito longa e, durante os vários dias sem aula, conversava muito com os alunos aqui pelo blog, via comentários, e muitos pediam para eu postar mais informações sobre os judeus -- o último assunto estudado até então. Alguns até me enviaram links para sites que tratam do tema, como fez a Diovana, atualmente, no 1º ano do Ensino Médio (na época, 602):

"...achei um post em um site que falava sobre as sinagogas e coisas ligadas a elas, como os objetos utilizados nos rituais e as pessoas que têm ligações ou participam (o Rabino, o Chazan, o Zelador e o Gabai). Inclusive, nesse mesmo post, achei, lá no finalzinho, a imagem, não a mesma [do livro], ...do Muro das Lamentações.
("Os hebreus" - 12/08/2011; coment. em 20/08/2011 )

   Bom, quando entrei no site, vi que, além das informações sobre as sinagogas, havia várias outras bastante interessantes também. E até hoje pesquiso neste site...

Abaixo, segue o link, para uma página do site da  
Associação Israelita de Beneficência Beit Chabad do Brasil
enviado por ela:





Viu, Diovana, até hoje seu achado está sendo útil... Valeu! ;D


Site da imagem: cbo.com.br

E neste ano, me antecipando aos pedidos, mais informações sobre a CIRCUNCISÃO - ou "berit milá" - 5ª edição


Material utilizado em uma cerimônia de berit milá 
exibido no museu da cidade de Göttingen (Alemanha)
(site da imagem: wikipedia.org)

E disse Deus a Abraão: “Eu te farei pai de um grande povo e te abençoarei. O meu pacto eterno contigo será: que eu seja o teu Deus e o da tua descendência. E eu te darei a terra de Canaã. Em sinal dessa aliança, todos os homens entre vós serão circuncidados.”
Bíblia, Antigo Testamento, Gênesis, 17


     De acordo com a experiêcia dos anos anteriores, sei que muitos alunos vão querer mais informações a respeito da cerimônia religiosa judaica da circuncisão, ou "berit milá", na qual o recém nascido junta-se ao povo judeu.  É nesta cerimônia, símbolo da aliança entre Deus e o povo de Israel, que o menino recebe seu nome.

       Então, aí vai o link:


Fonte: chabad.org.br

sábado, 26 de setembro de 2015

FOTOGRAFIAS DE UMA VIAGEM AO EGITO...

   Aqui vão os links para as postagens que fiz em 2013 com as fotos da professora Cristina Sperle -- que atualmente trabalha em nosso Campus -- de uma viagem que fez ao Egito. 

  Lembram que contei que, da janela do quarto do hotel onde ela se hospedou, dava para ver as pirâmides? Então! Acima, aparecem: a Cristina, a janela e as pirâmides...      


  • Clique AQUI e veja as fotografias que ela tirou ao fazer um cruzeiro pelo Rio Nilo (!!!), saindo de Assuã (no sul) e chegando ao Cairo, capital do Egito. 

  • Clicando AQUI, você verá as fotos do Vale dos Reis e Templo de Karnak

  • Como falei nas primeiras aulas sobre o Egito (e postei aqui no blog), hoje, a maioria da população deste país é muçulmana. AQUI, seguem, então, algumas fotos de duas mesquitas -- local de culto para os seguidores do Islã. 

  • AQUI, fotos das Pirâmides de Gizé e da Esfinge.

  • E AQUI, as fotos de Abu-Simbel, um complexo arqueológico constituído por dois grandes templos escavados na rocha, situados no sul do Egito, na margem esquerda do rio Nilo, perto da fronteira com o Sudão, numa região denominada Núbia, a cerca de 300 quilômetros da cidade de Assuão -- no entanto, este não é o seu local original: devido à construção da Barragem de Assuão, e do consequente aumento da vasão do rio Nilo, o complexo foi trasladado do seu local de origem durante a década de 1960, com a ajuda da UNESCO, a fim de ser salvo de ficar submerso. Os templos foram construídos por ordem do faraó Ramsés II em homenagem a si próprio e à sua esposa preferida Nefertari. O Grande templo de Abu Simbel é um dos mais bem conservados de todo o Egito. (Informações adaptadas de wikipédia.org)

Ah, e não se esqueça de me contar o que achou... 

Imagem: Cristina Sperle/arquivo pessoal 

Para quem já está com saudades das aulas de Egito Antigo: um documentário do Discovery Channel sobre o faraó RAMSÉS II

   
Estátua de Ramsés II - Templo de Luxor
(Site da imagem: commons.wikimedia.org)

  Um rei extraordinário: guerreiro, construtor, amante, deus... 
Ele foi representado como um super-homem... Mas, quem era ele? Ele merecia realmente ser chamado de Ramsés, o Grande? 

Para ter estas e outras respostas, assista:

EGITO REVELADO: O FARAÓ RAMSÉS

"Existe um faraó egípcio que se destaca dos demais: Ramsés II, um guerreiro formidável, construtor e estadista. Uma nova geração de arqueólogos analisa os vestígios do faraó para descobrir se ele realmente merece ser lembrado como Ramsés, o Grande." (sinopse sobre o documentário, logo abaixo do vídeo, no YouTube)